Manual de Massagem


Nota do digitalizador: Tratando-se de um livro essencialmente de estudo, dever este ser
lido com uma linha braille ou, na falta desta, ser aconselhvel colocar o sintetizador de
voz em pontuao alguma, visto que o texto contm diversas explicaes entre
parnteses, o que poder, em muitos casos, dificultar a sua compreenso. No esquecer
tambm que o livro neste formato se destina apenas aos cidados privados da viso,
conforme a ligislao em vigor.


Coleco para Todos
N. 5

Manual de Massagem

Mdica, Desportiva e Esttica
Ginstica Reeducativa

Dr. Fred Vasques Homem


Livraria Progresso Editora 3, Rua do Poo dos Negros, 5
Lisboa-2



Sumrio


Prefcio
I.        O efeito fisiolgico da massagem;
Efeito directo da massagem;
Efeito indirecto da massagem.
II.        Contra-indicaes da massagem.
III.        O massagista, seu paciente e seus aparelhos auxiliares.
IV.        Compndio da anatomia;
Pele;
Tronco;
Aparelho locomotor  ossos e articulaes;
Msculos;
Cabea;
Pescoo;
Tronco anterior;
Tronco posterior;
Abdmen;
Membro inferior;
Aparelho circulatrio;
Aparelho respiratrio;
Aparelho digestivo;
Aparelho hepatobiliar;
Glndulas de secreo interna;
rgos hematopticos;
Aparelho urogenital;
Sistema nervoso central e perifrico;
Doenas neurolgicas e a sua massagem;
Atingido o neurnio motor central;
Atingido o corno anterior;
Atingido o corno posterior;
Sistema nervoso autnomo (vegetativo;
Sistema nervoso extrapiramidal.
V. Manobras da massagem;
Afloragem;
Presso;
Malaxao;
Apisoamento;
Amassamento;
Frico;
Percusso;
Agitao;
Vibrao.
V-A( Aparelhos de massagem.
VI. Tcnica de massagens Especiais;
Automassagem;
Massagem geral e desportiva;
Massagem aplicada aos diversos desportos;
Massagens das zonas reflexogneas;
Massagem de rolar de Hartemann;
Massagem de beliscar de Kibler;
Massagem do tecido conjuntivo deLeube-dicke;
Massagem dos pontos nervosos de Cornelius;
Massagem do peristeo de Vogler;
Massagem do nariz de Fey;
Massagem do mesnquima;
Massagem ginecolgica (abdominovaginal);
Massagem da grvida;
Massagem do puerprio;
Massagem da prstata;
Massagem das amgdlas;
Massagem do corao;
Massagem dos olhos;
Massagem esttica.
VII. Massagem Mdica (Parcial);
Cabea;
Cara;
Pescoo;
Nuca;
Trax (costas);
Trax (peito);
Ventre;
Hemorridas;
Membro superior;
Membro inferior;
Articulaes.
VIII. Mobilizao passiva;
Membro inferior;
Membro superior;
Nuca e pescoo;
Articulaes vertebrais;Anexo  Ginstica subaqutica.
IX Ginstica (Activa com resistncia);
Coxa;
Quadricpede crural;
P e perna;
Membro superior;
Ventre;
Dorso;
Pescoo (nuca);
Anexo.
IX-A) Conselhos para os Doentes da Coluna vertebral.
IX-B) Ginstica dos olhos.
X. Tratamento Quinesiteraputico das vrias doenas;
Acidentes desportivos;
Leses da pele;
Bolhas, galos, calosidades;
Queimaduras;
Picada e mordeduras;
Msculos e tendes;
Msculos doridos;
Cimbras;
Contuses;
Distenso;
Ruptura e hematoma(msculos, tendes e fscia);
Articulaes (ligamentos, meniscos);
Contuses;
Distorses;
Sinovite;
Leses dos meniscos;
Luxao;
Ossos;
Contuso;
Fractura;
Hemorragias;
Corpos estranhos
Desmaios, colapsos, choques;
;Choques elctricos;
Asfixia;
Afogamento;
Insolao;
Intoxicao;
Congelao;
Doenas cardacas circulatrias;
Doenas do aparelho respiratrio;
Doenas do aparelho digestivo;
Doenas dos rgos da pelve;
Doenas do aparelho muscular e sistema nervoso;
Msculos;
Cabea;
Pescoo;
Omoplata;
Trax;
Coluna vertebral;
Bacia;
Tronco;
Membro superior;
Membro inferior;
Nervos;
Nervos perifricos;
Paralisias do sistema nervoso  neurone central;
Neurastenia, neurose, histerismo, fadiga, insnia, etc.;
Doenas cutneas;
Doenas ortopdicas (coluna vertebral, ossos, articulaes);
Doenas de nutrio.
XI. Conselhos alimentares dados pelo massagista;
A)        Regras trofolgicas;
B) Como usar racionalmente os alimentos.
XII. Mais recomendaes da vidahiginica;
A)        Atmosferoterapia;
Banhos de ar;
Marchas;
B)        Helioterapia;
C)        Idroterapia.

A) Aplicaes produzindo calor;
B) Aplicaes libertando calor;
C) Aplicaes tonificantes;
D) Tcnica;
Lavagens;
Frices;
Afuses e duches;
Banhos;
Compressas;
Enfaixamentos e envolvimentos.
D) Psicoterapia.

Bibliografia.



Prefcio



      Tendo conhecimento de que no existe em Portugal qualquer edio portuguesa 
dedicada ao ensino de massagem, resolveu o autor deste livro, Manual de Massagem, 
realizar um trabalho que pudesse satisfazer aqueles que se dedicam a essa especialidade 
de cultura e resguardos fsicos.
      O autor teve o cuidado de fazer uma obra que pudesse ser compreendida facilmente 
e acessvel a todos, ilustrando-a com muitas dezenas de gravuras que pela sua 
configurao esclarecem imediatamente os mais diversos pormenores da massagem: 
Mdica Desportiva e, ainda, Ginstica Reeducativa.
      A massagem  um acto clnico e por isso nem o doente nem o massagista devem 
abusar, pois o organismo ser muito prejudicado quando for sujeito a uma aplicao 
com tcnica deficiente.
      Todo o massagista que se debruar sobre este livro reconhecer que pode aumentar 
os seus conhecimentos, (atravs do ndice ter facilidade em encontrar qualquer doena 
e seu tratamento) ficando assim mais habilitado a exercer a sua profisso. Para isso  
necessrio saber Anatomia e Fisiologia e, fundamentalmente, praticar com insistncia, 
para poder ser um bom massagista. Este livro  recomendado a todos os cursos 
particulares da especialidade, que porventura existam, e espera-se que seja introduzido 
num curso futuro de massagem em qualquer Instituto oficializado.


I. O Efeito Fisiolgico da Massagem

      A massagem tem efeito directo (local-perifrico) e indirecto (geral).
      O paciente aps a massagem sente boa disposio fsica e psquica. As pessoas hiper 
excitadas ficam mais calmas, A sua sensibilidade decresce e comeam a dormir mais 
prolongada e profundamente. Por isso, as indicaes importantes da massagem so a 
convalescena, a neurose e at a psicose. H maior eliminao das substncias nocivas 
acumuladas no organismo devido  fadiga, o que se pode provar pelo chamado 
erggrafo. Todo o metabolismo dos processos anablicos e catablicos (assimilatrios e 
desassimilatrios)  estimulado de forma que o trabalho de todos os rgos  activado. 
A circulao, a respirao, o movimento peristltico dos intestinos, a contraco 
cardaca, a composio sangunea, a eliminao de urina, a excreo das glndulas de 
secreo externa e interna, partida, pncreas e fgado, etc. so bastante melhoradas.
      Antes de entrarmos em pormenores, vamos considerar o efeito local da massagem, 
j que incide primeiramente na pele, atravs do contacto manual.


Efeito directo da massagem

      O efeito puramente mecnico faz com que se destaquem, eliminando-se, as clulas 
mortas e os restos das secrees das glndulas cutneas, ficando as camadas superficiais 
do epitlio da epiderme mais nutridas, moles, maleveis e resistentes (o que se pode 
provar pelo chamado elastrmetro). Se bem que as glndulas sebceas e sudorparas 
sejam mais abertas e limpas, desde j mencionamos ser um erro julgar que pela 
massagem possam ser removidos localmente depsitos de gorduras acumuladas debaixo 
da epiderme. A obesidade diminui por efeito geral sobre o metabolismo e sobre o 
quociente respiratrio, sendo a massagem em todo o caso necessria durante um 
tratamento de desengorda para que no resultem tecidos flcidos externos, ptoses 
(rgos cados) e prolapsos. Ao simples efeito mecnico tambm pertence a actuao 
sobre cicatrizes e aderncias.
      A frico produz calor e a temperatura da pele aumenta de 2 at 3 graus Clsius. Na 
massagem geral, a temperatura do corpo sobe e a do recto diminui, ao passo que pela 
massagem apenas abdominal se verifica o fenmeno inverso: a temperatura rectal sobe e 
a superficial desce.

Efeito indirecto da massagem

      A maior afluncia de sangue, isto , a hiperemia faz desprender matrias orgnicas. 
As mais importantes so a histamina e acetilcolina. Quando o sangue venoso do 
indivduo tratado  injectado subcutaneamente  outra pessoa, produzem-se ppulas 
50% maiores do que numa urticria vulgar na qual tambm sobe a histamina.
      Os efeitos da massagem assemelham-se ao tratamento galvnico chamado 
iontoformese, com acetilcolina, em que h rubor, vascularizao, velocidade mais 
acentuada da circulao, dilatao capilar, etc. A mobilizao de acetilcolina  que 
estimula o nervo parassimptico (ver anatomia da pele)  contribui para a vasodilatao 
e o aumento da permeabilidade dos limites celulares e exacerba os processos qumicos 
autolticos procedentes da reabsoro das escrias metablicas (assimilao e 
desassimilao). Maior permeabilidade das paredes dos vasos conduz a melhor irrigao 
da derme e do tecido subcutneo, resultando maior elasticidade, aumento dos fibrolastos 
e leuccitos (glbulos brancos) situados localmente, o que por si activa os elementos 
retculo-endoteliais (importantes na defesa geral) e afasta o perigo de auto-intoxicao. 
Impulsiona tambm as hormonas cutneas, as vitaminas da pele e os corpos de 
imunidade do mesnquima (rgo de suporte dos tecidos). Este contribui para apoio dos 
rgos e troca de electrlitos entre clula e capilares. Visto que o tecido conjuntivo 
situado entre derme e fscia muscular tem a funo de filtragem e armazenagem de 
gua, sal, gordura, protena, amido e detritos, pela massagem d-se um melhoramento 
aprecivel neste sentido.
      A primeira reaco geral da massagem observamo-la atravs da circulao. O efeito 
vasomotor manifesta-se na palidez da pele devido ao esvaziamento das veias, sobretudo 
superficiais, comeando logo com a afloragem centripetal, isto , de baixo para cima, ou 
seja, de caudal para cranial. O refluxo  impossibilitado devido  existncia de vlvulas 
nas veias. Segue-se o rubor da pele devido  suco nos capilares arteriais os quais, 
dilatando-se, levam  hiperemia local que conduz a melhor fluxo do ventrculo 
esquerdo do corao. Por isso e devido a esvaziamento das acumulaes nos interstcios 
do tecido conjuntivo, sintomas de estagnao, edemas, cianose (acumulao do sangue 
venoso), arritmias, etc. so influenciados no sentido de cura.
      Aps a massagem geral, e mesmo j abdominal, desce a tenso arterial (aumentando 
a venosa), regressando ao valor normal aps uma hora. No entanto, esta observao 
refere-se apenas s manobras leves, aumentando a presso arterial com a massagem 
enrgica e profunda (amassar, percutir, etc.).  interessante que a massagem de um 
brao influencia nele a tenso arterial (verificvel no hemodinammetro). A presso 
sistlica mxima baixa mais nitidamente, aps a massagem da cabea. A frequncia do 
pulso diminui, quando a massagem geral  precedida de repouso prvio. A seguir ao 
esforo fsico, a pulsao  acelerada. H maior consumo de oxignio e aumento do 
quociente respiratrio e da eliminao de anidrido carbnico.
      Ao sistema circulatrio tambm pertencem os vasos linfticos cujo contedo corre, 
como nas veias, em direco ao corao, ou melhor, dos gnglios linfticos, auxiliares, 
inquinais, etc. O lquido que durante a massagem passa do tecido para os capilares, 
aumenta a presso tecidular que dilata os vasos linfticos e desenvolve o transporte da 
linfa e, indirectamente, da urina. Desta forma, a cura de edemas e hematomas  
abreviada.
      Aps as observaes a respeito dos vasos, pensemos nos nervos. Em primeiro lugar, 
a massagem actua nos nervos sensveis fazendo com que um doente excitado fique 
calmo atravs de afloragens e frices leves. Tambm resulta um estmulo dos nervos 
motores mais profundos, situados ao lado dos vasos. Os nervos centrais e medulares no 
gozam de benefcio.
      As ondas produzidas nos msculos tratados com presso distendem as fibras e 
aumentam o tono e o potencial elctrico, pois no h maior perigo para um msculo do 
que a sua inactividade que produz atrofia. Secundariamente, a elasticidade dos 20 
minutos. O aumento do tono explica-se por influncia sobre o sistema nervoso 
autnomo (vagotono), sobre a adrenalina e acetilcolina. Enquanto o tono com presso 
forte  aumentado, a presso baixa, alcanada, por exemplo, por movimentos dos 
tendes  favorecida.
      A massagem torna o msculo mais activo, rpido e expansvel durante mais tempo. 
A massagem de 5 minutos restaura o msculo fatigado mais eficazmente do que a 
massagem de rtmicos (oscilaes sinusoidais), provoca uma detonizao. Quando nos 
msculos incide calor, o seu equilbrio cido-bsico  desviado para o lado alcalino, ao 
passo que o movimento activo acidifica o tecido muscular, devido ao acrscimo do 
cido lctico. Mas aps a massagem, o cido lctico, assim como o cido carbnico e 
fosfrico e tambm indirectamente a ureia, so eliminados em maior escala (esta ltima 
igualmente pelas fezes). Quando ento o msculo se reabilita, a maior parte do cido 
lctico  retransformado em glicognio do qual depende o seu exerccio.
      Na massagem da pele, do tecido conjuntivo subcutneo e da musculatura ainda 
seguem reflexos para os rgos internos, assim como, alis, acontece na inversa (ver 
adiante o captulo da massagem das zonas segmentares).
      Por meio de anlises hematolgicas verifica-se aumento do volume da hemoglobina, 
do nmero dos glbulos vermelhos (indicao da massagem na anemia crnica) e a 
quantidade dos brancos. Contudo, h bastantes autores que encontram uma diminuio 
dos glbulos brancos e sobretudo dos bastonetes. Com massagem profunda pode dar-se 
destruio celular.
      Importante  o resultado que d a massagem dos rgos abdominais, activando o 
cido clordrico do estmago (no a quantidade do suco gstrico), o trabalho da 
musculatura lisa e das glndulas do estmago e intestinos (sobretudo do intestino 
delgado). A funo do fgado e do pncreas  impulsionada. O cheiro da boca notado 
frequentemente durante a massagem do ventre, evidencia a reabsoro de gases.
      Afinal, a massagem do mesnquima baixa a presso do lquido cefalorraquidiano, 
favorecendo, por exemplo, a cura de dores de cabea.


II. Contra-indicaes

      Estmago ou bexigas cheias.
      Doenas cutneas.
      Infeces agudas febris.
      Inflamaes agudas, com sinais de calor local, rubefaco, tumefaco, puseram, 
etc. (nevrite (inflamao dos nervos), nefrite (inflamao dos rins), fielite (inflamao 
dos bacinetes renais), reumatismo, artrite (inflamao das articulaes), tromboflebite 
(inflamao das veias), apendicite, colecistite (inflamao da vescula biliar), hepatite 
(inflamao do fgado), adnenexite (inflamao dos ovrios), ostete (inflamao dos 
ossos), osteomielite (inflamao da medula ssea), endomiocardite (inflamao das 
vlvulas ou msculos cardacos), pleurite, peritonite, tendo-vaginite (inflamao dos 
tendes e de suas membranas), miosite (inflamao dos msculos), etc.
      Tumores malignos.
      Leucemia e outras doenas graves do sangue.
      Tuberculose pulmonar aguda, abdominal, ssea e articular.
      Gravidez inicial e menstruao (manobras no ventre).
      Doenas cardacas, tais como insuficincia aguda, estenose mitral, aneurisma, 
trombose, enfarte.
      Destruies esquelticas (nas puras deformaes, a massagem  permitida).
      Leses agudas dos joelhos (gonartrite, pseudartrose, rupturas dos meniscos).
      Idade avanada (cuidado, devido  alterao arterioclertica,  maior fragilidade e 
perda de elasticidade das artrias, provocando hemorragias locais  hematomas  cujo 
efeito psicolgico, no entanto,  pior do que o efectivo).
      Doenas cerebrais e medulares agudas e crnicas graves (porm, na paralisia infantil 
na apoplexia (congesto cerebral) e trombose, a massagem precoce est indicada). 
Grande excitao psicomotora.
      Leses frescas com rasgos e hemorragias (em fracturas, contuses, tores e 
deslocaes, a massagem no est contra-indicada).
      Corpos estranhos no trajecto da massagem.
      Hiperacidez gstrica.
      Crises devido  lcera gstricoduodenal ou hrnias.
      Calculose vesical, renal e biliar (permitida apenas a massagem segmentar).
      Hemorragias extensas, locais e gerais.
      Neurose histrica e doenas mentais graves.


III. O Massagista, seu Paciente e seus Aparelhos Auxiliares

      Em primeiro lugar, um bom massagista deve saber os dados principais da anatomia 
descritiva e topogrfica, alguma fisiologia e qumica fisiolgica e conhecer, 
evidentemente, a teoria da tcnica da massagem.
      Qualquer professor de escola de massagem deve organizar um nmero de lies 
preliminares para que o aluno aprenda a examinar, palpando o tecido humano. Ele deve 
sentir e distinguir a dureza, as tenses superficiais e profundas, maior ou menor 
elasticidade, resistncia, presso, etc. Aps o conhecimento de alguma anatomia, pelas 
mos vai poder diferenciar a pele, das camadas subcutneas, isto , de tecido 
conjuntivo, muscular, tendes e ossos. Tambm vai separar o msculo da gordura, 
sobretudo intersticial. Mais reconhecer o que  a pulsao de uma artria e uma veia. A 
seguir ver a diferena entre um msculo esttico e outro dinmico, isto , em trabalho 
de contraco. Ver que, por exemplo, o msculo posterior da tbia parece mais duro do 
que os gmeos, mais dinmicos.
      Para treinar a sensibilidade dos dedos, o massagista poder recorrer a alguns 
exerccios: 1) colocar um cabelo entre duas folhas de papel e procurar ach-lo com as 
pontas dos dedos. 2) O mesmo exerccio sobre uma balana para poder afinar mais o 
tacto, medindo a presso feita. 3) Cobrir o prato da balana por um feltro sobre que se 
exerce igual presso durante dez segundos. Pouco a pouco comear a fazer rotao com 
os dedos de cada mo  e sem olhar, para que a presso exercida pelos dedos no 
exceda 50 a 100 gramas.
      Muito importante para o modo de massagem a aplicar ser poder distinguir entre a 
hipertonia do msculo e uma chamada miogelose. Para este efeito, o massagista, para 
no contrair os prprios msculos, deve estar sentado, com o brao relaxado, aplicando, 
sobretudo, os mtodos recomendados por Leube-Dicke, autores da massagem do tecido 
conjuntivo: levantar e palpar finamente uma prega cutnea e o tecido subjacente e outro 
mtodo indicado por Vogler, autor da massagem do mesnquima, aprendendo a 
diagnosticar a hipersensibilidade dos tecidos contra tacto, traco e presso (alteraes 
de consistncia ou, sejam, infiltraes). Tambm Cornelius, o pai da massagem dos 
pontos nervosos, manda colocar os dedos de forma que a articulao entre a palma da 
mo e dedos seja flectida num ngulo de 120 graus, sobrestendendo ligeiramente esta 
articulao e quase estendendo a articulao entre a primeira e a falange mdia do dedo. 
Com efeito, a melhor sensao tctil possumo-la na ponta dos dedos.
      No hipertono trata-se de um estado de defesa, funcional  nervosa (neural)  do 
msculo, cuja tenso parece elstica,  palpao. O hipertono  sentido mais 
longitudinalmente. Tambm em repouso, o msculo hipertnico acusa aumento da 
corrente de aco.
      Na miogelose trata-se de uma alterao intracelular, com esquemia (falta de sangue) 
e degenerescncia e presso aumentada do sarcolema (substncia muscular). Palpa-se 
um endurecimento infiltrativo, circular, como que encapsulado, no elstico. No se 
desfaz nem pela anestesia geral nem pela infiltrao de novococana (ao contrrio do 
hipertono).
      Frequentemente associam-se o hipertono e a miogelose (veja adiante, no captulo da 
massagem especial das zonas segmentares o que se diz acerca da miogelose, fibrosite, 
celulite, etc.).
      O massagista, alm de tacto apurado, deve manejar com habilidade as articulaes 
ligeiras, frouxas e movedias. No deve empregar fora, mas elasticidade (o que se 
experimenta especialmente nas vibraes manuais). Para alcanar este efeito, far-se- 
um treino prvio e prolongado, sacudindo bem as prprias articulaes e pondo o corpo 
em estado de relax, quer sentado, quer de p. Ambas as mos devem aprender desde 
logo a trabalhar simultaneamente, pelo menos, em sinergia uniforme. O massagista 
pode comparar-se antes com um excelente pianista. Tal qual como qualquer bom 
msico e at artfice de mquina de escrever, que no precisa de servir-se do sentido 
visual. Talvez por isso, os massagistas cegos tm o sentido tctil to requintado.
      No existe aparelho de massagem que possa substituir as mos, pois carece de 
adaptabilidade individual.
      As mos do massagista devem ser carnudas, robustas, lisas, secas, macias, calmas, 
quentes e seguras. Os dedos devem ser limpos debaixo das unhas, as quais so curtas e 
redondas. No pode haver relgio no pulso ou anel no dedo. As massagistas no usam 
verniz de unhas (ou s de madreprola) e to-pouco baton ou rimel. Tambm no  
conveniente trazerem saltos altos; em primeiro lugar para se poder transmitir uma base 
firme ao paciente e em segundo lugar para a defesa dos msculos e ossos (coluna 
vertebral) da prpria massagista.
      O profissional no deve ter mau hlito nem m higiene corporal.
      Convm que no se faa massagem com os antebraos cobertos, mas sim nus.
      Quanto menos o paciente fale durante a massagem, sobretudo abdominal, tanto 
melhor. O massagista, de vez em quando, deve dirigir uma palavra de animao, para 
que o indivduo sujeito  massagem se descontraia convenientemente.
      Visto que a massagem no deve ser considerada somente como ofcio, mas tambm 
como obra de arte, quem a exerce deve aliar  tcnica a sua personalidade, digamos, 
sugestiva. A f ou no f do paciente potencializa ou anula o efeito da massagem. O 
massagista, portanto, deve criar calma, convico, optimismo e moral no seu cliente. 
Deve ter pacincia, perseverana e resistncia fsica.
      A sala da massagem deve ser sbria, alegre e asseada. Portanto devem ser banidas 
todas as moblias e quinquilharias sujeitas  acumulao de poeiras. No pode faltar 
possibilidade de se lavar debaixo de gua corrente. O ideal  ter na proximidade um 
duche quente e frio. A luz no deve ser viva demais, nem ferir os olhos do paciente. Por 
idntica razo e ainda por motivos psicolgicos, as cores das paredes no devem ser 
gritantes.  preciso todo o cuidado para evitar correntes de ar e cobrir as partes do 
paciente que no sejam tratadas. Cada paciente deve ter a sua toalha. A temperatura do 
ar deve ser de 20 graus clsius.
       muito desejvel que o massagista adquira uma mesa especial, articulada na nuca e 
nos joelhos do paciente. A mesa deve ficar livre de ambos os lados com altura de 80 
cm., largura de 0,75 cm. E comprimento de 2,10 metros. Deste modo, o massagista pode 
trabalhar com as pernas ligeiramente abertas, o corpo pouco flectido para a frente e as 
articulaes dos cotovelos um pouco dobradas.
      O paciente faz a aplicao sentado ou deitado, conforme as circunstncias, o lugar a 
ser tratado e a tcnica do massagista. Este fica igualmente sentado ou de p, aos ps ou 
lados do paciente. No tratamento do ventre, o massagista fica geralmente do lado 
direito. A massagem especial do tecido conjuntivo  geralmente feita nas costas do 
paciente sentado.
       importante que seja cmoda a posio da pessoa submetida ao tratamento. Os 
msculos devem estar completamente descontrados, relaxados. Deitado de costas, o 
paciente deve ter uma almofada debaixo da cabea e um rolo na nuca; outro rolo 
debaixo dos joelhos contribui para o relax dos msculos abdominais, caso a mesa no 
esteja articulada. Quando o paciente estiver deitado com o ventre para baixo dever ter 
uma almofada pouco alta debaixo do trax e do queixo, e uma terceira apoiar a testa 
para que haja respirao nasal livre e no se vire a cabea para qualquer lado. Para que 
os dedos dos ps no se apoiem na mesa, colocar-se- outro apoio entre esta e o dorso 
dos ps, a no ser que os dedos fiquem livres no espao. Quando a sala carece de 
temperatura conveniente, os ps devem estar quentes. Os braos esto deitados, 
descontrados, ao lado do tronco.
      O doente deve vir  massagem com o estmago vazio e no fatigado. Se estiver 
cansado, deve repousar um pouco previamente. Sempre  melhor apresentar-se ao 
tratamento da parte da manh, pois muitas vezes d-se uma reaco (ligeiro calafrio, 
dores, etc.) ou cinco horas aps a massagem, podendo, portanto, perturbar o sono. Isto, 
quanto  massagem geral. Para que um doente sofrendo de insnia possa dormir, pelo 
contrrio, a aplicao deve ser feita  tarde, mas neste caso apenas com manobras de 
afloragem.
      O paciente deve ser ensinado a respirar calmamente, deixando a boca aberta durante 
a massagem abdominal.
      A massagem local  feita 3 vezes por semana durante 15 minutos. Contudo, deve-se 
fazer diariamente no lumbago, em algumas paralisias e anquiloses (contracturas fixas de 
articulao). Em geral, bastam trs dzias de curativos. A massagem geral (e 
desportista)  feita duas a trs vezes por semana e durante 30 a 40 minutos. O indivduo 
a ser tratado deve vir com a pele limpa e tomar pelo menos um duche quente e a seguir 
frio, aps a manipulao.
      O p de talco que muitos massagistas usam tapa os poros e por isso  conveniente 
tomar banho depois. Quanto ao p, deve usar-se pouco, porque prejudica tambm os 
brnquios do massagista. Quando no se deseja uma forte reaco superficial e a pele 
for hmida aps um treino ou uma prova competitiva ou se pretende alcanar durezas na 
profundidade, o p deve ser substitudo por lubrificantes, tais como parafina ou vaselina 
natural branca lquida, glicerina, mucilagem de carrageen ou um bom e caro (+) leo 
de massagem, que deve aplicar-se o menos possvel. Contudo, aps o banho e duche, o 
paciente que sofre de pele seca, pode usar um pouco de leo de amndoas doces. No 
Inverno, os lubrificantes devem ser amornados em banho-maria.
      Ainda um conselho: Antes de iniciar qualquer massagem curativa, e, portanto, antes 
de tratar especialmente as zonas segmentares e estas as durezas (costas), o massagista 
deve saber onde se encontram, estabelecer para isto o diagnstico manual e apontar os 
pontos dolorosos com vrios lpis a cor, conforme se tratar de durezas cutneas, 
subcutneas ou profundas, isto , musculares. Far os apontamentos numa espcie de 
matriz com o desenho dos contornos dos ossos das costas, folha que dever ter sempre 
ao seu lado.


IV. Compndio da Anatomia

Pele

      A pele serve de tegumento do corpo, sendo nalgumas zonas coberta pelos cabelos 
que nela nascem e a protegem. A pele (ctis), quando bem celsica, pode ser 
facilmente mobilizada pela massagem (malaxar, beliscar, levantar pregas, etc.); quando 
 mais firme, tambm  menos mvel e deve ento ser sujeita a outras manobras, 
sobretudo presso e vibrao (queixo, crnio, aponevrose da planta do p, etc.).
      A ctis  subdividida em epiderme e derme. Naquela encontramos as clulas 
epiteliais, a fina capa chamada crnea, os corpsculos mucosos, granulados e filamentos 
denominados de Malpiggi e, mais profundamente, a capa basal consistindo em clulas 
de formao histlica dita cilndrica.  derme pertencem ao crnion, o corpo reticular 
(importante rgo de defesa geral) e a hipoderme ou tecido celular subcutneo, uma das 
formas do tecido conjuntivo. Este, por sua parte, cobre a aponevrose ou fscia muscular.
      No tecido conjuntivo, elstico, encontramos os lbulos adiposos separados uns dos 
outros por trabculas fibrosas, vrias glndulas, sebceas e sudorparas (secreo 
externa), os vasos arteriais venosos e linfticos, as fibras nervosas sensitivas, tcteis, 
trmicas, dolorosas  estas,  picada, podem acusar hipo- ou hipralgesia (menor ou 
maior dor -, trficas, responsveis do metabolismo celular, vasomotoras (contraco ou 
dilatao capilar), pilomotoras (erectoras dos cabelos) e fibras musculares, nas camadas 
profundas, tanto estriadas (msculos esquelticos) como lisas (msculos do peito, 
escroto, cabelos, etc.).
      A pele serve de proteco ao corpo, contra a luz (formao de pigmento) e contra as 
influncias trmicas e meteorolgicas.
      Em segundo lugar, conduz a sensibilidade, pois a ctis e o sistema nervoso 
embriologicamente derivam do mesmo ectodrmico. Como perturbaes conhecemos a 
parestesia, anestesia (hipossensibilidade) e a hiperestesia (hipersensibilidade), 
verificveis pelo tacto, pela picada e pelo exame de certos reflexos cutneos. Assim, 
desde j, o massagista compreende que as suas manipulaes estimulam em primeiro 
lugar as terminaes nervosas, conduzindo este efeito electroqumico, atravs do nervo 
simptico perivascular e vasomotor, at aos centros nervosos, medulares e cerebrais.
      A pele tem muita importncia na nutrio, encontrando-se nela a corrente venosa 
que transporta o sangue sujo em direco ao corao e pulmes e a corrente arterial 
que traz sangue novo destes rgos centrifugamente para a periferia. Deste modo, a 
massagem sobre o interstcio cutneo favorece a assimilao e desassimilao, o 
metabolismo anablico e catabblico. H tambm quem classifique a pele dentro dos 
rgos de secreo interna, hormonal. Encontram-se nela ainda substncias 
catalizadoras, colesterol, etc.
      Como quarta qualidade da pele citamos o seu poder anti-infeccioso e imunizante 
geral. Pertence aqui a histidina, que se transforma, por influncias vrias (tambm 
mecnicas da massagem), em histamina, substncia  j a mencionmos na parte da 
Fisiologia  responsvel pelas reaces alrgicas do organismo (urticria).
      O massagista deve saber que pela massagem superficial se cria um chamado 
simpaticotono (predominncia do nervo autnomo simptico), contribuindo duma 
maneira geral para a maior vasocontrio e tonificao total, ao passo que a massagem 
profunda excita o parassimptico, cuja hiperfuno conduz  vasodilatao,  baixa da 
presso arterial, s paresias (paralisia incompleta),  fadiga geral, ao choque (ver 
Anatomia do sistema nervoso autnomo). Por estas razes, observamos um efeito 
diferente nas duas formas de massagem.
      Enfim, a massagem da pele regula o metabolismo celular, j que a ctis tem esta 
funo automtica. Visto que as manobras do massagista dilatam os vasos (efeito 
parassimptico da acetilcolina  ver Fisiologia), a quantidade, velocidade e presso 
sangunea so aumentadas e a acidez normal da pele  estimulada, seguindo-se ento a 
actividade da reserva alcalina que conduz  neutralizao qumica.

Tronco

O tronco compreende duas grandes zonas: cavidades torcica e abdominal separadas 
pelo diafragma. Na primeira encontramos: Corao, grossos vasos sanguneos, rgos 
respiratrios (traqueia, brnquios e pulmes) e esfago.
      Na cavidade abdominal encontramos: estmago, intestinos e rgos anexos, 
aparelho urinrio e alguns rgos do aparelho sexual. O abdomen divide-se, segundo a 
figura junta, em:
Zona superior denominada epigstrico;  sua direita e esquerda, distinguimos os 
hipocndrios; no meio, temos a regio umbilical; ao lado desta, os dois flancos; por 
baixo do umbigo e abrangendo a regio da bexiga, situa-se o hipogstrio; ao lado, as 
regies ilacas, pertencendo, como a zona anterior,  bacia (pelve.
      A parte posterior e superior do trax  denominada dorso; a metade inferior e 
posterior do tronco chama-se regio lombar.


Aparelho locomotor 
Ossos e articulaes

      Este aparelho compreende os ossos, os ligamentos que os unem formando as 
articulaes e os msculos que os movimentam. Ao conjunto de todos os ossos d-se o 
nome de esqueleto (ver figura anexa)).
      Os ossos so protegidos por uma membrana chamada peristeo em que se 
encontram vasos e nervos, pelo que  particularmente doloroso.
      Os ossos contm no seu interior a medula ssea (tutano) percorrida por vasos 
sanguneos que nutrem esta. A medula contribui para a formao do sangue (funo 
hematopotica).
      Antes da sua formao definitiva, os ossos passam por um estado cartaligneo, cada 
vez mais rico em clcio. As cartilagens persistentes, articulares, so circundadas por 
uma membrana fibrosa chamada pericndrio. A cartilagem prolonga os ossos (costelas, 
nariz, laringe, etc.) ou reveste as articulaes permitindo movimentos de flexo ou 
extenso; abduo ou aduo; circundao, rotao e deslizamento. Nos ossos longos h 
uma cartilagem (cartilagem de conjugao) que separa o corpo das extremidades e pela 
qual se faz o crescimento do osso at ao seu tamanho definitivo.
      Os feixes fibrosos chamados ligamentos mantm as articulaes chegando a 
envolver toda a articulao (cpsula).
      Para que a articulao no se desgaste no seu movimento,  protegida por uma 
membrana lubrificante denominada membrana sinovial, segregando um lquido que se 
chama sinvia.
      O esqueleto compreende os ossos da coluna vertebral, costelas, esterno, do crnio, 
da face, e, finalmente, os dos membros superiores (braos) e os dos membros inferiores 
(pernas). So 208 ossos na totalidade.
      A coluna vertebral (coluna) estende-se desde a base do crnio at ao cccix, 
dividindo-se em cervical, dorsal, lombar (cruzes ou rins, como lhe chama 
erroneamente o povo)) e sacrococcgea.
      Conhecemos curvaturas fisiolgicas e patolgicas da coluna. Estas podem ser: 
cifose convexa para trs (dorsal); lordose (convexa para a frente, cervical e lombar); e 
escoliose (desvio lateral, podendo, no entanto, ser compensado).
      Conforme figura junta compreendemos a composio de uma vrtebra, sendo, no 
entanto, diferente em cada regio. No meio, est alojado o canal raquidiano com a 
medula, donde saem os nervos perifricos, medulares. Uma vrtebra est ligada  outra 
por um corpo cartilagneo e por amortecedores denominados discos intervertebrais. 
Estes discos, devido a traumatismo, senilidade (perda de elasticidade) e a outras razes, 
podem secar, diminuir de espessura (aproximando, portanto, as vrtebras) e cair, 
parcial ou totalmente, para dentro dos chamados buracos vertebrais, onde provocam 
hrnias causando intensas dores.
      Atrs das vrtebras palpamos uma apfise chamada espinhosa, particularmente 
prolongada na 7. cervical. Lateralmente h duas outras apfises ditas transversais em 
cuja proximidade se formam os tais to temidos bicos de papagaio fazendo parte do 
quadro da espondilose e espondiloartrose e causando dores, sobretudo devido s durezas 
que criam na musculatura dorsal circunjacente (ver massagem do tecido conjuntivo). H 
mais duas apfises superiores e duas inferiores e ainda duas chanfraduras, as quais, 
relacionando-se com as mesmas das vrtebras prximas formam os chamados buracos 
de conjugao, stios da passagem dos nervos e vasos, frequentemente comprimidos 
devido a processos espondilticos edematosos.
      Contamos 7 vrtebras cervicais (a primeira, apoiando o crnio, chamada atlas e a 
segunda xis ou epistrfea), 12 dorsais ou torcicas, 5 lombares e 4 sagradas, soldadas 
entre si. Para a esttica tm particular importncia, alm das plantas dos ps, a primeira 
vrtebra cervical, formando com a apfise da segunda um eixo especial, a 12. dorsal e a 
5. lombar (muitas vezes colada  primeira sagrada e vice-versa). O sacro fica encravado 
entre os dois ossos grandes da bacia, os ilacos.
      O crnio compreende os dois parietais e temporais (pares) e quatro mpares (frontal, 
occipital, esfenide etmide, pertencendo estes ossos s fossas acessrias do nariz).
      A parte anterior e inferior da cabea denomina-se face e  constituda pelos 
seguintes ossos: maxilares superiores (dois), maxilar inferior (mandbula), malares 
(dois), ossos prprios do nariz (dois), vmer (osso do septo nasal) e palatinos (dois).
      Os ossos maxilares superiores, e bem assim o osso frontal, o esfenide e o etmide 
so escavados interiormente, formando os seios peri-nasais, que quando se inflamam 
do origem s (sinusites.
      O trax, formado por ossos e cartilagens, inclui as costelas e o esterno, articulando 
com a clavcula e com as cartilagens das costelas e terminando em baixo com a 
chamada apfise xifide ou ensiforme. H 12 costelas de cada lado, sendo as 7 
primeiras, unidas ao esterno, chamadas verdadeiras; as 5 seguintes, entreligadas por 
cartilagens, denominadas falsas, e as duas restantes, sem ligao, flutuantes.
      Falta descrever os ossos das extremidades.
      Os membros superiores so divididos em espdua (clavcula e omoplata), brao, 
antebrao e mo. A omoplata termina em cima por uma eminncia chamada acrmion 
(ver figura) e que prolonga atrs e para fora uma elevao ssea, divisria da face 
posterior da omoplata, chamada espinha da omoplata (existe uma fossa muscular para 
cima e outra para baixo desta formao ssea).  frente do apndice citado, 
encontramos outra eminncia chamada coracide (parecendo-se com o bico de um 
corvo), servindo para a insero muscular.
      Debaixo destas salincias h uma cavidade em que joga a cabea do mero. Este, 
que  o nico do brao,  um osso longo e compe-se de um corpo mdio e duas 
extremidades. Na extremidade superior est a cabea e ao lado desta esto colocadas a 
grande e pequena tuberosidade (importantes para o massagista, porque destas saem 
msculos).
      Outros pontos de apoio de msculos so epicndilo e epitrclea, do lado externo e 
interno da parte inferior do mero. O cndilo do mero joga ento do lado exterior com 
o rdio e, do lado interior, a epitrclea do mero joga com o olecrnio do cbito. 
Portanto, a mo com a face palmar para diante, mostra o rdio para fora e o cbito para 
dentro. Aquele joga com a mo atravs de uma cavidade e uma apfise denominada 
estilide. Distalmente, o cbito articula com o rdio e com os ossos do carpo (da mo). 
A apfise estilide da extremidade inferior do cbito serve  insero de ligamentos. 
Entre rdio e cbito h uma membrana interssea, muito resistente. Na mo 
distinguimos o carpo, na sua base (oito ossos); o metacarpo, na parte mdia (5 ossos); e 
os dedos (polegar, indicador, mdio ou grande, anelar e mnimo). Se no polegar existe 
apenas uma falange (junta ao metacarpo), e uma falangeta, nos outros dedos existe a 
falanginha (mdia).
      Os membros inferiores constam de bacia (anca ou quadril), coxa (fmur), perna e p.
      A pelve alberga as vsceras, os rgos sexuais e urinrios. O sacro com o cccix 
limitam a bacia para trs; os ossos ilacos limitam-na para a frente e os lados. Estes 
tambm chamados ossos do quadril dividem-se no leon, da parte superior, no pbis, da 
parte anterior e no squion, da parte posterior. Na parte inferior da face externa do ilaco 
existe uma grande cavidade onde joga a cabea do fmur, nico osso da coxa.
      Este tem na sua extremidade superior a chamada cabea do fmur articulando na 
cavidade cotoloideia acima referida. A seguir, temos o colo do fmur (stio da fractura 
dos idosos). Na parte posterior da prpria extremidade do fmur h duas tuberosidades 
chamadas grande e pequeno trocnter. Assim como nas cristas ilacas, em toda face 
deste osso, nas suas chamadas espinhas superior anterior e posterior, assim como 
inferior anterior e posterior e ainda em muitos stios da bacia se inserem msculos que, 
conforme o ponto de insero e de origem, tm funo diferenciada, tambm por todo o 
osso do fmur existem inseres musculares e tendinosas. A extremidade inferior 
apresenta dois epicndilos e cndilos. Estes formam a parte superior da articulao do 
joelho. A perna  constituda por dois ossos: a tbia, do lado de dentro, e o pernio, do 
lado de fora. Ainda a rtula completa o joelho. O pernio no articula com o fmur. Na 
tbia palpamos  frente a crista da tbia e na sua extremidade inferior o malolo inferior 
(tornozelo). Do outro lado o malolo do pernio  igualmente bem palpvel. A rtula 
joga com os cndilos do fmur e a tbia. Entre a tbia e o pernio existe uma membrana.
      O p  constitudo pelo tarso, metatarso e os dedos. O tarso, com 7 ossos, articula 
com a tbia e o pernio, atravs do astrfalo.

Msculos

      Distinguimos msculos voluntrios com fibras estriadas, que se contraem mecnica 
e electricamente por nossa vontade, isto , conscientemente, de outros msculos 
involuntrios com fibras lisas, no simpticas como a maior parte das fibras estriadas, e 
que produzem trabalho subconsciente, autnomo, automtico. Atravs de um treino 
mental especial, conseguimos, porm, influenciar a funo destes ltimos. Os msculos 
estriados so os do esqueleto e os lisos os dos intestinos e outros rgos abdominais e 
ainda na mama, escroto, cabelo, etc.  parte figura o msculo cardaco chamado 
miocrdio. Tambm conhecemos msculos circulares servindo para fechar e abrir 
cavidades (esfncteres).
      A direco das fibras musculares  importante para o massagista que seguindo-as 
no deve traumatizar as clulas e deve estimular a sua funo no sentido fisiolgico. Os 
msculos tomam origem por meio de um ou mais tendes nos ossos e vo terminar 
noutro ponto mais ou menos distante, igualmente por um ou vrios tendes ou 
aponevrose  mais achatadas. Estes tendes estendem-se at aos ossos, cartilagens, 
ligamentos, cpsulas articulares e at  pele. Por vezes existem tendes nos corpos 
(barrigas) dos msculos (um at mais corpos). Os tendes consistem em tecido 
fibroso colagneo, no elstico. O tendo  circundado de uma membrana. A chamada 
sinvia lubrifica esta bainha. Devido aos tendes, qualquer massagem muscular deve 
incluir a massagem dos tendes sobretudo de insero. Uma camada fibrosa chamada 
aponevrose protege os msculos. Vasos e nervos, sensitivos (calor, frio, dor, etc.) e 
motores, modulares  perifricos e cerebrais  centrais, nutrem e enervam as clulas 
musculares.
      Entre a insero mais baixa e a mais mvel, o msculo, sendo elstico, contrai-se 
respondendo com uma corrente de aco (esta provm da combusto da glicose). Para 
que o massagista saiba se vale a pena tratar um msculo paraltico, deve ver se ele reage 
electricamente.
      Os msculos das extremidades possuem geralmente aco antagnica, tal como 
flexores e extensores, abdutores e adutores, rotadores (pronadores e supinadores), 
esfncteres e dilatadores, levantadores e abaixadores. Mencionaremos apenas os mais 
importantes que o massagista deve conhecer (confrontar as figuras).

Msculos da cabea:

      Occipital, frontal, orbicular das plpebras, orbicular dos lbios, pequeno e grande 
bigomtico (puxam os lbios para cima  riso  e para trs), quadrado do mento (baixa o 
lbio inferior  ironia), elevadores dos lbios e do nariz, buccinador (estreita a boca), 
risrio de Santorini (que puxa o lbio para trs), auriculares, triangular (puxa o ngulo 
da boca para baixo  despeito), temporais, masseter e pterigodeos, destinados para 
aproximar os maxilares, durante a mastigao, o bocejo e a conversa.

Msculos do pescoo:

      Platysma ou cutneo, franzindo a pele e abaixando o lbio inferior; 
esternocleidomastideo (vai da apfise mastidea at  clavcula e ao esterno, segura a 
cabea direita e vira-a quando  contrado unilateralmente  por isso, a cabea durante a 
massagem deve ser flectida, relaxando-se o msculo); msculos do maxilar, osso hiide 
e da laringe; enfim, os escalenos anterior e posterior que, das apfices transversas das 
vrtebras cervicais at s primeiras costelas, elevam costelas e trax.

Msculos do tronco:

      Trax: Regio Anterior:

      O grande peitoral movimenta o mero para a frente e para dentro; o pequeno 
peitoral fica por baixo deste e acciona a espdua para baixo e para a frente; o deltide 
levanta o brao; o grande dentado movimenta a omoplata para diante, o subclvio, 
ficando por baixo da clavcula, abaixa esta ou levanta a primeira costela; os intercostais 
externos ajudam na inspirao; os intercostais internos so expiradores e os 
transversocostais ou elevadores das costelas, indo das apfices transversas s costelas 
inferiores, tambm tm funo na rotao da coluna vertebral.

      Trax: Regio posterior:

      A camada superficial das costas  composta pelo trapzio que aproxima a 
omoplata da coluna cervicodorsal; o grande dorsal (latissimus dorsi) que abaixa a 
espdua e ajuda  rotao do brao para trs; o elevador da espdua e o rombide que 
puxa a omoplata para cima e para trs. Nas camadas profundas esto os dois dentados 
(serratus) posteriores, o superior e o inferior, os quais alargam o trax, puxando as 
costelas para cima e para baixo, respectivamente; o erector do tronco que desde o 
occipital at o sacro estica o tronco, dividindo-se, na altura das costelas inferiores, para 
continuar como longo dorsal, endireitando as costas; o ileocostal fica do lado exterior 
do ltimo, sendo antagonista do recto abdominal (nestes msculos a que pertence o 
erector do tronco encontram-se frequentemente durezas que o massagista deve tratar). 
Como rotadores e extensores ainda conhecemos pequenos msculos, tais como os 
espinhosos e semi-espinhosos que vm da apfise transversa  apfise espinhosa da 
vrtebra inferior. O supra e infra-espinhoso enchem as covas acima e abaixo 
respectivamente da espinha ssea posterior da omoplata; o primeiro eleva o brao; o 
segundo roda-o para fora. Ainda os esplnios ou angulares da omoplata, indo da nuca e 
das vrtebras dorsais superiores at s apfises mastides, por trs das orelhas, viram 
lateralmente a cabea e deitam-na para trs (quando se contraem bilateralmente).

Msculos do abdmen:

      Na linha mdia do ventre, desde o apndice xifodeo do esterno at  snfise pbica, 
corre a chamada lnea alba (branca) correspondendo a um tendo. Ao seu lado 
encontramos bilateralmente os msculos rectos anteriores do abdmen (comprimem as 
vsceras, curva e abaixa o tronco). Da camada superficial ainda constam o grande 
oblquo (pertence  prensa abdominal, importante na evacuao, ajuda a curvar a coluna 
e a inclinar o tronco) e o grande dentado (ver msculos do trax) que abaixa o ombro e 
ajuda na respirao. O tendo do oblquo deixa em baixo uma abertura que faz parte do 
canal inguinal, por onde os homens passam o cordo espermtico, vasos e nervos 
(saindo os intestinos para fora, forma-se uma hrnia). A camada muscular mdia  
constituda ainda pelo recto anterior, o pequeno piramidal (situado sobre o pbis) e o 
pequeno oblquo mais profundo (que aproxima a bacia das costelas, dobrando o tronco). 
Ambos os oblquos de cada lado gozam de funo importante na toro lateral do trax. 
As fibras dos msculos grande e pequeno oblquos tm direco oposta, firmando deste 
modo mais a parede abdominal. O msculo transverso pertence  camada mais profunda 
em conjunto com o grande e pequeno psoas que so flexores, rotadores e abdutores da 
coxa. O quadrado dos lombos tem funo expiradora, ao passo que o diafragma, 
abbada separadora do trax,  essencialmente inspirador.  fundamentalmente 
diferente se os msculos abdominais funcionam com o corpo deitado ou de p. Neste 
caso no se esforam muito, porque a flexo do tronco  feita com o psoas e sobretudo 
pela gravidade. Deitado, o corpo tem de contrair mais os msculos abdominais, quando 
se levanta. Neste caso, aumentando a presso intra-abdominal, o diafragma vai para 
cima, funcionando os msculos do ventre como respiratrios. A presso abdominal no 
ajuda apenas a evacuao, mas tambm a funo do parto pelo que a massagem 
cuidadosa est indicada durante a gravidez, do 4. at ao 8. ms.

Msculos do membro superior:

Espdua:

      No bordo interno da omoplata inserem-se os rombides que tm origem nas duas 
ltimas vrtebras cervicais e nas quatro dorsais superiores, puxando, portanto, a espdua 
para dentro e para cima. Ainda mais para cima, estende-se o elevador da espdua, o 
serratus ou dentado anterior que puxa para fora o ngulo inferior da omoplata, elevando 
o brao acima da horizontal, o j citado trapzio que cobre superficialmente aqueles 
msculos, puxando a omoplata para cima, ora para baixo, ora para dentro, conforme as 
fibras que actuam.
      Aps o conhecimento dos msculos situados entre o tronco e a espdua, vamos 
considerar os que, provindo desta, se inserem no brao. Trs rotadores para fora 
inserem-se na eminncia chamada tubrculo maior: o j citado supra-espinhoso (ver 
costas), o infra-espinhoso e o pequeno redondo. Os msculos que fazem a rotao do 
brao para dentro inserem-se no tubrculo menor da extremidade superior do mero, 
sendo o grande redondo ou teres maior, subscapulris e o grande dorsal que j provm 
das cristas ilacas e das vrtebras lombares e dorsais inferiores (este ltimo puxa o brao 
bem para trs, em conjunto com o grande redondo a que chamam msculo do cientista, 
porque este anda sempre com os braos cruzados atrs); o grande peitoral, j citado na 
regio anterior do trax,  o antagonista do grande dorsal, pois puxa o brao para o 
peito; o pequeno peitoral, por baixo daquele, eleva o brao para a frente. Um msculo 
importante  odeltide que perfaz a redondeza do ombro. Nasce em trs partes e, 
inserindo-se no meio do mero, eleva este at  horizontal e, conforme as fibras, um 
tanto para a frente ou para trs, respectivamente.
      Querendo ainda elevar o brao e pux-lo simultaneamente para a frente (aduo), 
entra o msculo coracobraquial em funo.
      Todos estes msculos, est claro, tm o seu nervo prprio ou comum que os 
comanda.

      Brao:

      Na regio posterior, os vastos externo e interno, assim como o tricpede produzem a 
extenso do antebrao em que se inserem. O nervo radial, frequentemente paralisado,  
que enerva este msculo assim como os extensores do antebrao. Na regio anterior 
ficam os flexores, sendo a camada superficial constituda pelo bicpede braquial que 
tambm promove a supinao e pelo j braquiorradial que  adutor. Na camada 
profunda  o braquial anterior que age como flexor do antebrao, pois vai do mero ao 
cbito.

      Antebrao:


       semelhana dos flexores e extensores do brao, tambm no antebrao conhecemos 
as regies dos flexores e extensores. Lembremo-nos que contemplamos o brao 
pendurado com a palma da mo para a frente e com o polegar para fora. Mais temos na 
memria da anatomia ssea que h o epicndilo (externo) e a epitrclea (interna), na 
extremidade interior do mero. Daquele originam os extensores do antebrao e deste os 
flexores. Da face posterior (e externa) anatomicamente preparamos, portanto, os 
extensores, do carpo radial, do carpo cubital, dos dedos (2.-5.), do indicador e polegar 
(inseres nos metacarpos ou falanges ou falanginhas). O triangular ancneo  extensor 
e os tendes do pequeno extensor do polegar e do abdutor deste so endurecidas muitas 
vezes devido  sinovite que, porm, o massagista no consegue curar. A forma-se uma 
pequena cova que servia aos viciados no rap e onde sentimos a pulsao da artria 
radial. Do mesmo lado ainda provm o braquiorradial que, inserindo olecrnio do 
cbito, efectua a supinao e a flexo do antebrao e o longo supinador, propriamente 
dito. Da epitrclea nascem os flectores do antebrao. Conhecemos uma camada 
superficial e outra profunda. Analogamente aos extensores, classificamos os flexores 
conforme a sua insero no lado radial ou cubital e nos dedos, comuns ou singulares. 
Entre o flexor do carpo radial e o outro cubital, salta um pequeno tendo pertencendo ao 
msculo grande palmar (radial anterior) e irradiando at  aponevrose palmar. Ainda da 
epitrclea nasce o pronador do antebrao, pois cruza este, inserindo-se na superfcie 
anterior e exterior do rdio. Outro pronador (quadrado) estende-se entre os dois ossos 
do antebrao. A regio dos flexores  enervada por dois nervos, o cubital (ulnar) e o 
mediano, sendo este o principal.

      Mo:

      A regio mdia  formada pelos msculos intersseos dorsais e palmares que 
executam, respectivamente, a abduo e a aduo. Os lombricides que do flexor 
profundo vo para as falanges digitais, dobram estas. Assim, o flexor profundo dos 
dedos flecte a falange da unha; O flexor superficial dos dedos dobra a falange mdia; e 
os lombricides a falange basal. Na regio externa, pertencendo  base do polegar 
(tenar), encontramos o pequeno abdutor do polegar, o seu adutor (um pouco mais para 
cubital), o seu curto flexor e o oponente que faz a rotao do polegar e ope-se aos 
outros dedos. Na regio interna, pertencente  base do dedo mnimo (hipotenar) 
encontramos os msculos anlogos para o dedo mnimo, adutor e flexor.

Msculos do membro inferior:

      Semelhante  face anterior do membro superior, tambm na face anterior da parte 
superior do membro inferior (anca) temos os flexores da bacia e da coxa sobre esta. Na 
face posterior, os extensores.
      Na parte inferior da coxa,  frente, agem os extensores da perna e atrs os flexores 
desta.

      Anca ou quadril: Regio posterior gltea (ndega):

      O grande, o mdio e o pequeno glteo, uns cobrindo os outros, provindo do leo (e 
sacro) e inserindo no trocnter grande e na fscia lata, executam a extenso do fmur 
para trs e a abduo e rotao para dentro do fmur. O semimembranoso (ver coxa) 
estende, com uma cabea, a anca.
      Os rotadores para fora nascem da bacia inferior e do sacro e dirigem-se mais 
horizontalmente ao trocnter maior (msculo piriforme, com origem na superfcie 
cncava do sacro, os gmeos, os obturadores, interno e externo, e o quadrado do fmur 
 todos com aco sinrgica).
      Ao glteo mdio liga-se para fora e frente o tensor da fscia lata nascendo da 
espinha anterior e superior e inserindo-se na mesma fscia, elevando, por isso, o fmur e 
rolando-o um pouco para dentro.
      Tendo tomado conhecimento com os msculos posteriores (extensores e rotadores), 
falta falarmos dos adutores e abdutores  para ento nos dirigirmos para a regio 
anterior.

      Regio anterior da anca:

      Os adutores que puxam o fmur para dentro naturalmente devem estar situados na 
face interna deste. Provindo do pbis e do squion (ramo descendente) e inserindo-se na 
tbia, conhecemos o msculo grcile, o primeiro, mdio e terceiro ou grande adutor e o 
pectneo, os quais, quando em estado de paralisia espasmdica, no devem ser 
massajados, a no ser com afloraes leves. Como abdutores j mencionmos os 
glteos, mdio e mnimo. Os flexores da anca nascem da ltima vrtebra dorsal e dos 4 
lombares superiores, incidindo-se, como o quadricpede, na face anterior do fmur; o 
psoas-ilaco recebe outras fibras provindas do leo e que, juntas s outras, inserem-se no 
trocnter pequeno. Os quatro ventres ou cabeas do importante quadricpede (duas 
chamadas msculos vastos) ligam-se ao forte tendo da rtula e assim  tbia de forma 
que o flexor da anca serve tambm como extensor da perna. A obliquamente sobre este 
msculo, da bacia (externo) at  tbia (interno), nomeamos o msculo sartrio 
(costureiro) que, enervando pelo nervo femoral, ajuda na flexo da anca e do joelho, 
rodando este ainda para dentro.

      Msculos da regio anterior e posterior da coxa:
      J falmos dos extensores da perna para trs quando tratmos dos msculos da 
regio anterior (quadricpede), com funo sinrgica da flexo do quadril.
      Colocando o paciente em decbito ventral, na regio posterior encontramos os 
flexores da perna. Encontramos em primeiro lugar o bicpede, cujo tendo se palpa 
perfeitamente do lado externo da fossa popltea (cavidade do joelho).
      Do lado interno encontramos os tendes do semitendinoso e semimembranoso, 
tambm provindos do squion, funcionando uma das cabeas deste ltimo tambm 
como extensor da anca  j o dissemos. O seu tendo une-se aos do grcile e sartrio 
(costureiro) todos flexores e rotador para dentro.

      Msculos da regio anterior da perna:

      Enquanto os msculos da bacia influenciam a coxa (ou vice-versa), os msculos 
desta movimentam a perna, e os msculos da perna movimentam o p.
      Portanto, na face anterior da perna encontramos os flexores do p, que ao mesmo 
tempo que atiram a ponta do p para cima fazem a extenso dos dedos. Da a 
designao anatmica pela qual os msculos anteriores so denominados extensores. 
Esta opinio porm facilmente conduz ao erro. Por esta razo falamos antes em flexo 
dorsal. Para fora da crista da tbia h o msculo tibial anterior que nasce lateralmente e 
vai para o bordo interno do p at ao osso debaixo da planta. Devido a esta direco o 
bordo mediano do p tambm  levado, a que se chama supinao do p. Outros 
flexores dorsais so o extensor comum dos dedos (c est o nome oficial de extensor) e 
o longo extensor do dedo grande do p. Do outro lado da perna encontram-se os 
peroniais, longo e curto, metendo, no entanto, o p em pronao, pois elevam o bordo 
externo do p.

       Msculos da regio posterior da perna:

      Nesta regio da perna encontramos os extensores do p, dando ao p movimento 
para plantar (ponta para baixo e calcanhar para cima). O gastrocnmio ou tambm 
chamado gmeos, formando a volumosa massa da chamada barriga da perna, insere-
se, em conjunto com os msculos plantar delgado e o solhar, no tendo de Aquiles, 
junto ao calcneo. Uma camada profunda  constituda pelos flexores longos dos dedos 
e do dedo grande, assim como pelo msculo tibial posterior que simultaneamente  
adutor e o mais potente supinador. Na profundidade da cavidade do joelho, o msculo 
poplteo produz a rotao para dentro da perna, desde que o joelho esteja flectido.

      P:


      Existem 20 msculos no p. Na face dorsal, o pedioso (msculo extensor curto de 
dedos e do dedo grande) flecte o p dorsalmente. Os outros msculos formam o 
sustentculo da abbada da planta do p, tais como flexores dos dedos, e do dedo 
grande e do dedo mnimo; abdutores e adutores do dedo grande e do dedo mnimo. 
Ainda, os lombricides flectem as falanges digitais e os intersseos dorsais e plantares 
produzem o abrir e fechar dos dedos do p, o mesmo que nos dedos das mos. A 
aponevrose da planta do p, enfim, protege todos os msculos, ajudado ainda por uma 
camada de gordura em volta do calcneo.


Aparelho circulatrio

      O que o aluno massagista deve saber  que o corao  dividido  em duas partes por 
tabique muscular, distinguindo-se em cada lado os ventrculos e, acima destes, as 
aurculas. As aurculas comunicam com os ventrculos do mesmo lado por meio de 
vlvulas que dirigem a corrente sangunea. O sangue arterial vem dos pulmes e passa, 
enriquecido de oxignio, desde a aurcula esquerda, atravs da vlvula mitral, para o 
ventrculo esquerdo. Dali o sangue arterial irriga, atravs da aorta, das cartidas para 
cima, e das ramificaes arteriais para baixo, todo o organismo. O sangue ento 
impuro, passa pelos capilares (rede de vasos fininhos nos rgos) e destes para as 
veias, onde corre nestas em sentido centripetal, atravs da veia cava superior e inferior, 
para o corao, isto , para a aurcula direita. Desta o sangue venoso continua, atravs 
da vlvula tricspida, para o ventrculo direito. Da saem as artrias pulmonares  
esquerda e direita  em direco aos pulmes. Nestes o sangue escuro  limpo e 
arejado e entra, atravs das veias pulmonares j como sangue arterial, para a aurcula 
esquerda  onde comea nova passagem atravs do corpo. As vlvulas evitam durante o 
relax do msculo cardaco previamente contrado, o refluxo. Para isso devem funcionar 
convenientemente.
      Em cada acto circulatrio, o corao pulsa 27 vezes. A presso no sistema 
circulatrio depende da actividade do miocrdio (msculo cardaco), da quantidade ou 
volume do sangue assim como da resistncia das paredes elsticas dos vasos. Quando o 
corao esvazia o sangue arterial, falamos de contraco (e presso arterial) sistlica, 
tambm dita mxima, distinguindo-a da mnima, diastlica. O corao trabalha 
enervado pelos nervos do sistema vegetativo, autnomo (ver Pele  o sistema 
simptico) e ainda com um sistema de conduo prpria.
      As artrias mais importantes da parte superior do corpo so as cartidas, externa e 
interna (sangue para a cabea). As veias mais importantes so a veia cava inferior e 
superior. Um aglomerado de veias viscerais  a veia-porta que, aps a sua penetrao no 
fgado, se subdivide atravessando-o e juntando-se de novo para se lanar a seguir na 
veia-cava inferior. Uma importante ramificao da aorta ainda deve ser mencionada. 
Trata-se das artrias coronrias que irrigam o msculo cardaco (quando afectadas, 
podem designar doenas, tais como angina de peito, trombose, embolia, enfarte, etc.).
      A respeito das veias, as varizes interessam o massagista, nas quais existe uma 
funo insuficiente das vlvulas. Inflamam facilmente e formam cogulos 
(tromboflevite). Neste caso, o massagista s deve proceder com manipulaes 
cuidadosas, desde que a fase aguda tenha passado.
      Alm do sangue temos de mencionar a linfa, lquido procedente da circulao geral 
e que banha os tecidos (sangue branco). Glndulas linfticas funcionam como filtros e 
stios de formao dos linfcitos. Os vasos linfticos da extremidade superior direita 
esvaziam-se na veia subclvia direita. Das extremidades inferiores unem-se os vasos 
linfticos de cada lado, formando um canal contendo o chamado quilo, que  
proveniente de gordura intestinal; todos eles desembocam na veia subclvia esquerda. 
H tambm vlvulas nos vasos linfticos. A massagem sobre estes vasos deve ser no 
sentido centripetal, favorecendo-se a eliminao de impurezas dos lquidos 
tecidulares, sendo beneficiada a funo desintoxicante e armazenadora de sangue do 
bao.

Aparelho respiratrio

      Compe-se de laringe, traqueia, rvore brnquica e pulmes. No interessa a sua 
descrio para o massagista.

Aparelho digestivo

      Comea na boca e acaba no nus. A seguir  cavidade bucal, os alimentos passam 
pela faringe e esfago para chegarem ao estmago, situado um tanto transversalmente 
por baixo do diafragma. O msculo do chamado crdia limita o estmago para cima e 
o piloro na outra extremidade funciona como esfncter para regular a passagem da 
comida para o intestino delgado. Duas curvaturas de cada bordo, cncavo e convexo, 
do a este rgo a sua forma caracterstica. O massagista precisa de ter cuidado com 
certas manobras sobre o estmago, tais como percusses e vibraes. Nas lceras,  
melhor massajar a parte intestinal do abdmen.
      O intestino delgado, constitudo pelo duodeno, jejuno e leon, segue desde o piloro e 
encurva-se cerca de oito metros sobre si mesmo at se ligar, por meio de uma vlvula, 
ao intestino grosso. Este divide-se em cego (aqui est o to temido apndice), o clon 
ascendente, o clon transverso, o clon descendente (do lado esquerdo do paciente), o 
sigmide e o recto.
      A massagem sobre os intestinos (ver o captulo especial) deve ser feita no sentido 
fisiolgico do trajecto fecal, isto , estando o massagista do lado direito do paciente, as 
manipulaes far-seo no sentido horrio. Importantes pontos so os ngulos, heptico 
e esplnico do clon, isto , onde respectivamente se d a transio do clon ascendente 
para o transverso e deste para o clon descendente.
      Anexos ao aparelho digestivo figuram glndulas de secreo externa (salivares, 
gstricas, pncreas, fgado) e internas.
      Interessa ainda para escolha da tcnica a empregar pelo massagista, saber se se trata 
de intestinos preguiosos, atnicos, ou de uma priso de ventre, devido a espasmos 
(fezes com forma de bolas de cabra).

Aparelho hepatobiliar

      O fgado segrega bile e, alm de outras funes (metabolismo de lquidos e 
protenas, armazenagem e formao de vitaminas, fibrinognio, enzimas, ferro e cobre; 
desintoxicao), tem a de armazenar glicognio, substncia importante para a funo 
muscular.
      Por baixo do rgo heptico jaz a vescula biliar (quando funciona mal ou contm 
pedras, o doente erroneamente afirma estar doente do fgado). Este receptculo da 
bile, que  eliminada normalmente para o duodeno, atravs de um sistema de canais, 
pode beneficiar com massagem cuidadosa, sempre que no se trate de clculos, 
inflamaes agudas, tumores, etc. Muitas vezes, o massagista tentar desfazer 
aderncias ps-inflamatrias da vescula biliar.

Glndulas de secreo

       J falmos de algumas glndulas de secreo externas. Na pele, citamos as 
glndulas sudorparas e sebceas. Na boca, nomemos as glndulas salivares (partidas, 
sublinguais submaxilares). Na cabea, alm das partidas situadas por trs do maxilar 
inferior (doena da papeira) temos as glndulas lacrimais. No pescoo verificamos a 
existncia do timo, rgo especialmente embrionrio e fetal (no entanto, d-se-lhe hoje 
certa importncia hormonal na vida do adulto), e a tiroideia (bcio!) rgos esses que j 
pertencem s glndulas de secreo interna ou hormonais.
      Entre estas conhecemos a hipfise craniana (glndula pituitria) que  j o dissemos 
-, alm da vasta cooperao hormonal com outras glndulas congneres, est ligada  
sede orgnica, cerebral, do subconsciente.
      As cpsulas supra-renais e os testculos no tm interesse para o massagista, mas 
sim os ovrios cujo lugar  conhecido e cuja massagem  perigosa, devendo ser evitada 
durante as manipulaes no baixo-ventre.
      A prstata do homem, porm, goza de uma massagem especial, feita, geralmente, 
por um clnico.
      A glndula pancretica, importante no metabolismo dos glcidos (hidratos de 
carbono, acares), apanha sempre, directa, ou indirectamente, alguns passes do 
massagista, devendo ser poupada desde que haja inflamao aguda, necrotizao, 
tumores, etc.

rgos hematopoticos
      Alm dos j mencionados gnglios linfticos, a medula ssea e o bao so 
interessados na formao do sangue. O bao cuja situao debaixo do arco costelar 
esquerdo deve ocupar a ateno do massagista, pertence como as amgdlas e os gnglios 
linfticos, aos rgos de defesa, podendo ser considerado rgo vascular e de 
imunidade. No goza de massagem.

Aparelho urogenital

      J dissemos que se trata da coluna vertebral quando o povo fala de rins; estes 
esto situados na regio posterior do abdmen. Os rins fabricam e eliminam a urina 
pelos ureteres (saem dos clices do bacinete renal) at  bexiga. Da a excreo contnua 
pela uretra (no homem situada dentro do membro viril.
      O aparelho genital j foi citado quando falmos das glndulas de secreo interna, 
testculos, ovrios. Quando um massagista conversar com o mdico, pode ouvir falar (e 
por isso deve saber da existncia) das trompas da mulher que so os condutos por onde 
os vulos que saem dos ovrios (no meio entre duas menstruaes) atingem os ngulos 
superiores do tero, onde se aninham quando fecundados. O tero colocado entre o 
recto e a bexiga,  fixado por seis ligamentos, os quais, quando lassos, podem ser 
firmados um pouco pela massagem especial ginecolgica tero-abdominal. O tero 
(madre)  composto de corpo e colo, ao qual se segue a vagina e a vulva.
      No homem, o membro viril (pnis), compe-se de uretra e corpos cavernosos 
(enchendo de sangue durante a ereco), figurando como correspondente embriolgico 
do cltoris vulvar. Por baixo, os testculos e respectivos epiddimos esto contidos na 
bolsa chamada escroto. Na uretra junta-se o canal urinrio com o ejaculatrio que 
prolonga o canal espermtico proveniente das vesculas seminais, situadas na parte 
posterior da prstata.

Sistema nervoso central e perifrico

      Trs membranas denominadas meninges protegem o crebro e a medula. Entre elas 
existem espaos nos quais corre uma linfa denominada lquido cefalorraquidiano que 
corre dos ventrculos cerebrais  medula e vice-versa e para onde pode escapar-se 
quando a presso desse lquido aumenta.
      Falemos de sistema nervoso central e perifrico. Do primeiro fazem parte 1) o 
encfalo (com os dois hemisfrios do crebro constitudos por vrios lbulos, 
prolongamentos e ventrculos) e o cerebelo (rgo do equilbrio) 2) a base ou tronco 
cerebral (com mesencfalo, istmo, metencfalo  pednculos e ponte ou protuberncia  
e bolbo raquidiano. No encfalo e na base, da qual saem 12 nervos (cranianos) para fora 
do crnio, encontram-se os chamados ncleos neurnicos. Tambm no bolbo raquidiano 
conhecemos os centros nervosos da funo cardaca e respiratria 3) e finalmente a 
espinhal medula. Do sistema nervoso perifrico constam 31 nervos perifricos que so 
os chamados nervos raquidianos com os gnglios respectivos, sensitivos ou simpticos 
do sistema nervoso especial, autnomo )veremos adiante).
      Os nervos cerebrais ou cranianos conduzem fibras motoras, isto , de aco, desde 
os centros cerebrais de comando situados no crtex, at  periferia (msculos) e 
conduzem fibras sensitivas, desde a periferia at ao crebro. Os nervos medulares 
tambm conduzem fibras motoras a partir dos centros medulares at  periferia e fibras 
sensitivas desde a periferia at  medula e ao crebro.
      Crebro e medula emitem impulsos motores musculares, outros vasomotores, 
trficos e ainda secretrios e recebem influxos sensitivos ( de pele, msculos, tendes, 
articulaes, peristeo, rgos internos) e sensoriais (vista, ouvidos, paladar, cheiro), 
sendo os mais importantes os de tacto, presso, fora, dor, temperatura e sensibilidade 
profunda (estereognstica), noo de lugar, posio e sentido do movimento muscular.
      Assim, por exemplo, da periferia (pele) passam as sensaes atravs dos nervos 
chamados sensitivos em direco centrpeta para a medula ou o bolbo raquidiano 
chegando at aos centros cerebrais. Dali nasce uma ordem centrfuga dada atravs dos 
nervos motores aos msculos.
      No sistema nervoso conhecemos formaes elementares chamadas neurnios, 
constitudos por clulas ganglionares com fibras que as prolongam denominadas 
dendrites. Estes conduzem as excitaes para as clulas. E conhecemos outras fibras 
denominadas cilindro-eixos (neurones), com aco contrria. Grupos de neurnios (ou 
neurnes) com actividade central e com igual funo, so chamados ncleos. Os ncleos 
esto situados na substncia cinzenta. H ncleos de origem ou ncleos perifricos, 
pertencendo ao 1. neurnio, e ncleos terminais ou centrais, pertencendo ao 2. 
neurnio. Os ncleos terminais dos nervos cerebrais esto colocados no crtex e os 
ncleos terminais dos nervos medulares ficam na medula e na base central.
      Grupos de neurnios com actividade perifrica so chamados gnglios. Dizem 
geralmente respeito s fibras sensitivas, tanto dos nervos cranianos como medulares. 
Estes gnglios esto situados fora do crebro ou medula, sendo o gnglio perifrico 
sensitivo dos nervos medulares, denominado gnglio espinhal.
      Os ncleos perifricos de origem pertencentes aos nervos cranianos ficam na base 
do crebro. Destes saem fibras motoras descendentes, de aco (para msculos e 
rgos) e fibras sensitivas com fluxo ascendente (a partir da periferia). Estas fibras 
formam fora do crebro um gnglio do qual saem fibras sensitivas ascendentes e 
descendentes, provindo nelas o fluxo da substncia branca. Nas circunvolues da 
substncia da periferia, quer das zonas do corpo superior (ascendente), quer no corpo 
inferior (perifricas sensitivas descendentes).
      Os ncleos perifricos de ordem dos nervos espinhais ou medulares esto situados 
na parte anterior da medula e referem-se aos nervos espinhais motores, e na parte 
posterior da medula, referentes aos ramos sensitivos desses mesmos nervos medulares 
(a, o gnglio sensitivo espinhal  ver ainda adiante).
      A substncia enceflica exterior  chamada cinzenta.  constituda pelo crtex 
cerebral, sede das funes psquicas de comando, conscientes. A substncia interior  
chamada branca. Mas tambm existem formaes neurticas cinzentas no seio da 
substncia branca. Nas circunvolues da substncia cinzenta encontram-se os centros 
psicomotores da fala, da escrita, da vista, do cheiro, dos movimentos voluntrios, etc. 
Na substncia branca, correm as vias nervosas de associao e projeco e ainda feixes 
comissurais que unem os hemisfrios. Na substncia medular acontece o contrrio.
      Por dentro da medula e em volta do canal central da medula encontra-se a massa 
cinzenta com forma de borboleta, distinguindo-se os cornos ou as colunas anteriores, 
laterais e posteriores (a coluna lateral  bem ntida apenas na medula torcica). Nestas 
colunas existem clulas ganglionares, vias nervosas horizontais e razes de nervos 
medulares. H razes motoras que descem das colunas anteriores e outras sensitivas que 
saem, com fluxo ascendente, dos cornos posteriores.
      A substncia branca  constituda por cordes, 2 anteriores, 2 laterais e 2 
posteriores, onde correm, em sentido anlogo aos cornos, quer centrpeta, quer 
centrifugamente, as vias nervosas, isto , fibras de transmisso longitudinal, ligando o 
crebro com a medula e periferia e vice-versa (ver adiante, na parte das paralisias, quais 
as transmisses feitas nos cordes e cornos).
      Distinguimos 12 nervos cerebrais, centrais, cranianos ou enceflicos. Nascem nas 
clulas dos lobos dos hemisfrios e, aps a formao dos ncleos na altura da base 
enceflica, saem para o seu destino perifrico. Conhecemos os seguintes nervos 
centrais: do cheiro, o olfactivo; da vista, o ptico, o motor ocular comum (oculomotor), 
o pattico (troquelear) e o motor ocular externo (abducente); da face, o trigmeo 
(tambm com fibras para a mastigao) e o facial (fibras para a salivao, etc.; do 
ouvido, o acstico ou auditivo; do paladar, o glossofarngeo; da funo automtica, o 
vago ou o pneumogstrico (parassimptico); da musculatura da nuca, o espinhal ou 
acessrio; e da musculatura da lngua, o hipoglosso.
      Alm dos 12 nervos cranianos, contam-se 31 nervos medulares, espinhais, 
raquidianos ou perifricos. Partem de centros na medula e saem para o seu destino, 
sendo compostos  ainda veremos  por fibras motoras, em direco para a periferia 
(msculos), e fibras sensitivas, com fluxo da periferia em sentido central.
      Na parte motora (descendente) dos nervos cerebrais distinguimos um trajecto 
neurnio motor central que vai desde o crtex cerebral at aos ncleos situados na base 
do crebro. Comea ento o neurnio motor perifrico dos nervos cranianos.
      A respeito dos nervos raquidianos, o neurnio motor central chega desde a nascena 
do nervo at ao ncleo situado nos cornos anteriores da medula onde ento comea o 
neurone motor perifrico destes nervos espinhais.
      Depois desta curta descrio do trajecto neurnico motor  descendente, centrfugo 
 vamos ocupar-nos com o neurone sensitivo, ascendente, centrpeto. Vai da periferia 
at ao crtex onde se d a ordem motora para a periferia; tambm pode ir apenas at  
medula onde  como veremos ainda  o influxo sensentivo salta logo, sem passar 
pelos centros de comando, para os cornos anteriores, quer dizer, para as vias motoras 
descendentes dirigidas aos rgos perifricos (neurone motrico perifrico).
      Para compreendermos o que se passa nos nervos sensitivos de fluxo ascendente 
temos de nos referir  anatomia. Evidentemente, os nervos motores (centrais) ou 
perifricos (espinhais) no interessam para esta questo.
       Os nervos espinhais, medulares, saem da medula em duas razes: raiz ventral 
motora, pertencente ao neurone motor perifrico e no qual fluxo electroqumico  
descendente em direco dos rgos do destino; e raiz (dorsal) sensitiva (mais forte) 
que, naturalmente, se dirige tambm para os rgos, mas na qual o fluxo nervoso a 
partir da periferia  ascendente, em busca da resposta motora, quer no crebro, quer j 
na prpria medula (ver adiante, o que se entende como arco reflexo).
      Repetimos: a raiz motora do nervo espinhal percorre o corno anterior da substncia 
cinzenta da medula. A forma-se um ncleo, dito motor perifrico. A parte neurnica 
para cima deste  chamada supranuclear, pertencendo ao neurone motor central; a parte 
pertencente ao prprio ncleo e para baixo deste, centrifugamente,  denominada 
nuclear e infranuclear, pertencendo ao neurone motor perifrico. A raiz sensitiva do 
nervo espinhal percorre o corno posterior da substncia cinzenta da medula, sendo neste 
o fluxo centripetal. Esta raiz forma um gnglio chamado espinhal ou intervertebral (ver 
ossos da coluna vertebral). Fala-se de neurnio sensitivo perifrico. Esta raiz posterior 
emite fibras para os cordes anteriores e posteriores da medula branca.
      Os 31 segmentos dos nervos espinhais distribuem-se ao lado de apenas 20 vrtebras 
de forma que, por exemplo, o 8. dorsal sai da medula entre a 8.s e 9. vrtebra torcica; 
por isso, as razes espinhais, antes de sarem devem descer um pouco juntas  coluna o 
que se torna importante para as leses traumticas da coluna, conduzindo a paralisias 
nervosas e musculares. Tambm os nervos cranianos  sua sada para a periferia trazem 
nervos motores e fibras sensitivas  j o dissemos.
      Depois da raiz sensitiva ter formado o seu gnglio, une-se  raiz motora formando 
um nervo nico raquidiano que ento vai para o seu destino, quer com fibras motoras 
descendentes, quer com fibras sensitivas de fluxo ascendente. O nervo comum, 
continuando para baixo, divide-se em ramo posterior, mais delgado e que se dirige aos 
msculos e  pele do occiput, da nuca, das costas e da regio lombo-sagrada; e em ramo 
anterior, mais grosso que forma redes chamados plexos nervosos (cervical, dorsal, 
lombar, sagrada e coccgeo). Estes ainda subdividem-se em ramos dorsais, laterais e 
ventrais e enervam pele e msculos da frente do corpo e das extremidades. Outro ramo 
(menngeo) vai para a coluna vertebral e em 4 ramos para vasos e intestinos, 
comunicando com o sistema simptico.
      Na nevrite (inflamao do nervo) repare-se bem na composio mista do nervo 
perifrico porque do-se sintomas motores (paralisia atnica, atrofia muscular) e 
sensitivos (falta de sensibilidade ou tambm, conforme os casos, hipersinsibilidade  
ver adiante na parte das paralisias). Nas doenas destes plexos encontramos paralisias 
propriamente ditas, isto , flcidas, convulses (clono) e cibras, nevralgias e 
perturbaes trficas e vasomotoras.
      O nervo raquidiano comum sai atravs do orifcio de conjugao das vrtebras. Aqui 
pode ser comprido devido a edema inflamatrio, deslocao vertebral, bicos de 
papagaio (espondilose), hrnia de disco intervertebral, etc.  o que causa dores e 
miogeloses.
      Ao nervo nico  repetimos  juntam-se ramificaes comunicantes do nervo 
simptico (ver adiante), formando-se as chamadas sinapes com o neurnio motor e o 
gnglio eferente. Este nervo simptico estende-se desde a primeira vrtebra cervical at 
 primeira sagrada. Tambm forma gnglios centrais durante o trajecto, partindo destes 
gnglios fibras para os rgos, tendo constitudo ainda gnglio ou plexo perifrico 
(simptico).
      Depois do influxo nervoso ascendente desde a periferia at ao neurnio sensitivo 
perifrico segue-se a passagem para o neurnio sensitivo central, que vai desde o 1. 
neurnio central da medula at ao ltimo central na regio talmica e a outros centros 
cerebrais e at ao crtex  onde, ento, repetimos  comea descer o neurnio motor 
central. A sensao a partir desta chegada do fluxo perifrico  transformada em 
ordem motora que, passando pelos centros de comando,  consciente. A passagem, 
porm, j a mencionmos, pode dar-se tambm na medula, isto , na altura do neurnio 
motor perifrico, ao que se chama arco reflexo (subconsciente).
      Lembrando-nos de que as razes anteriores motoras da medula cinzenta formam um 
ncleo nos cornos anteriores e que a partir deste ponto h ligaes colaterais de 
transmisso sensitiva, compreendemos que neste lugar se fecha o circuito do arco 
reflexo (fibra sensitiva aferente do corno posterior, clula ganglionar- ncleo-motora do 
corno anterior e nervo motor). Portanto o fluxo sensitivo, em vez de continuar at ao 
crtex cerebral, salta na prpria medula, originando um movimento muscular reflexo, 
involuntrio, subconsciente, automtico. Por exemplo, acontece isto quando escaldamos 
os dedos sem querer e os retiramos reflexamente ou quando o mdico bate no nosso 
joelho, provocando o reflexo rotuliano.
      Quando o nervo sensitivo forma o seu gnglio e comea a sair pela raiz posterior 
(no esquecer que o fluxo  contrrio), algumas fibras vo para o cordo posterior da 
substncia branca onde o fluxo sobe a partir do rgo para o crebro, conduzindo a 
sensibilidade profunda ( presso e posio) e outras fibras correm horizontalmente para 
o cordo anterior onde este conduz a sensibilidade tctil, a dor e a temperatura.
      Vamos agora ver se compreendemos como so originadas as paralisias musculares 
que tantas vezes devem ser tratadas pelo massagista. Como dissemos adiante, no 
captulo especial da massagem nas doenas nervosas, a tcnica da massagem muscular 
depende da espcie da paralisia.
      Distinguimos a paralisia espasmdica da flcida ou atnica, conforme o stio lesado 
ou traumatizado est no crebro, no bolbo raquidiano ou na medula ou antes na 
periferia.
      Para compreendermos este facto, devemos lembrar que tudo o que se passa na 
medula acima do ncleo motor perifrico pertence ao chamado neurnio motor central 
ou dito supranuclear. Afeces, leses, focos, cogulos, espasmos, tumores, etc., que se 
encontram durante o trajecto deste neurnio motor central conduzem a paralizias 
musculares espasmdicas (ver adiante), ao angiospasmo (espasmo vasomotrico, dos 
vasos), ao hipertono muscular,  hiperquinesia (cibras, clono  por exemplo, na 
epilepsia cortical) e a reflexos tendinosos aumentados (ver adiante).
      Tudo o que se passa nos nervos abaixo do ncleo e nas razes motoras dos nervos 
espinhais, por baixo do seu ncleo situado no corno anterior,  denominado nuclear, 
respectivamente infranuclear, causando-se, neste neurnio motor perifrico, paralisias 
flcidas, atnicas, com reflexos tendinosos enfraquecidos ou mesmo abolidos, atrofia e 
degenerescncia da fibra nervosa e muscular. Anlogos factos do-se nas leses das vias 
sensitivas, verificadas por cima ou por baixo do seu gnglio perifrico situado no corno 
posterior, resultando hiperestesia ou hipostesia e anestesia (sensaes demasiadamente 
fortes, fracas ou nulas). As paralisias flcidas vm acompanhadas de atrofia e 
degenerescncia nervosa e muscular, porque os centros nutritivos para as clulas 
nervosas so situados nos gnglios dos cornos anteriores  lesados a em conjunto com 
as fibras motoras.
      Distinguimos paralisia monoplgica: paralisia de um membro, geralmente devido a 
causas no neurnio motor perifrico; paralisias paraplgicas de dois membros iguais 
simpticos, geralmente devidas a focos medulares; e hemiplgicas totalmente de um 
lado do corpo, devidas a focos centrais. Fala-se tambm de parsia quando a paralisia 
est incompleta.
      Como vimos, as vias de transmisso andam geralmente aos pares, quer dizer, cada 
lado do corpo recebe as fibras do mesmo hemisfrio. Mas as principais fibras motoras, 
ditas piramidais, provindo do crtex e formando a seguir uma pirmide, cruzam para o 
lado contrrio antes da sada do crebro, quer dizer ainda no neurnio motor central. 
Desta forma, o lado direito do crebro enerva o lado esquerdo do tronco, brao e perna 
esquerda e vice-versa. As fibras cruzadas seguem para baixo nos cordes laterais da 
medula branca. J sabemos que h outras fibras piramidais, no cruzadas, nos cordes 
anteriores.
      As fibras piramidais conduzem estmulos nervosos destinados a inibir, ou melhor, a 
controlar os reflexos e o tono muscular. Por isso, quando h leso do neurnio motor 
central, supranuclear, d-se hipertono e o espasmo e rigidez dos msculos so ntidos e 
aparece um aumento de reflexos profundos, pois, faltando o controle, so exagerados, 
aparecendo at reflexos patolgicos que, fisiologicamente, existem apenas latentes 
(Babiniski). Isto acontece tanto na leso piramidal do crebro como do cordo lateral da 
medula branca. H tambm reflexos automticos aumentados devido  irritao apenas 
do arco reflexo entre medula posterior e anterior. As causas mais frequentes so 
intoxicaes por toxinas, nervosismo, histerismo e ttano.
      O estudante deve saber ainda que as fibras piramidais, aps o cruzamento e a 
entrada nos cordes laterais da medula, como as fibras piramidais directas, tambm 
passam para os cordes anteriores (neurnio motor perifrico).
      Assim compreendemos porque nas leses centrais (tiro, por exemplo) os espasmos 
no so acompanhados de atrofia e degenerescncia muscular. No acontece isto porque 
as clulas ganglionares motoras nos ncleos motores, quer do bolbo raquidiano, quer 
nos cornos anteriores da medula, ficam intactos e por esse facto mantm-se a aco 
trfica muscular. Mas os reflexos esto aumentados pois a leso central atinge os feixes 
piramidais. To-pouco h reaco elctrica de degenerescncia e este exame 
galvanofardico  importante porque indica ao massagista se, por exemplo, numa 
paralisia perifrica, vale a pena continuar com a massagem e qual  o prognstico.
      Quando o massagista tem de fazer frente a uma leso transversal da medula, deve 
saber que para baixo do stio traumatizado h degenerescncia das vias descendentes e 
para cima h degenerescncia das vias ascendentes (falta da influncia do neurnio 
motor perifrico no trofismo muscular).
      Tambm numa leso cerebral do neurnio motor central em conjunto com 
interrupo das vias piramidais h consequente degenerescncia secundria, 
descendente na medula. No entanto, haver  j o sabemos  reflexos aumentados, 
devido  falta do fluxo dos feixes piramidais, controladores desses reflexos. Esta falta 
pode dar-se intracerebral ou nos cordes laterais da medula. A degenerescncia 
encontrar-se- do mesmo lado da leso quando esta atinge apenas os piramidais 
centrais, e do outro lado da leso quando esta atinge os piramidais nos cordes laterais 
ou anteriores da medula.
      Quando s houver leso da substncia cinzenta da medula (cornos e razes), 
conforme as vias atingidas, desde o corno at aos rgos, do-se sintomas meramente 
segmentares, ou por outras palavras, paralisias motoras flcidas com perturbaes 
vasomotoras (corno anterior).
      Vamos especificar as leses cerebromedulares para que o massagista saiba 
compreender o que se passa nas paralisias:
      Substncia cinzenta: Nos cornos anteriores temos o neurnio motor perifrico, com 
o seu ncleo. Nos cornos posteriores notamos grupos de fibras sensitivas ascendentes, 
tais como da dor, temperatura, presso e sentido muscular.
      Estas fibras seguem para o cordo lateral da massa branca. H outro grupo com 
fibras sensitivas dirigidas para o corno anterior (arco reflexo). Outro grupo dirige fluxo 
para o cerebelo e conduz a sensibilidade esttica (coordenao, equilbrio cerebral).
      Substncia branca  Nos cordes anteriores conhecemos os feixes piramidais 
descendo directamente do crebro e no cruzados. As fibras neste cordo ainda 
conduzem a sensibilidade de tacto, dor, temperatura e sentido muscular. Nos cordes 
posteriores temos os neurnios sensitivos perifricos, cruzando ou no as suas fibras 
com as razes posteriores. Os feixes vo oblqua e centripetamente at  base enceflica, 
conduzindo a sensibilidade profunda de tacto, bexiga, genitais e recto e o sentido de 
posio e movimento onde encontra o neurnio sensitivo central.
       Nos cordes laterais verificamos as vias piramidais cruzadas, as vasomotoras 
igualmente descendentes e as cerelosas de coordenao.
      Percebidos estes dados anatmicos, o massagista vai tomar contacto com algumas 
das principais doenas neurolgicas, os sintomas paralticos e os da transmisso da 
sensibilidade prejudicada.

Doenas neurolgicas e a sua massagem

      Atingido o neurnio motor central:

      H paralisia evidentemente espasmdica, chamada paralisia espinhal espasmdica. 
J se falou das leses dessa parte, tais como tiro no crebro ou tronco, por exemplo.
      Muito frequente  a apoplexia (congesto cerebral): quando o crtex  atingido por 
hemorragia ou trombose (amolecimento), falta a actividade dos centros psquicos de 
comando (falar, escrever, ler, conhecimento por tacto, pela palavra escrita, pelo objecto 
contemplado, etc.). Conforme o ponto ou a maior superfcie, apanhados na substncia 
branca, aos sintomas gerais de perda de conscincia, aumento da presso enceflica (e 
do liquor cefalorraquidiano), fibrilhaes musculares, fenmenos irritativos e 
convulses (epilepsia cortical), associam-se paralisias sensitivas e motoras 
espasmdicas do outro lado da leso, com aumento dos reflexos profundos (interrupo 
das vias piramidais). Lembramos que, analogamente ao que acontece aos nervos 
raquidianos, tambm os cranianos conduzem fibras sensitivas e motoras para fora do 
crnio. Assim, a afeco puramente do crtex conduz a perturbaes focais das 
faculdades psquicas e  monoplgia. Quando  atingida a substncia branca, as regies 
dos gnglios centrais (comissura  ligao dos hemisfrios, cpsula interna, etc.) h 
hemiplgia. Quando h hemorragia ou tumor mais abaixo, nos pednculos ou no bolbo 
raquidiano, h paraplgia.
      O massagista, em face de uma paralisia facial Compreende desde logo o que se 
passa. Quando o 7. nervo craniano  atingido unilateralmente acima do seu gnglio 
central (neurnio supranuclear), a parte superior da cara fica normal e no h 
degenerescncia. O contrrio acontece quando h leso mais abaixo do ncleo 
perifrico, pouco antes da sada do crnio. Quando tambm so atingidas as fibras 
sensitivas, h perturbaes da salivao, lacrimejo, paladar e acsticas (unio ao 8. 
nervo cerebral). Numa leso supranuclear bilateral, que tambm pode atingir o prprio 
ncleo central, toda a mmica se paralisa.
      Que acontece numa leso dos pednculos situada na parte inferior da base cerebral?
      Neste lugar d-se o cruzamento das fibras sensitivas e motoras dos nervos cranianos, 
em direco dos neurnios perifricos do outro lado, resultando uma justaposio das 
vias para as extremidades e dos feixes intracerebrais. Deste modo, a consequncia ser 
uma hemiplegia dita alternante, isto , alguns msculos paralisam num lado e outros do 
outro lado, perturbaes da sensibilidade includas.


Atingido o corno anterior (neurnio motrico perifrico


      Doena clssica  a paralisia infantil (poliomielite). H tambm casos em que esta 
infeco atinge apenas o neurnio Central. Outra doena  a atrofia muscular 
progressiva, espinhal ou bulbar, conforme so atingidos os cornos anteriores ou os 
ncleos centrais da base do crebro. Nestas enfermidades em que so atingidos os 
cornos anteriores e as razes anteriores, em conjunto com a paralisia flcida, h 
perturbaes vasomotoras e degenerescncia nervosa com atrofia muscular. Quando 
houver irritao das razes anteriores, os msculos evidenciam fibrilao.

Atingido o corno posterior

      A doena mais conhecida  a siringomielia em que se formam cavidades no canal 
central, estendendo-se at aos cornos anteriores e posteriores.
      A paralisia  flcida e aparecem perturbaes da sensibilidade  dor, presso, 
temperatura e sentido muscular.
      Quando, em vez da destruio das razes posteriores, se d uma irritao das 
mesmas, seguem-se perturbaes da sensibilidade, tais como parestesias (formigueiro, 
dedos dormentes, etc.) ou hiperestesias, com dores.
      Na siringomielia tambm podem estar atingidos os cordes anteriores.
      Atingidos os cordes posteriores, a sensibilidade profunda  bastante afectada. 
Acontece isto sobretudo na tabes (sfilis quaternria) em que o fenmeno mais evidente 
 a ataxia (falta do equilbrio, devido  perda do sentido muscular e da posio dos 
rgos).
      Tambm nas doenas que afectam os cordes laterais, alm das j citadas paralisias 
motivadas pelas destruies das fibras piramidais, observamos fenmenos da 
coordenao que  transtornada.
      Uma doena que tem focos espalhados sobre todo o sistema nervoso  a esclerose 
em placas, evidentemente com a mais variada sintomatologia. No entanto, existem 
alguns sintomas comuns (tremor, etc.) que servem para o diagnstico feito apenas pelo 
mdico.
      Quando houver compresso da coluna, mielite (inflamao) ou at leso transversal 
completa do-se: paraplegia motora com aumento dos reflexos, perturbaes de toda a 
sensibilidade profunda, outras vasomotoras, secretrias e trficas. A degenerescncia 
explica-se devido  leso dos cornos anteriores e  paraplegia espasmdica por causa da 
afeco das vias piramidais. A compresso das razes  acompanhada de dores (no 
acontece isto na mielite).
      H tambm doenas medulares que apanham apenas meio lado. Dum lado, 
encontra-se paralisia motora com aumento de reflexos, paralisia dos vasomotores e 
sensibilidade mais ou menos intacta; mas do lado contrrio  leso, h paralisia 
exclusivamente sensitiva, sobretudo no que diz respeito  dor e  temperatura (fibras 
cruzadas nos cordes laterais).

Sistema nervoso autnomo (vegetativo)

      Nota: o nervo simptico (tambm chamado esplncnico, na parte abdominal) e para 
simptico (tambm chamado vago, pneumogstrico ou plvico) fazem, ambos, parte do 
sistema nervoso involuntrio (ao contrrio do voluntrio, cerebromedular), tambm 
denominado vegetativo ou autnomo. As suas fibras no passam directamente da sua 
origem para os rgos, como acontece no sistema crebro-espinhal, mas chegam  
periferia atravs dos chamados gnglios (fibras pr e post-ganglionares). Todos os 
rgos gozam de dupla enervao, simptica e parassimptica, sendo ambos estes 
nervos dotados de aco antagnica, respondendo tambm distintamente a certos 
produtos qumicos. Assim, a adrenalina excita o simptico (paralisado pela ergotoxina); 
a colina, pilocarpina e fisiostigmina excitam o vago (paralisado pela atropina). O 
sistema vegetativo atravs das chamadas sinapses neurnicas e ganglionares eferentes 
est em ligao com o sistema nervoso central e tambm com uma parte importante dos 
ncleos cerebrais, chamada dienceflica e regio hipotalmica (sede do subconsciente)). 
Por isso e devido  correlao com certas glndulas de secreo interna (hipfise, supra-
renal, etc.), eliminando substncias orgnico-qumicas (adrenalina, etc.), d-se um 
intercmbio mtuo entre o sistema nervoso vegetativo e as emoes (subconsciente), 
isto , uma reciprocidade psicofsica. Por isso, a vida mental, podendo provocar uma 
forte excitao, chamada stress, tem repercusso simptica-parassimptica.
      Ainda a respeito da funo antagnica, o simptico, por exemplo, quando excitado, 
dilata as pupilas e a fenda ocular, contrai os vasos e estimula o trabalho cardaco, 
aumentando a frequncia do pulso e a presso arterial, dilata os brnquios, eleva o nvel 
de acar no sangue, etc.; o parassimptico contrai o esfncter da ris e os msculos da 
acomodao, excita a produo lacrimal, salivar e sudorpara (no entanto, a adrenalina e 
pilocarpina produzem ambas suor), contrai o aparelho respiratrio, gastrointestinal, 
uterino e vesical, dilata os vasos genitais e retarda a funo do corao, conduzindo ao 
pulso mais lento (braquicardia).
      Como veremos no captulo da massagem das zonas reflexogneas, devido  unio 
das fibras centripetais, aferentes, provenientes dos rgos abdominais, com as clulas 
ganglionares perifricas do sistema nervoso vegetativo, na pele das costas as projeces 
perifricas de impulsos orgnicos provocam zonas dolorosas cuja massagem conduz  
cura dos sintomas funcionais dos respectivos rgos.
      Visto que os nervos simpticos e parassimpticos enervam todos os rgos, embora 
em sentido antagnico, e visto que as pessoas nascem com diferente constituio 
hereditria, h supremacia de um ou outro dos dois nervos. Deste modo, segue-se 
predominncia da funo (e doena) de um dos rgos. Distinguimos os indivduos 
simpaticotnicos dos parassimpaticotnicos ou vagotnicos. Visto que cada um dos 
nervos reage diferentemente aos produtos qumicos (e orgnicos), com medicamentos (e 
tambm com psicoterapia), os indivduos e os seus rgos podem se influenciados num 
ou noutro sentido.
      Se designarmos os simpaticotnicos com o algarismo 1 e os vagatnicos com o 
nmero 2, as caractersticas de um ou outro indivduo so as seguintes: Corao  1) 
Pulsao rpida, taquicardia, tenso arterial no limite superior; 2) braquicardia, arritmia 
respiratria, extra-sistolia funcional; corao em ponta, presso baixa. Respirao  1) 
Polipneia (respirao acelerada) e dor precordial; 2) Espasmos brnquicos e dor 
retrosteronal. Estmago  1) Hipo-acidez, dor epigstrica; 2) Espasmo, nusea, lngua 
espessa, hiperacidez. Intestinos  1) Diminuio do peristaltismo, priso atnica, 
digesto lenta; 2) Digesto acelerada, diarreia ou obstipao espasmdica e colite 
mucomenbranosa. Aparelho urogenital  1) Poliria (mico demasiada); 2) Distria 
(dores) e polaquiria (mico frequente), polues (perdas nocturnas de esperma), urina 
cida com fosfatos. Nervos e psique  1) Agitao, insnia; 2) Depresso, tremores, 
espasmos. Sangue  1) Aumento dos gnglios brancos e neutrfilos, desvio para a 
esquerda da frmula sangunea, riqueza de clcio, acar e cidos no sangue, 
metabolismo aumentado; 2) Diminuio dos leuccitos, aumento dos linfcitos e 
ensinfilos, diminuio do metabolismo, alcalose, diminuio do clcio.
      Olhos  1) Pupilas e fendas oculares largas; 2) Pupilas estreitas, miopia, presso 
positiva sobre bulbo ocular faz braquicardia. Pele  1) Seca e arrepiada; 2) Suor, 
dermografismo, pigmentao, acne, seborreia. Saliva  1) Pouca; 2) Aumento. Outros 
sinais  1) Vasoconstrio; 2) Vasodilatao. Lbios grossos, nariz chato e grosso (ver 
constituio psicofsica de Kretshmer), grandes amgdalas.
      Resposta a medicamentos  1) adrenalina e glndula supra-renal excitam, ergotoxina 
paralisia; 2) Pilocarpina, fisostigmina e colina excitam e atropina paralisa. Resposta a 
alimentos: H alimentos vagotnicos que estimulam a funo intestinal e convm aos 
simpaticotnicos (farelos, vegetais, frutas) e outros alimentos simpaticotnicos (arroz, 
leite, cereais brancos, banana) que convm aos vagatnicos.

Sistema nervoso extrapiramidal

      A coordenao dos impulsos musculares, o sono e ainda a relao entre um msculo 
e o seu antagonista so controlados ainda por um sistema especial chamado 
extrapiramidal de que fazem parte seis ncleos situados fora das vias piramidais, no 
crebro mdio e intermdio, dos quais os mais conhecidos so os hipotalmicos. 
Existem fibras descendentes para os cornos anteriores, sendo a resposta motora 
subconsciente (ao contrrio da reaco piramidal que  consciente). Por exemplo, aps 
as primeiras lies de dana, os passos fazem-se subconscientemente, atravs dos 
estmulos provenientes daqueles centros.
      As doenas destes centros so graves, acompanhadas de sintomas, tais como 
aquinetose (paragem da mmica) com tremor e rigidez muscular (doena de Parquinson 
ou paralisia agitante) ou hiperquinetose hipotonia muscular (coreia, dana de S. Vito).
      Distinguimos bem o espasmo piramidal do extrapiramidal, sendo naquele palpvel 
uma resistncia como que atravs de uma mola, quando movimentamos passivamente o 
membro do paciente. O massagista nestes casos limita-se a proceder a massagens 
calmantes.


V. Manobras da massagem


      Qualquer manobra deve ser feita com a menor dor possvel. Nem sempre se pode 
evitar completamente. Em certos casos at convm, como ainda veremos. Para que um 
doente hipersensvel no sofra demasiadamente, uma ligeira conversa pode distra-lo ou 
a massagem  distribuda bimanualmente sobre dois stios igualmente dolorosos.
      A fora da manobra deve ser doseada pouco a pouco acostumando o paciente, 
conforme a doena e o seu temperamento o permitem.  indispensvel empregar 
movimentos calmos e uniformes, com o ritmo normal de 4-5 manobras por minuto.
      A massagem  feita de modo geral no sentido dos vasos venosos e das fibras 
musculares, sendo, por esta razo, importante o estudo anatmico prvio. As execues 
so feitas em direco ao corao, isto , cardial-, cranial-, central-, proximal- e 
centripetalmente (O sentido contrrio  denominado como caudal, distal, centrigfugal, 
perifrico, descendente.) mas, nas massagens do corao para cima, na cabea, no 
pescoo e na nuca, em vez de tratar de baixo para cima, manipula-se de cima para 
baixo, portanto, igualmente no sentido do fluxo sanguneo do corao. No entanto, h 
algumas excepes, como o aluno observar ainda. Assim, num msculo hipertnico, na 
neurastenia e na insnia e sempre para acalmar um nervo inflamado, a tenso 
desaparece melhor com uma afloragem (no frico), paradistal, isto , 
centrifugalmente. Assim tambm acontece em certa manobra das costas, comeando-se 
da nuca para baixo, em direco ao corao, continuando at  bacia. Tambm para 
tratar, espremer vasos que correm de dentro para a superfcie, a massagem centrifugal 
pode ser escolhida. Desta forma, a presso contra as vlvulas venosas significa um forte 
tono para as veias. As presses so feitas da periferia para o centro, no sentido das 
veias. Se pensarmos que a onda pulsatria das artrias das extremidades beneficia o 
refluxo venoso, poderemos compreender o efeito depletrico (vazante) da massagem 
centrfuga nos braos e nas pernas.
      As manobras comeam e findam sempre fora de qualquer foco doente. Na 
massagem muscular tambm  preciso tomar conta da forma fusiforme dos msculos. 
Por esta razo os dedos, comeando mais juntos, sobre o ventre muscular afastam-se 
uns dos outros, para ento se unirem novamente. Qualquer manipulao sobre o 
msculo requer tambm outra sobre o tendo. A massagem muscular violenta faz com 
que o msculo aumente de volume; com a massagem suave diminui.
      Zonas de perigo de manobras enrgicas so: regies com vasos e nervos  
superfcie, axila, cavidade popltea (joelho), regio dos rins (flancos por detrs), 
tringulo de Scarpa (entre prega da virilha, bordo interno da coxa numa extenso de 15 
centmetros e uma linha que une as extremidades destes dois lados), cavidade do 
cotovelo, regio inguinal (artria femoral), parte anterior do pescoo, testculos e crista 
da tbia.
      Tanto na massagem profilctica, digamos, higinica, como na desportiva e curativa, 
distinguimos 7 grupos essenciais de manobras:
1) Afloragem (passagem ou deslizamento, efleurage, stroking, Streichen);
2)       2) Presso (pression, crasement, clasement, pression, Druck);
3)       3) Malaxao )apanhar, amassar ou apisoar, petrissage e refoulage, 
kneading, Kneten ou walken);
4)       4) Frico (esfregar, friccion e meulage, rolling, reiben);
5)       5 Percusso (bater, tapotement, frappement, craquement, hachure, 
percussion, schlagen);
6)       6 Agitao (abanar, sacudir, secouer, shake, schuetteln);
7)       7) Vibrao (vibration, tremblement, vibration, Erschuettern).
8)       Qualquer manobra  feita 4-6 vezes.


1) Afloragem

A) Passagem simples

      As camadas superficiais da crnea so mecanicamente destacadas. Adaptando-se 
perfeitamente a pele e os msculos do paciente  mo do massagista, rapidamente se v 
a hipermia, dada a dilatao capilar. Devido ao esvaziamento dos vasos venosos e 
linfticos, os depsitos txicos e as substncias de fadiga so mobilizados e levados em 
direco centrpeta. D-se uma drenagem tecidular.
      A pele quase no  deslocada contra a sua base. As mos roam a pele deslizando. A 
mo segue com passes uniformes e simtricos e no  virada para o canto. As primeiras 
passagens so feitas para tomar contacto fsico-psquico com o paciente, sendo a 
presso gradualmente cada vez maior. A aflorao  uma manobra feita aps outras 
manifestaes ou de vez em quando intercalando-a entre manobras diferentes.
      Tratando-se de afloragem duma extremidade, o massagista encontra-se no 
prolongamento desta, segura-a com uma mo e com a outra passa para cima. O efeito 
anestesiante sobre as terminaes nervosas e a aco relaxante sobre a musculatura  
ntido (No entanto, o afloramento s vezes exacerba a hiperestesia da pele). Portanto, 
esta manobra est indicada nas paralisias espasmdicas, nas quais, no entanto, j o 
dissemos, a afloragem centrfuga tambm reduz a contraco. O efeito do afloramento  
calmante (massagem centrfuga), hiperemizante (massagem centrpeta) e reflexogneo.

B) Afloragem mo sobre mo

       um tanto mais enrgica do que o acto precedente e pode atingir a musculatura, 
comeando-se sempre no tendo, continuando sobre a barriga do msculo e acabando 
na sua origem, ponto de apoio sempre mais fixo.  preciso lembrar-se sempre da 
direco das fibras e dos feixes de cada msculo a tratar.

C) Mo atrs mo

      Esta manobra, muitas vezes usada nos membros superiores e inferiores,  feita de 
modo que o massagista fique perpendicularmente ao paciente, pondo uma mo 
transversal ao eixo longitudinal, na extremidade. Logo que a mo tenha passado at um 
pouco acima, segue a outra ao lado dela. A primeira  levantada, a segunda segue e em 
colaborao mtua ambas as mos continuam at cima. No s as veias cutneas so 
espremidas, mas tambm as veias musculares.  manobra usada tambm sobre o ventre.

D) Afloragem em ziguezague

       aplicada no dorso, passando as mos com as pontas dos dedos abertos e com 
alguma presso, desde as espduas at s cristas ilacas. Portanto, esta execuo  feita 
em sentido descendente. Ela  alternada com a seguinte.

E) Passagem a ferro

      Esta terminologia provm da nomenclatura alem e no tem outra traduo. Logo 
que os dedos tenham chegado  bacia, so fechados e flectidos nas articulaes dos 
metacarpos. Com as costas das mos (lados dorsais), o massagista vai ento ao lado da 
coluna, na direco da nuca. Comear imediatamente ao lado da coluna e depois mais 
para fora. Este lance tambm pode ser feito transversalmente  musculatura dorsal, 
trabalhando uma mo com a palma e a outra simultaneamente com as costas, mudando a 
seguir a posio das mos. O dorso  trabalhado ou dum lado para o outro ou de cada 
lado at  coluna vertebral.
      Distingue-se pela presso da passagem a ferro, da manobra da frico.

F) Afloragem com os dedos ou s pontas dos dedos

      Por exemplo, nas costas, comear nas cristas ilacas aos lados da coluna e, chegando 
ao meio (msculo grande dorsal), desviar os dedos um pouco obliquamente at aos 
ombros. Repetir mais lateralmente e com maior presso.

G) Afloragem com a base da mo ou do polegar

      Na manobra com a base do polegar (tnar), este junta-se ou afasta-se dos outros 
dedos um pouco elevados.

H) Afloragem circular

       usada sobretudo em volta da articulao escapo-humeral. D-se com a palma da 
mo ou com as pontas dos dedos ou de um s dedo. Os dedos de ambas as mos operam 
no sentido dos ponteiros do relgio ou uma mo neste e outra em sentido contrrio. Os 
movimentos no devem ser interrompidos.
      Est claro que tambm ambas as mos podem trabalhar em sentido contrrio aos 
ponteiros. Uma quarta modalidade pode ser procurada carregando uma mo sobre a 
outra.


2) Presso

      Esta manobra  combinao de afloramento e malaxao  estimula o tono muscular 
e a reabsoro de produtos patolgicos e destri aderncias. Pertence sempre  
massagem abdominal  presso deslizante (ver o captulo respectivo). Tambm pode ser 
aplicada a qualquer musculatura larga e s articulaes. As mos, abertas ou fechadas, 
separadas ou sobrepostas, ou s os bordos cubitais ou as bases das mos ou os dedos ou 
os punhos fazem uma presso elstica e rtmica sobre a parte em questo (msculos, 
articulaes, etc.).
      A presso intermitente na pele  usada quando houver eczemas ou exantemas. Nas 
extremidades, desfaz espasmos e espreme edemas, sobretudo a presso de pente 
feita com os ns dos dedos. A presso na planta do p combate o p chato e nas 
articulaes torna-as mais maleveis. A compresso sobre os stios da sada dos nervos 
e contra os ossos,  empregada na nevralgia.


3) Malachao

      Seja desde j dito que qualquer das seguintes manobras no pode dizer respeito ao 
tratamento de msculos com espasmos que seriam agravados. A malachao aumenta a 
contractibilidade da fibra muscular, combate a atrofia, favorece a circulao e nutrio e 
expele as substncias de fadiga.
      Em qualquer manobra da malaxao (ptrisage) deve evitar-se a flexo exagerada 
dos dedos na sua articulao interfalngea. Assim os dedos no so enterrados na carne 
e no trabalhamos com as pontas, mas sim com as polpas digitais.
      As articulaes das mos ficam sempre imveis; os cotovelos esto flectidos e 
afastados; o movimento principal  feito pelo rodar das articulaes dos ombros. Os 
braos manobram simultaneamente ou alternadamente, deslizando.

A) Apisoar

      As mos esto paralelas e frouxas levemente juntas ao msculo. Esto ligeiramente 
flectidas nas articulaes bsicas. Os dedos, porm, esto bem flectidos nas articulaes 
interflngeas, pois trabalham mais do que na operao a seguir: o amassamento. Os 
polegares ficam opostos aos indicadores.
      O massagista est preocupado em apanhar, ora com uma, ora com a outra mo, tanta 
massa muscular quanto possvel, largando esta, portanto, durante um instante. As mos 
efectuam exerccio na mesma direco ou uma oposta  outra, dando-se, desta forma, 
uma extenso e como que ondulao. Est claro que nas extremidades uma mo pode 
agir do lado de dentro, e outra por fora ou uma mo no lado anterior e a outra 
posteriormente. Mesmo que uma mo v para a frente e a outra para trs, comeando 
ambas, por exemplo, no tero inferior, pouco a pouco da periferia chegam at ao tronco. 
O apisoar afrouxa o msculo mais um pouco do que o estende (amassar).
      Em alemo, o apisoar significa walkmen.

A-1) Apisoar com 2 dedos (beliscar)

       feito com o polegar e o indicador flectidos. Os alemes falam de Kneiffgriff.

A-2) Apisoar em pina (beliscar em pina)

      Faz-se com os dedos estendidos. Mas, em vez de apisoar com toda a mo, trabalham 
apenas o polegar e o indicador. Tambm o msculo  largado, ora manipulando com o 
polegar e o indicador estendidos, ora com uma das mos, ora com a outra.
      No deve ficar espao entre os dois dedos. O msculo  tirado da sua base, 
comprimido e estendido em forma de S, conseguindo-se esta manobra melhor quando 
as pontas dos dois dedos no esto opostos, mas quando o polegar observa, em relao 
ao indicador, uma distncia longitudinal de um e meio centmetro. No beliscar (h quem 
o faa com trs dedos) sente-se um saltar do msculo. Esta manipulao  bastante 
usada nas paralisias flcidas.

A-3) Apisoar em pina, com toro

      Juntamente com o apisoar, procede-se a torso do msculo, ondulando-o.

A-4) Beliscar da pele

       levantada uma prega cutnea, com ou sem toro simultnea. Existem as seguintes 
modalidades:
A-5) Com toro e deslizamento (deslocao) da prega.

A-6) Com toro e rodando a prega

       manobra semelhante ao enrolamento do tabaco no papel da mortalha.

A-7) Rodar

      Veja frico.

B) Amassar

      Enquanto no apisoamento trabalham mais os dedos, no amassamento as mos ficam 
bem juntas ao msculo, malaxando-o ento.
      As mos agem longitudinal ou, em regra, transversalmente ao msculo.
      Os dedos esto bem flectidos na articulao bsica, em forma de tenaz, mas 
frouxamente flectidos na articulao interfalngea. O msculo no  espremido, mas 
ligeiramente comprimido. Os polegares esto afastados dos indicadores e podem 
trabalhar longitudinalmente, com presso, enquanto as mos operam transversalmente. 
Mas entre polegares e indicadores nunca deve ficar um vazio. Desta forma, a fscia  
influenciada. Quando os dedos esto dobrados, conseguem levantar os msculos da sua 
base e estes so mais distendidos do que pelo apisoar.
      Tanto o apisoar como o amassar so feitos com ambas as mos simultaneamente ou 
alternadamente. O amassamento tambm pode ser procedido apenas com as polpas 
digitais.
      Em alemo, o amassar  denominado kneten.

B-1) Amassar com toro do msculo.

B-2) Rolar

      Esta tcnica  tirada da profisso do padeiro imitando-se o amassar do po. As mos 
so colocadas em cima dos msculos apertados contra a base e o massagista puxa as 
mos para si mesmo, seguindo-se pele e msculos do paciente. A seguir, as articulaes 
manuais so bem estendidas para cima e o massagista faz peso para a frente com todo o 
tronco, aconchegando o msculo, com a base da sua mo, para trs e afastando-o 
simultaneamente um pouco do seu corpo. Assim d-se um rolar do msculo em volta do 
osso, sendo sempre uniforme a presso da mo e das polpas digitais. Os dedos, 
contornando o membro, esto um pouco flectidos nas articulaes interfalngeas.
      Os alemes falam de Teigkneten.

B-3) Amassar em serpentina

      Enquanto as mos amassam, com ou sem toro para o eixo do membro, ascendem 
centripetamente no msculo, em todo o seu comprimento.

B-4) Amassar em bracelete

       feito geralmente nas extremidades, abraando com as mos paralelas no mesmo 
lado do membro. Algum amassamento acompanha a modelao, apanhando as mos a 
extremidade por cima ou por baixo e operando em sentido contrrio.

B-5) Amassar em ferradura

      Distingue-se da manobra anteriormente pela posio das mos que modelam a 
extremidade quer por cima, quer por baixo.


4) Frico

      Pode ser feita em sentido longitudinal, sendo diferente do afloramento por ser 
revulsiva, devido  fora empregada e, portanto, ao atrito provocado. Mesmo, porque a 
pele  desdobrada sobre o tecido subjacente. Geralmente entendemos por frico um 
movimento circular ou elptico ou feito em forma de espiral. A presso pode ser 
graduada, indo mais ou menos para a profundidade parecendo-se com a aco de 1/2 at 
4 quilogramas. Actua-se com a mo, a mo sobre a outra mo, a base da mo, o polegar 
ou os dedos, sendo o movimento de vaivm ou rotatrio exercido pela articulao 
mdio-crpica: O impulso provm da articulao escapulo-humeral do massagista. Esta 
manobra destina-se sobretudo aos msculos mais pequenos e estritos em que h 
dificuldade no exerccio da ptrissage (pernio, intercostais, intersseos digitais, 
aponevrose epicraniana e da planta do p. Como veremos, a frico  empregada 
especialmente na massagem intestinal, nas cicatrizes, nos tendes e ligamentos e nas 
miogeloses das costas. A pele pode ser deslocada com a mo ou com o dedo ou este  
deslocado contra a pele. Nas tumefaces a frico  combinada essencialmente com a 
afloragem ou, por outras palavras, enquanto a mo direita procede  ltima frico 
circular centrpeta, a mo esquerda aflora cardialmente, sendo ambos os movimentos 
feitos contnua e suavemente.
      De resto, algumas das modalidades citadas no captulo Afloramento podem 
tambm logicamente se adaptadas  frico.
      A frico faz parte fundamental da massagem especializada das zonas segmentares, 
isto , da massagem do tecido conjuntivo (Leube-Dicke), do peristeo (Vogler, dos 
pontos nervosos (Cornelius), etc. Portanto, o leitor assduo deve estudar este captulo 
mais adiante.

A) Frico longitudinal, circular, elptica, espiral ou em ziguezague.

B) Frico transversal, circular, elptica, espiral ou ziguezague.

C) Frico sobre grande superfcie (com a mo, a base da mo, o bordo cubital, 
polegar, base ou ponta do polegar ou dedos). Mo separada ou mo sobre mo.

C-1) Modelar com os polegares.

D) Frico pequena e em profundidade

      Esta manobra  usada na massagem das zonas reflexogneas, para triturar as durezas 
do tecido subcutneo e sobre a fscia.

E) Frico em gancho ou garra

      Os alemes chamam a esta manobra Anhakgriff. Como a operao D), pertence  
massagem do tecido conjuntivo. Os dedos trabalham tangencialmente, paralelamente  
pele.

F) Manobra do pente

      Os alemes chamam Kammgriff a esta manipulao. Trata-se de frico forte feita 
s com os punhos ou s os ns dos dedos flectidos nas articulaes metacarpofalngicas 
ou das primeiras articulaes: interfalngicas.

G) Frico de passar a ferro

      Analogamente  mesma manobra citada no afloramento.

H) Rodar

      H quem coloque esta manobra dentro do captulo da malaxao (apisoar). O 
msculo  rodado em volta do osso. As bases de ambas as mos trabalham em sentido 
contrrio, ora para dentro e para fora, ora para a frente e para trs. Tambm, numa face 
podem operar os dedos e, outra face, a base da outra mo. A base da mo puxa, 
enquanto os dedos da outra retraem.

I) Traco

      Nesta manobra, o polegar e os outros dedos levantam uma prega cutnea. Ambas as 
mos puxam a pele com os dedos em oposio de forma que se observa uma prega 
transversal.
      A traco pode ser algo dolorosa.

J) Frico com amassamento

      Ambas as manobras so combinadas, melhor esta com aquela.

K) Frico com excessiva presso.


5) Percusso

      Recomendamos muito cuidado nas crianas, nos velhos e nos nervosos excitados e 
agressivos. O movimento  feito pelas articulaes do cotovelo e da mo do massagista. 
Visto que o massagista se cansa facilmente com as percusses, deve aprender a 
controlar a prpria respirao.

A) Bater em cutelo

      As mo devem estar em meia supinao. As articulaes dos cotovelos so flectidas 
em ngulo recto, flectidas e estendidas ento rapidamente, com pequenas excurses, 
enquanto as articulaes das mos quase passivamente agem para cima e para baixo. O 
bordo cubital da mo bate contra a base ou apenas o canto do dedo mnimo, podendo, 
neste caso, a articulao da mo ficar um tanto mais rgida.  manobra extremamente 
til nos obesos, mas inconveniente  musculatura do desportista, porque ela pode 
prejudicar a elasticidade.

B) Com as pontas dos dedos

      No dar pancadinhas com as unhas! Com os dedos estendidos ou flectidos em 
pronao, abertos ou fechados, os golpes so dados em sentido perpendicular, 
empregando as mos, sincrnica ou alternadamente.  manobra til para favorecer a 
expectorao dos bronquticos e asmticos.

C) Bater com os ns dos dedos flectidos nas articulaes mdias.

D) Bater com o punho do lado cubital. Os ingleses chamam-lhe pounding.

E) Flagelao

      Pertence a ritos religiosos e  teraputica filandesa do banho de sauna. Tem efeito 
fortemente sensorial e hipermico, conduzindo  boa euforia.

F) Bater com a mo em concha

      As pontas dos dedos esto juntas, as mos em pronao, paralelas e a pouca 
distncia uma da outra, geralmente em posio transversal ao msculo. Os movimentos 
so feitos alternadamente, sendo motora a articulao do cotovelo.

G) Palmadas com toda a mo

      Esta manobra, destinada  pele,  utilssima para tonificar, expectorar (no empreg-
la nos enfisemticos com falta de elasticidade do tecido pulmonar) e nos obesos.

E) Espondiloteraterapia

      Adams recomenda batidelas rpidas durante escassos minutos sobre os processos 
espinhosos das vrtebras, seguidas de massagem paravertebral. Assim, por exemplo, a 
percusso sobre a 7. cervical acelera o ritmo do corao; sobre a 8. e a 12. dorsal, 
retarda-o; sobre a 4. e 5. cervicais, contraco pulmonar. Sobre a 3. e 8. torcicas, 
dilatao pulmonar; sobre 11. dorsal, dilatao do estmago, intestinos e fgado; sobre 
a 1. e 3. lombares, contraco dos mesmos rgos, etc.


6) Agitao

      A massa muscular, transversalmente s fibras,  pegada entre os trs primeiros 
dedos ligeiramente flectidos.  mo, em fraca pronao e com a articulao mdio-
crpica lassa,  transmitida a agitao feita pelo ombro do massagista. O cotovelo 
repousa flectido. O doente deve estar completamente descontrado. Os ingleses sacodem 
no s as extremidades, mas tambm a raiz do nariz e a laringe. Esta manipulao do 
abanar  ptima para o relax da musculatura. Os msculos muito espasmdicos no 
reagem. As articulaes anormalmente mveis )em alemo, Schlottergelenk) podem 
ser gravemente prejudicadas.
      O massagista tambm pode estar no prolongamento da extremidade, pegando, por 
exemplo, o calcanhar na sua parte mais baixa. Para agitar o brao, as ondas agitatrias 
do massagista so transmitidas  mo do paciente. Portanto, repetimos, o profissional 
no sacode a extremidade do paciente, mas a sua prpria. Tambm as articulaes 
presas so beneficiadas pela agitao.
      Os msculos tambm podem ser agitados lateralmente, por exemplo, os msculos 
posteriores da perna, devido a pequenos tremores da mo do massagista. Muito 
apreciada  a agitao do trax. O massagista est sentado por detrs do paciente 
sentado igualmente, coloca-lhe ambas as mos espalmadas em volta das costelas 
flutuantes e mexe as suas articulaes dos ombros, puxando um brao para a frente e o 
outro para trs. O tronco do paciente  virado sobre o eixo da sua coluna vertebral. 
Cuidado na espondilose!
      Existem no mercado aparelhos electromotores em que as extremidades repousando 
sobre selins e cintos so agitadas mecanicamente.


7)

      Tambm nesta manobra, o movimento principal  feito pelo ombro do massagista. 
Coloca-se, bem ngreme, toda a mo ou a ponta do polegar ou a sua falange terminal ou 
as pontas dos outros dedos, sendo a vibrao feita com o brao hirto. Diz-se que o 
massagista deve experimentar um tremor subcortical quando as vibraes atingem 8 a 
11 oscilaes por segundo. A vibrao faz parte essencial da massagem das zonas 
segmentares e da celulite, e faz transmitir as vibraes aos rgos internos, atenua o 
peristaltismo demasiado intestinal (levantamento vibratrio),  afrouxa as articulaes 
sobretudo da coluna vertebral, acalma vasos e nervos excitados (tromboflebite) e serve 
para activar a expectorao dos bronquticos, bronquiectticos, enfisematosos e 
asmticos.
      A vibrao manual pode ser feita com a mo, a base da mo, os dedos ou pontas 
digitais ou colocando uma mo sobre a outra, conseguindo desta maneira uma melhor 
dosagem.
H vrios aparelhos de vibraes. S servem quando os movimentos rtmicos sejam de 
ondas simusoidais. Conhecido  o Velotrapp, o cavalo artificial que faz atingir 
oscilaes da frequncia de 250-400Hz. Winkler inventou o electrovibrador aplicado 
bilateralmente ao lado do cccix, indo influenciar o simptico at um pouco acima da 
tuberosidade isquitica.



V-A) Aparelhos de massagem

      Alm da aparelhagem j citada, selins e cintos de agitao, vibrador Velotrapp e 
vibrador manual, ainda lembramos a escova de massagem, de crina ou nylon, aplicada a 
seco ou no banho. Tambm existe no mercado uma escova fardica.
      De grande uso, sobretudo no estrangeiro, so os duches subaquticos, feitos sob 
presso graduada. So aplicados sobretudo na massagem do psoas-ilaco e na paralisia 
infantil. Os efeitos mecnicos e trmicos so combinados tanto mais, quanto mais o 
doente for relaxado debaixo de gua. Para os duches usa-se  temperatura de45-60 graus 
centgrados a presso de 2 a 5 atmosferas. Tambm se usa na fractura aps o tratamento 
por aparelho gessado, na artrite deformante, na lcera da perna varicosa, nas aderncias, 
na priso de ventre e nas estagnaes linfticas crnicas.


VI. Tcnica de Massagens Especiais

Automassagem

Cabea, nuca e pescoo:

      Aflorar com as duas palmas das mos ou com os cantos exteriores dos indicadores 
desde o centro da testa at aos temporais. A presso cresce e decresce ritmicamente. A 
seguir friccionar circular ou elipticamente os temporais, usando a ponta do 2. e 3. 
dedo. As rotaes continuam por detrs das orelhas at  nuca. A seguir, afrouxar a pele 
craniana com pequenos crculos e deslocando a ctis com os dedos de uma mo contra 
os dedos da outra. Repetir a afrouxagem, mas em forma de frico horizontal, podendo 
usar-se a manobra de pente, isto , com os ns dos dedos. O nariz  tratado de cima para 
baixo, as bochechas de baixo para cima e fora, o lbio superior para fora, igualmente o 
maxilar inferior seguro entre polegar e indicador. Acabar com afrouxamento do 
pescoo, passando de cima para baixo.

Brao e peito:

      Serrar entre os dedos com o canto exterior da outra mo. Friccionar os dedos e as 
mos No sentido do corao. A seguir, continuar com afloramentos e frices 
longitudinais desde os dedos da mo at ao ombro, uma vez sobre o lado dorsal e outra 
sobre o lado ventral do brao. Repetir as manobras no outro brao, 4 a 6 vezes. Depois 
nova frico sobre o brao todo, e seguir, sobre o peito, at ao outro ombro. Repetir com 
impulso. No homem, ainda podem ser feitas passagens horizontais sobre a regio 
anterior do trax, vindo uma mo ao encontro da outra, sobre o esterno. Amassar os 
msculos de todo o brao, incluindo os peitorais.

Lados:

      Com as pernas abertas, curvar o tronco lateralmente e aflorar os lados do joelho at 
 axila. Empregar presso para cima.

Pernas:

      Levantar um joelho e dobr-lo sobre o peito. Apanhar os tornozelos com ambas as 
mos e aflorar at  regio inguinal. Repetir com o outro joelho flectido e com as pernas 
estendidas, dobrando o tronco. Beliscar o tendo de Aquiles. Amassar todos os 
msculos da perna e coxa.

Ventre:

      Aplicam-se manobras circulares, comeando do lado direito e terminando na regio 
inguinal do outro lado (manipulao do ponteiro do relgio). Alm de aflorar e 
friccionar, fazem-se as outras manobras citadas na massagem do ventre, sobretudo o 
amassar e a percusso e presso.

Costas:

      Amassar os msculos dos ombros e das ndegas e palmadelas nestas.


Massagem geral e desportiva

      A massagem geral tonifica, rejuvenesce e previne doenas. Como terapia,  indicada 
na debilidade, convalescena, anemia, neurastesia, obesidade, magreza, diabete, na 
constituio artrtica e linftica, etc.
      Na massagem desportiva temos de proceder diferentemente, conforme se trate de 
massagem antes ou aps um treino ou uma prova competitiva ou entre duas disputas. 
Assim a massagem antes da competio (massagem preparatria) consistir em 
afloramentos e frices leves, amassamentos superficiais e percusses com as palmas 
das mos, durando toda a sesso entre 5 e 10 minutos. O que se pretende  apenas o 
aumento momentneo da elasticidade e o afrouxamento da musculatura tensa. No se 
fazem percusses com os cantos cubitais (ou, melhor, at nenhumas) porque o 
desportista j est emocionado, encontrando-se a sua musculatura em excitao.
      A seguir a uma luta e antes de outra, o desportista far primeiramente um pequeno 
relaxe psicofsico, elevando os ps do div. Seguem-se manipulaes destinadas ao 
afrouxamento da musculatura forada e para estimular outros msculos cuja actividade 
imediata ser necessria. Visto que a pele  hmida, convm usar gordura. Continuar 
com afloramentos e frices mais enrgicas, amassamentos lentos e profundos, presses 
com as mos por inteiro e sacudidelas, durando toda a massagem entre 10 e 15 minutos. 
Directamente aps o combate, a melhor massagem  precedida de um banho quente, 
durante o qual se mexem os msculos fatigados (Muskelkater dos alemes). Seguem-
se ligeiros afloramentos, frices, amassamentos e sacudidelas. Dias aps o combate 
faz-se a massagem dentro do treino geral. Quando a massagem imediata aps a 
competio visa a desintoxicao das matrias de fadiga, a massagem mais tardia, 
pertencente ao treino geral, pretende a tonificao num corpo j descansado. Nesta 
massagem que iguala a massagem geral comum, deve dar-se especial ateno s 
miogeloses, sobretudo das costas, pelo que  preciso estender os msculos encurtados.
      Qualquer massagem muscular deve incluir a modelao dos tendes, sobretudo os 
da insero, assim como as articulaes com os seus ligamentos. Naquelas actuamos 
especialmente com presso e aps esta sero mobilizadas passivamente.
       Na massagem geral, o desportista (ou paciente) est deitado de costas para cima e 
com os braos ao lado do tronco. Anotamos, porm, que apenas a massagem na nuca, 
cabea, trax e braos pode ser feita com o desportista sentado.

Com as costas para cima:

      Se os ps no estiverem pendurados fora do bordo do banco da massagem, deve-se 
colocar uma almofada nos dorsos dos ps, evitando-se que os dedos estejam apoiados. 
Coloca-se uma almofada debaixo do peito e outra pequena apoia a testa para que a 
cabea no se vire e a respirao nasal esteja livre. Todas as partes no massajadas esto 
cobertas.

      Membro inferior:

      Comear pela perna esquerda, ficando o massagista do lado direito do paciente. 
Cada manobra  feita trs a seis vezes. Quando se observa que o paciente no relaxa 
suficientemente a musculatura, coloca-se outra almofada entre o banco e as pernas. 
Fazem-se afloraes de mo sobre mo, primeiramente na regio posterior da perna e 
coxa e tambm sobre o lado. Os passes seguem, portanto, desde o p at aos glteos. 
Nas pernas, os dedos no devem ser flectidos, porque isto causaria dor. Segue-se a 
malaxao, depois afrouxao, a percusso com as palmas das mos e, aps outra 
afloragem, o amassar. Comea-se pelo tendo de Aquiles, e a musculatura da barriga da 
perna  tratada at  coxa e  tuberosidade do osso isquitico. Primeiramente amassar a 
parte interna, continuando novamente de baixo para cima para tratar a musculatura 
lateral at aos glteos. Finalmente o amassar  feito sobre a parte mdia do membro e 
sobre todos os msculos apanhados em conjunto. Nova aflorao. Segue-se a percusso 
com os cantos das mos e o bater com a mo em cheio, devendo estas operaes ser 
feitas de leve, porque o tono dos msculos posteriores  naturalmente maior do que o 
dos msculos anteriores. Muito benfico  o afrouxamento, agarrando a musculatura 
entre o polegar e dedos e sacudindo a mo ligeiramente com o pulso para cima e para 
baixo.
      Segue-se com a mesma tcnica e sequncia para a extremidade direita, podendo o 
massagista mudar de posio para o outro lado.
      Em casos especiais ou sempre que o massagista queira aplicar uma massagem mais 
completa, poder ainda tratar dos ps. Contudo, as operaes sero melhores quando 
feitas com o paciente sentado, descansando o p sobre a coxa do massagista, ou com o 
paciente deitado sobre as costas. Por isso, ver adiante.

      Nuca e dorso:

      Comear com o afloramento em ziguezague, de cima para baixo, primeiramente 
sobre a musculatura do lado direito, mediana e lateral. J se disse que esta massagem 
tambm pode ser feita com o paciente sentado e sobretudo quando se alia a massagem 
especial do tecido conjuntivo (ver adiante). Continuar com a malaxao e frices 
circulares com as mos ou os dedos. A malaxao e o amassar so feitas de baixo para 
cima, assim como a frico em pente, com os ns dos ossos dos metacarpos ou 
falanges. Mas as fibras oblquas dos msculos grande e longo dorsais e sobretudo o os 
da espdua so tratados circular ou elipticamente. Existem muitas variaes das 
manobras que o massagista j conhece e que pode escolher conforme seu gosto e sua 
vontade. Lembramos neste captulo apenas as manobras fundamentais. Assim, o 
massagista no esquecer a frico da chamada passagem a ferro, isto , com as 
costas das mos transversalmente sobre todo o dorso.
      Segue-se a massagem por percusses com a palma da mo em conxa, de fora para 
dentro at  coluna; o amassar com os dedos juntos ou abertos (sobretudo nos espaos 
intercostais), a percusso com as pontas dos dedos. No esquecer a frico sobre as 
cristas ilacas, a partir da coluna, de dentro para fora.

      Ver adiante a massagem especial de ps, pernas, costas e nuca, pois ser mais 
pormenorizada e cuidadosa do que a massagem geral incluindo as mesmas partes.

      Regio gltea:

      No final da massagem das costas, e a seguir s frices sobre as cristas ilacas, 
fazem-se afloraes e frices circulares sobre a parte superior das ndegas, desde o 
sacro at aos trocnteres. Segue-se a ptrissage em todas as formas, a presso com a 
base da mo, sacudidelas e percusses com os punhos e as palmas das mos.

Com as costas para baixo:

      Coloca-se uma almofada debaixo da nuca e cabea e outra nas cavidades dos joelhos 
do paciente, a no ser que a musculatura abdominal seja muito flcida. Uma toalha 
cobre as partes genitais. O massagista est do lado contrrio da parte a tratar.

      Membro inferior:

      Analogamente  massagem da parte posterior, o massagista procede com a parte 
anterior da perna e coxa. No entanto, na regio anterior da perna h menos musculatura 
e  preciso tratar separadamente o tibial e o peroneal. Os flexores dorsais da perna, os 
flexores da coxa (sobre a anca) e os adutores e abdutores so tratados com frices 
circulares dos dedos ou s do polegar, com a malaxao, com percusses (cuidado com 
a crista da tbia) e com agitaes da musculatura entre polegar e dedos. Finalmente toda 
a extremidade  rolada entre ambas as mos e a seguir abanada segurando o p elevado. 
As manobras so feitas desde o p at  espinha ilaca. Especial ateno deve se 
prestada  fenda entre os adutores e o quadricpede, pois a correm os vasos. 
Favorecemos a circulao com presses. Chamamos tambm a ateno do leitor para o 
facto de haver muitos massagistas que preferem tratar a perna, dobrando um pouco o 
joelho do paciente e com o p assente sobre a mesma. Tambm h massagistas que na 
posio do paciente em decbito ventral no mudam de posio durante a massagem, 
ficando sempre do lado esquerdo, favorecendo deste modo a tcnica no tratamento do 
ventre.

      Ventre:

      A massagem abdominal inicia-se com afloragem e frices circulares da direita para 
esquerda, no sentido horrio. Os movimentos podem comear em espirais em volta do 
umbigo alargando-se pouco a pouco para fora. Seguem-se presses com as bases das 
mos, procurando conduzir as operaes a partir do tronco do massagista que transmite 
os movimentos dos seus ombros aos braos e s mos. Estas nunca devem ser 
levantadas ou empurradas para dentro do ventre do desportista. Fazem-se algumas 
presses (10 a 20) alternando as mos. Continua-se com o apisoar e amassar da parede 
abdominal, pois na massagem geral o massagista deve-se preocupar mais com o estado 
geral da musculatura do que com os intestinos. Em todo o caso algumas frices 
circulares em profundidade pouco mais tempo roubam ao massagista. A massagem  
concluda com percusses e vibraes, podendo estas ser feitas por meio de aparelhos 
elctricos. Quando se trata de pessoas gordas, as manipulaes com as costas das mos 
aplicadas sobre os rectos anteriores e a musculatura abdominal lateral devem ser 
especialmente enrgicas.
      Repetimos que o desportista deve respirar calmamente pela boca ligeiramente aberta 
e no deve falar.

      Trax:

      A massagem do peito  feita com o desportista sentado. Todas as manobras so 
permitidas, fazendo-as conforma a sequncia geralmente adoptada: afloragem, frico, 
presso, malaxao (aplicando mais os dedos do que toda a mo), percusso e vibrao. 
Durante o amassar, os tendes dos peitorais no devem ser esquecidos e as vibraes 
so feitas com as pontas dos dedos sobre os msculos intercostais assim como contra 
todo o trax. Finalmente, procede-se  agitao de cada o ombro.
      Querendo aplicar uma massagem mais pormenorizada, o leitor deve estudar e 
praticar a tcnica referida no captulo da massagem parcial (ver, a tambm, Massagem 
respiratria).

      Membro superior::

      Na massagem de braos e mos, o massagista fica do mesmo lado, elevando 
levemente com uma das mos o brao a tratar. As operaes so feitas primeiramente 
do lado dos flexores e depois dos extensores, procurando sempre a continuao 
respectivamente at  axila, ou at ao ombro. O rolar  uma manobra til sobre o 
deltide, assim como o amassar, o que se consegue quando se abre o brao um pouco 
para o lado. Tambm deve ser feito o rolar do brao entre ambas as mos. No devemos 
esquecer a agitao final do brao todo.

      Final:

      Qualquer desportista ou paciente gostar ainda de mais algumas afloragens ou 
mesmo frices longitudinais feitas, de frente e de trs, dos ps  cabea.


Anexo

A massagem aplicada aos diversos desportos

Atletismo:

      (Corridas, salto, lanamento, alpinismo)

 preciso actuar sobretudo nos msculos das pernas, ombros e coxas assim como nos 
extensores da coluna vertebral e ainda sobre a regio lombo-sagrada. No esquecer o 
tendo de Aquiles! As articulaes entre p e perna, os tornozelos e o dedo grande 
requerem especial cuidado.

Tnis, andebol, esgrima, levantamento de pesos:

      A massagem considera os msculos de braos e ombros, toda a regio dorsal e 
sobretudo os msculos respiratrios. No tnis, ainda as pernas.

Natao:

      Temos de proceder em primeiro lugar sobre os msculos intercostais, da nuca e os 
dorsais pelo que tambm recorremos  massagem respiratria. Os msculos da nuca, 
coxa, da regio lombar, o tricpede do brao e os msculos do antebrao exigem a 
ateno do massagista.

      Ciclismo e equitao:

Temos de preocupar-nos sobretudo com o quadricpede crural, os msculos lombares e 
da barriga da perna. Tambm os tecidos das ndegas devem ser trabalhados, pois a 
bicicleta molesta-os bastante. Afinal tambm os msculos da base do polegar e do dedo 
mnimo necessitam de frices. Visto que o ventre est comprimido, tambm os seus 
msculos e at os intestinos precisam de algumas manobras de massagem.

Esqui e patinagem:

      Os msculos que precisam ser trabalhados especialmente so os posteriores dos 
ombros, o tricpede do brao, o quadricpede da coxa, os adutores e flexores da barriga 
da perna e as articulaes do p e joelho.

Remo:

       lgico que tanto as pernas como os braos e a regio lombar, incluindo as costas 
reclamam operaes masoterpicas enrgicas de toda a espcie.

Futebol, boxe, luta, rguebi, hquei:

      So desportos que requerem o trabalho em todo o corpo. No futebol, imediatamente 
antes da competio, so tratados os msculos do p, barriga da perna e coxa, includa a 
regio lombo-sagrada. Tambm os msculos em volta da espdua demandam toda a 
nossa considerao. Durante os intervalos, do boxe, o desportista sentir-se- muito 
confortado com a massagem rpida dos msculos da barriga da perna (ligeira frico, 
presso, percusso e agitao). Ainda curta frico de trax, braos e espduas. No 
esquecer finalmente presses sobre as cartilagens e msculos nasais.

Massagens das zonas reflexogneas

      Chamam-se tambm zonas segmentares ou metamricas ou de Head. H vrias 
espcies e tcnicas da massagem, digamos, reflexognea, conforme o ponto de vista 
terico que cada autor adopta. As manipulaes de todas as escolas pretendem 
influenciar os rgos atravs da pele, pois nesta, geralmente a das costas, encontram-se 
as ditas zonas como reflexas de funo (insuficiente) dos rgos internos. Existem 
autores que julgam a pele responsvel de certas disfunes orgnicas; outros vem a 
causa primria nos rgos; e outros colocam a coluna vertebral no centro dos sintomas 
patolgicos (escola da espondiloterapia e quiroprtica)(.
      H as mais  diversas designaes para o que se apalpa nestas zonas. Muller e 
Hartmann falam de gelose (Hartspann) motivada por influncias constitucionais, 
infecciosas, reumticas, traumticas, ou meteorolgicas sobre a pele (frio). D-se uma 
transformao da qualidade eucolodial da pele, passando as clulas mesenquimatosas do 
estado qumico do sol a um estado patolgico chamado gel. Resulta da um 
desequilbrio dos cidos edas substncias bsicas alcalinas.
      Tambm se empregam termos como fibrosite, aponevrite, paniculite e celulite, 
exprimindo mais ou menos o mesmo. Especialmente na celulite, trata-se de um 
empastamento, em geral simptico, esponjoso e proveniente de estagnaes de linfa, 
gua e gordura acumuladas (exsudado no inflamatrio). Em volta existe hipotomania 
tecidular e vasomotrica. Nos lugares afectados, o massagista apalpa perfeitamente 
pequenas contraces do tecido subjacente at ao hipertono muscular circunscrito. 
Existe neste ponto uma hiperalgesia superficial,, quer dizer, o paciente acusa com dor a 
presso feita sobre o tecido conjuntivo cuja tenso est aumentada. Nem  preciso 
servir-se de um alfinete, pois geralmente basta o dorso da unha. As mais sensveis 
destas durezas encontramo-las sobre o perperisteo. Portanto, esta diminuio de 
elasticidade  palpvel,  medvel por um elastmetro e  visvel, pois neste lugar pois 
existe uma pequena covazinha a que os alemes chamam Delle, visvel  incidncia 
de boa luz nas costas do paciente sentado. Veja o leitor no desenho junto em que zonas 
as retraces so visveis a olho nu. Nos bordos da cova encontramos sempre 
tumefaco.
      A prega cutnea levantada  tambm um pouco mais grossa de consistncia, sendo o 
tecido circunjacente mesmo inchado.
      As zonas cutneas so verificadas pelo exame da pele a respeito de tacto, 
presso,calor e frio; as zonas musculares so apalpadas pelo hipertono das fibras; e as 
zonas de alterao do tecido conjuntivo so analisadas pelo exame da tenso (colagem) 
entre cute e subcute (casos agudos) ou entre subcute e fscia (perturbaes funcionais e 
orgnicas, crnicas). Desde j seja mencionado que essas zonas podem ser 
clinicamente mudas, quer dizer, expresso apenas de fraqueza vegetativa, sem 
correspondncia orgnica.
      Estas zonas de alterao do tecido conjuntivo  semelhana das zonas cutneas, 
musculares e peristicas esto em relao nervosa e reflexognea com os respectivos 
rgos, vasos e nervos (por isso, fala-se em zonas segmentares), mas aquelas ainda 
gozam da preferncia de se encontrarem em interdependncia mtua, umas com as 
outras, at distantes (por isso veremos adiante: na massagem especial do tecido 
conjuntivo trabalha-se em primeiro lugar em zonas inferiores, quando se pretende 
influenciar mais cranialmente.
      O diagnstico  feito apalpando a dureza entre ctis e subctis ou entre esta e a 
fscia. Para verificar se a subctis pode ser deslocada contra a camada subjacente, os 
dedos devem ser flectidos em 60 graus. A prega da pele, normalmente, pode ser 
levantada da fscia num ngulo de 90 graus. Sendo  como veremos  a tcnica 
diferente na massagem das zonas cutneas e das zonas entre tecido subcutneo e fscia, 
j avismos o leitor que as durezas sobre a fscia no desaparecem completamente e 
apenas diminui a sua tenso e, consequentemente, a sua repercusso no sistema nervoso 
vegetativo. Na palpao do tecido conjuntivo trata-se, portanto, da possibilidade de 
deslocao, independentemente da consistncia do tecido subcutneo. Esta importa 
essencialmente na determinao da tenso. Quando o tecido subcutneo por mole, 
devido  falta de lquido, pode ser deslocado ainda, mesmo com tenso forte. Quando 
for duro demais, por ser rico em gua e linfa, com tenso medocre, j h diminuio da 
possibilidade de deslocao. Da transformao da pele resultam prejuzos da circulao 
sangunea e linftica, assim como da funo nervosa e muscular e  segundo alguns 
mestres  da funo dos rgos internos  os quais seriam a sua zona especial 
reflexognea. Alm destas zonas fixas toda a gente evidencia ainda zonas individuais.
      Aqueles autores julgam que os rgos sofrem secundariamente, porque no se 
encontram neles alteraes histolgicas e patolgicas e porque a massagem especial 
sobre aquelas zonas cura os sintomas destes rgos. Fala-se em reflexos cutivescerais 
(Dittmar). Ao invs, a conexo dos nervos sensitivos (que dos rgos ascendem  
medula e desta em direco ao crebro) com os nervos simpticos e com os nervos 
cutneos dos segmentos dorsais, leva-nos  hiptese de haver tambm reflexos viscero-
cutneos. Head descreve especialmente as perturbaes da sensibilidade nestas zonas. 
Mackenzie fala de rigidez muscular localizada. Os acupunctores aSouli de Mourant e 
Weihe, assim como os curadores da multissecular acupunctura chinesa, possuem um 
esquema extenso de pontos dolorosos. Dicke-Leube e Vogler encontraram alteraes 
tpicas, quer no tecido conjuntivo, quer nas cartilagens ou nos ossos. Nesta 
conformidade de ideias, no  admitida a dor directa da pele, mas sim uma projeco a 
distncia dos rgos at  pele, via nervosa.  esta a opinio da moderna neuropatologia 
e da neuralterapia, tambm chamada segmento-terapia, a qual designa a massagem 
reflexognea como interveno no vegetativo.
      Para saber em que consiste a massagem especial dos segmentos, a que chamam 
dermatoma, o massagista deve lembrar-se do que elabormos no captulo III acerca da 
diferena entre miogelose e hipertonia muscular. Necessariamente, a tcnica a adaptar 
numa e noutra alterao ser diferente. Na acupunctura ou ignipuntura dos chineses 
(tratamento com agulha de prata e ouro ou com ervas incandescentes chamadas moxas), 
o tratamento da gelose e do hipertono  igual, constituindo sempre em igual aplicao 
sobre dois milmetros hipersensveis do chamado meridiano cutneo dos chineses. Na 
massagem tanto da miogelose como do hipertono, as manobras principais consistem na 
frico circular e na vibrao. As frices sero leves ou mais enrgicas, com o nmero 
de oscilaes de 2 a 15Hz. Deve alcanar-se a normotonificao atravs da destonizao 
que pode ser medida no elastmetro e fixada no grfico em electromiogramas. Quando 
h miogelose e hipertono associados, trata-se este em primeiro lugar, aumentando logo 
o tono tecidular, verificando-se alteraes humorais favorveis na periferia e melhoria 
da funo orgnica, influenciada atravs dos arcos nervosos reflexos.
      Lembramo-nos de que a miogelose tem causa humoral, ao passo que o hipertono  
condicionado pela alterao nervosa, significando esta defesa muscular uma 
proteco, isto , faz abrandar o movimento, por exemplo, numa artrose articular. 
Apalpando o hipertono, a mo analisa uma fina contratenso, ao passo que na miogelose 
se apalpa uma massa compacta, respondendo com dor picante (no hipertono, a dor de 
palpao  mais obtusa) e permanecendo na anestesia geral.
      A massagem da miogelose difere da massagem do hipertono; neste, pretendemos o 
afrouxamento do msculo, o que se consegue com ligeiras malaxaes, vibraes 
circulares e sacudidelas rtmicas; naquela, queremos dispersar, espalhar, dissolver, 
triturar e destruir, recorrendo ao amassar e beliscar, ao aflorar com traco e  frico 
rotatria.
      Em todo o caso no hipertono a vibrao manual produz a melhor e mais rpida 
detonizao.

A massagem do rolar, segundo Hartmann:

      Trata-se de frico enrgica rotatria, desfazendo as durezas.

A massagem do beliscar, segundo Kibler:

      O autor recomenda apanhar a pele onde se apalpem durezas dos chamados pontos 
maximais e em conjunto com tecido subjacente, agarrado em forma de pina, entre 
polegar e indicador.

A massagem do tecido conjuntivo, segundo Leube-Dicke:

      De todas as massagens citadas, esta  a mais praticada nos pases de idioma 
germnico. Ao passo que na massagem clssica do amassamento as manobras em si so 
da periferia para os centros, embora na escolha sucessiva destas manobras se proceda  
dos centros para a periferia (por exemplo, na isquitica para libertar as razes de que 
nasce a corrente dirigida em direco do tronco descendente), na massagem do tecido 
conjuntivo vale a divisa fundamental: nunca atacar logo directamente as zonas!  
preciso fazer massagem construtiva (Aufbau), comeando com passes no dorso, alguns 
2-3 cm. Lateralmente da margem do sacro (esta regio, na origem de dores de cabea 
pode ser to importante como ps frios ou chatos).
      A razo desta massagem construtiva encontramo-la na anatomia, fisiologia e 
ontologia. A conduo (reaco vegetativa) entre rgos internos e receptores do 
retculo cutneo terminal faz-se atravs do sistema nervoso das paredes dos vasos, do 
nervo grande simptico e dos cornos laterais da medula espinhal. Visto que estes se 
estendem apenas desde o 8. segmento cervical at ao 2. lombar e ainda a partir do 2. 
sagrado para baixo, as zonas reflexogneas dos rgos internos s no tronco podem ser 
encontradas. Ainda visto que o tecido paravertebral, situado sobre o msculo erector do 
tronco, encontra as suas conexes nervosas vegetativas desde o segundo at ao 
duodcimo segmento toracal, mas o tecido dos lados laterais das costas, situado sobre o 
msculo grande dorsal, ontoloogicamente ser em relao com os segmentos cervicais 1 
at 7, percebe-se que apenas as manipulaes no tecido conjuntivo paravertebral gozam 
de efeito sobre os rgos internos. Por esta razo, o massagista manobra sobre a regio 
sagrada e a parte baixa das costas.
      O paciente est sentado, com o dorso relaxado. O massagista fica  esquerda e com 
a mo direita trata o lado direito do paciente; mas tambm pode actuar com a outra mo.
      A massagem no emprega fora de fora para dentro, mas  tangencial, paralela  
superfcie da pele. O trao digital  feito com a musculatura relaxada, ao longo das 
formaes de fenda do crion e das fibras musculares. Os dedos, por assim dizer, so 
arrastados por detrs da mo precedente, ajuda por uma aduo da articulao do 
ombro.
      Nesta talvez melhor forma de teraputica segmentria, a palpao atravs do 
msculo  feita com vantagem transversalmente s suas fibras e contra uma firme 
resistncia subjacente (por exemplo, a crista ilaca ou a outra mo do massagista).
      Para deslocar uma prega da pele, isto , para desprender esta da sua base e para 
ento proceder  manobra da massagem (trao), os cantos cubitais das pontas do 3. e 
4. dedos ou dos polegares (sobre o sacro) ou ainda estes em posio semelhante  de 
uma agulha de injeco, promovem uma frico, cada vez com mais presso, para os 
lados. A direco dos traos, segundo Kohlrausch,  de vital importncia. Quando a 
pele  flcida, a outra mo ajuda a estic-la. Tentando empurrar a prega, chamamos  
manobra do rolar, o que se torna doloroso. Mais forte  a frico com os dedos em 
posio de gancho (Anhakgriff dos alemes), feita transversalmente ao msculo e 
para agarrar a fscia.
      A primeira frico de gancho  feita 2 a 3 cm lateralmente da margem do sacro, 
prximo da prega anal, e em direco oblqua ao sacro (ver figura). A segunda manobra 
procede mesmo junto ao sacro e para cima at  articulao sacro-ilaca (ver figura). 
Esta manobra  dolorosa e, quando mal feita, causa dores de cabea. Segue-se, em 
terceiro lugar, o trao feito com a ponta dos polegares agarrando o sacro e friccionando 
at  quinta vrtebra lombar (ver figura). Como quarta manipulao faremos o trao 
alguns 3 a 4 cm abaixo da crista ilaca perpendicularmente para cima at  crista (ver 
figura) e 5 a) do meio desta dum lado transversalmente at ao ventre e 5 b) do outro 
lado para a 5. vrtebra lombar (ver figura). A outra mo pode fazer uma contraco. Na 
6. manipulao, a mo alcana por baixo o lado da ndega e os dedos agarram o lado 
interno do troqunter, puxando pele e fscia longitudinalmente sobre a coxa (ver figura). 
        Na 7. manipulao, o paciente pe a mo na cabea e segura o cotovelo 
firmemente para baixo. Os dedos agarram o grande dorsal (latissimus dorsi) pouco 
acima da crista ilaca e fazem o trao teraputico em direco  coluna vertebral (ver 
figura). Na 8. manobra, os dedos agarram o ngulo lateral inferior da escpula e 
procedem  traco at  margem interior (ver figura). Na 9. manobra, os dedos 
continuam at  espinha dorsal da escpula, isto , na margem mediana; a outra mo faz 
contraco (ver figura). Como 10. operao, conhecemos a frico que comea sobre a 
12. vrtebra dorsal e vai para o lado e para a frente at  apfise xifide do esterno (ver 
figura). A 11. manipulao consiste na traco desde a margem do grande dorsal at  
margem lateral do erector do tronco (ver setas da figura). Segue a 12. operao feita 
por passes sucessivos paravertebralmente, isto , 2 a 3 cm ao lado das apfises 
espinhosas, comeando ao lado da 5. vrtebra lombar (ver figura). 13., agarrar a 
subctis entre a linha axilar anterior e posterior do trax, puxando para cima (ver 
figura). 14., segue a manobra sobre o lado do erector do tronco deslocando a fscia at 
 coluna vertebral (ver na figura as setas do lado esquerdo do trax. 15., debaixo do 
trao anterior faz-se outro sobre o tringulo lombar (ver setas oblquas do lado esquerdo 
do trax). Ento procedemos s manipulaes sobre a face anterior do tronco. 16., 
comeando na linha anterior da axila, sobre o arco das costelas inferiores, os dedos 
seguem at ao bordo lateral do recto anterior do abdmen e at  apfise xifide (ver 
figura(. 17., os dedos em posio de gancho sobre o ventre, a uns 2 a 3 cm distantes da 
crista ilaca, sobre a qual se manobra (ver figura). 18., tcnica sobre a margem lateral 
do recto anterior do abdmen cuja fscia  puxada at  margem mediana (ver figura). 
19., 20. e seguintes, seguem traos sobre as coxas (fscia lata), os ps, os braos e as 
mos, o pescoo, a nuca e a cabea.
      Quando a massagem  bem feita, atinge de facto o tecido intersticial e as resistncias 
duras da fscia (cada trao de 20 cm dura 30 segundos). O paciente notar depressa uma 
dor cortante que  a expresso da resposta reflexognea perfeita do sistema vegetativo. 
A dor depende do tono do tecido e do tempo da frico. Finda a manobra, no resta dor. 
Se o paciente ainda sente presso, reagiu mal e deve ser tratado mais abaixo.
      Quando a dor no  cortante, mas de presso desagradvel, trata-se de 
angioespasmos (contraces dos vasos) ou de errada ligao no sistema nervoso 
vegetativo.
      Mencionamos ainda que a pele exterioriza forte demografismo (vermelhido e 
ppulas como na urticria). Apenas quando o paciente tem tendncia a espasmos 
vasomotores, o demografismo no se d. Geralmente, apenas com ntido demografismo 
e ntida dor cortante se pode garantir uma verdadeira destruio da gelose (gelotripsia). 
Muitas vezes, o paciente reage com suor, vontade de vomitar e at com desmaio. 
Quando a reaco do demografismo e da sensao cortante no se d nas primeiras 
sesses (s vezes apenas com a 4. ou 5. massagem),  sintoma de infiltrao macia do 
tecido, pelo que o dedo nem chega at ao plexo vascular subpapilar.
      Portanto, repetimos: ao contrrio de outras tcnicas destinadas  mesma finalidade, 
Leube-Dicke poupam os pontos maximais e empregam mais traco. Os massagistas 
desta escola afastam-se dos outros e sobretudo dispensam as manobras dos 
neuroteraputas, tais como injeco de novocana, ar e outros produtos nas zonas 
segmentares, gelopunctura, acu e ignipunctura, venosas, custicos, ondas curtas, 
emplastros, moxas, etc.  todas aproveitando o reflexo cutivesceral. Os massagistas que 
preferem espetar agulhas dentro das geloses, procedem s traces e frices em volta 
da agulha no lugar.
      Deve o aprendiz-massagista dedicar-se bem ao estudo desta massagem do tecido 
conjuntivo.  feita  parte e nunca dentro de uma massagem geral. O sucesso no 
tardar e os pacientes aps 10 a 12 massagens (duas a trs por semana) sentir-se-o 
bastante aliviados, repousando meia hora aps cada sesso.
      Visto que as geloses pioram com o estado neurastnico,  massagem deve aliar-se 
sempre um tratamento psquico: relaxe, psicoterapia, treino autogneo, etc.
      A reaco nervosa, parassimptica (suor, palpitaes, espasmos) e a outra humoral 
(fadiga) obrigam para um descanso prolongado aps esta massagem.

A massagem dos pontos nervosos, segundo Cornelius:

      Este tipo de massagem tambm tem os seus adeptos e a sua indicao teraputica. A 
designao de pontos nervosos no  feliz, pois, segundo o seu autor, as durezas, no 
muito bem limitadas, representam restos de afeces artrticas e txicas.
      Visto que  diz e observa Cornelius  os afloramentos leves so muitas vezes 
desagradveis e mesmo dolorosos (os hipersensveis at toleram melhor passagens 
centrifugais, obedecendo-se deste modo  acupunctura dos meridianos centrifugais dos 
chineses), e visto que as massagens longas e at ligeiras excitam mais e trazem menos 
efeito do que curtas e enrgicas, Cornelius elaborou uma tcnica mais vigorosa. Em 
primeiro lugar, actuando com leve presso sobre os troncos nervosos, certifica-se da 
sensibilidade do paciente. Encontrando pontos dolorosos, denominados pontos 
nervosos, regista-os num esquema impresso. Ento so tratados, alguns pontos em 15 
minutos. A dor diminui quando a massagem, segundo Puttkammer, for mais distribuda 
sobre uma maior superfcie cutnea, quer dizer, quando se procede a frices em dois 
stios. H ainda quem antecipadamente aplique ar quente ou raios infravermelhos.  
preciso trabalhar com especial cuidado quando o paciente estiver sob drogas meio-
relaxantes ou sob calmantes gerais. A frico consistindo num rodar depressa e forte 
com a polpa do dedo rgido e ligeiramente esticado,  crescente e decrescente, seguindo-
se uma afloragem leve Trabalhar sempre s com as articulaes digitais e da mo. 
Existem pontos individuais e predilectos gerais, situados nas zonas segmentares 
(dermatomas) cervical 4 e dorsais 5-9, para afeces do estmago; dorsais 7  lombar 1, 
para disfunes cardacas; dorsais 9-11, para o intestino delgado; dorsais 11-12 (lado 
esquerdo), para o intestino grosso); dorsais 5-10 (lado direito), para o fgado; dorsais 10, 
lombares 1 e 2, para os rins. A diarreia  especialmente atacada no segmento dorsal 10, 
a priso de ventre, no dorsal 12 e lombar 1; o ataque cardaco, no cervical 3, por detrs 
da apfise mastidea; o catarro bronquial, de cervical 3-5, o asma, de cervical 3-8, sobre 
o nariz e o recto abdominal; etc.
      Cornelius recomenda 4 a 5 massagens semanais, interrompendo, aps 4 semanas, 
para recomear 14 dias depois. Quando aps as primeiras manobras, se der uma crise, 
pode esta ser considerada curativa.
      Agora que o massagista j tomou conhecimento com vrias tcnicas da massagem 
das zonas reflexogneas, aconselho-o, na sua prtica diria, a adoptar uma ou outra, 
conforme os casos. A sua experincia o guiar.

Massagem do peristeo, segundo Vogler:

      Trata-se de movimentos rtmicos puntiformes, rotatrios e vibrantes, crescentes e 
decrescentes, durante 2-5 minutos sobre a pele ssea ou o pericndrio, peitos sob 
presso, com as pontas dos dedos, colocados quase em ngulo recto. Os msculos 
subjacentes so desviados para o lado. Muito favoravelmente reagem as dores de cabea 
motivadas por durezas na calota craniana, em volta dos temporais e do formen 
occipital at s transversais das vrtebras cervicais. Vogler encontra em muitas doenas 
reflexos no peristeo e pericndrio circunscritamente inchados, no crnio, nos arcos 
costelares, na apfise xifide, na omoplata, no esterno, na bacia, na coluna lombo-
sagrada, nos cantos da bacia, etc. Resulta uma excitao sensitiva conduzida, atravs da 
medula, at ao tlamo e ao crtex cerebral.

Massagem do nariz, segundo Fey:

      Na reflexoterapia e da simpaticoterapia conhecemos a influncia de certos 
tratamentos endonasais na funo orgnica (dismenorreia, asma, neurose (gstrica e 
cardaca, espasmos, etc.). Passa-se com um estilete com um pouco de algodo embebido 
em gua ou em vaselina lquida sobre a mucosa dos antros nasais, procurando fazer 
movimentos vibratrios at  parede posterior do nariz, isto de dois em dois dias, 
durante um minuto de cada vez. O nariz tambm pode ser massajado por fora. Convm 
que o paciente zuna um m ou n.

Massagem do mesnquima

      A massagem do mesnquima, segundo Seligmann, baixa a presso do lquido 
cefalorraquidiano. Os dedos, sempre em contacto com a pele craniana, procedem a 
frices desde a raiz do nariz at  nuca, sobretudo por detrs e abaixo das orelhas. 
Ainda com pequenos empurres, a calote  deslocada contra a abbada craniana. Enfim, 
a coluna cervical  bem esticada, aplicando as manobras de Naegeli. Ento  feita a 
malaxao da musculatura da nuca e uma presso rtmica das imediaes da cisterna 
magna.

Massagem ginecolgica (abdominovaginal)

       tambm chamada massagem de Thure Brandt. A paciente  deitada numa 
marquesa, com o tronco um pouco reclinado. Evidentemente, tambm serve um div, 
dobrando os joelhos e apoiando os ps. A mo esquerda trabalha por debaixo da perna 
direita da paciente. Os segundo e terceiro dedos do massagista  geralmente, mdico  
so introduzidos na vagina e tocam o tero. A outra mo que trabalha fica em cima do 
ventre. A mo interior agarra bem o colo do tero ficando o indicador em contacto com 
o fundo vaginal e o mdio com o colo, empurrando-o para trs e cima, uniformemente. 
A mo direita procede com frico, presso e vibrao, puxando os rgos bem para a 
frente (ver figuras). Esta tcnica consegue desfazer aderncias, fornecer melhor 
irrigao ao rgo e fortificar-lhe a musculatura e os ligamentos (til no prolapso e na 
retroflexo).
      Tambm se fazem massagens abdomino-rectal e ventre-recto-vaginal (ver 
Massagem Mdica).

Massagem da grvida

Deve ser realizada a partir do 4. ms da gravidez e pode prolongar-se at ao comeo do 
ltimo. Se primeiramente pode ser mais profunda, atingindo a prensa abdominal, nas 
ltimas semanas, devido  fora das circunstncias, ser mais superficial. No entanto, 
ainda actua, favorecendo o parto e sempre mais, desde que acompanhada de exerccios 
de ginstica e relaxe (parto sem dor). Na massagem, os msculos do pavimento plvico 
no devem ser esquecidos e to-pouco os msculos dorsais. Ligeira massagem, 
sobretudo afrouxamentos, beneficiam a circulao nas pernas e evitam varizes.


Massagem no pueprio

      Nos primeiros dias, a parturiente far apenas exerccios de ginstica abdominal e das 
pernas. A partir da 2. semana, o ventre j tolera afloramentos leves sobre o centro e 
ligeiros amassamentos nos lados. A jovem me sente-se muito bem com massagens de 
costas, braos e pernas.


Massagem da prstata

 geralmente feita por um mdico. Pode ser feita com o paciente virado de costas para o 
massagista, mandando-lhe dobrar tronco e joelhos, ou com o doente deitado e com as 
pernas dobradas igualmente. O indicador do massagista procede, durante 3 a 5 minutos, 
a movimentos circulatrios e vibratrios, actuando com ligeira presso, conforme as 
necessidades.  preciso cuidado para que no provoque uma epidimite (inflamao de 
um rgo anexo ao testculo).


Massagem das amgdalas

       feita pelo massagista, Mas geralmente pertence  automassagem. O indicador, 
munido de uma dedeira embebida em sumo de limo e metido na boca, procede a 3 a 5 
rotaes sobre a amgdala do lado contrrio. Este tratamento pertence  teraputica 
profilctica de Roeder, que tambm se serve de um aparelho, espcie de ventosa, para, 
semanal ou bissemanal ou mesmo mensalmente, chupar as amgdalas, reduzindo desta 
forma o tamanho do rgo, libertado de pus acumulado nas cristas amigdalinas.


Massagem do corao

       muitas vezes utilizada para salvar a vida em casos de paragem sbita do corao. 
A mo direita  colocada sobre o centro do trax e a esquerda acima da outra. H quem 
manipule s sobre a apfise xifide do esterno. O massagista far uma presso sobre o 
esterno em ritmo cadenciado de 45 manobras por minuto. Procedendo a esta manobra 
ser coroada da restaurao da pulsao. Em caso de paralisao simultnea da 
respirao, o mtodo pode ser apoiado insuflando ar boca com boca, atravs de um 
leno (20 vezes por minuto) ou, modernamente, por um aparelho. Tambm rpidas 
percusses sobre a parte muscular e ssea das costelas podem trazer bom sucesso.
      Na sncope, como ltimo recurso, o cirurgio ainda poder proceder  massagem 
directa sobre o miocrdio.
      Tambm se faz massagem sobre o corao que mantm a sua funo, embora 
acelerada (palpitaes, taquicardia). Neste caso, a massagem precordial dever acalm-
lo. Para isso, a polpa dos dedos proceder a afloramentos circulares, muito lentos, sobre 
a regio cardaca. Insignificantes vibraes com as pontas digitais podem findar a 
massagem aps 10 minutos. Outros tratamentos quinesiterpicos, tais como ginstica 
respiratria e massagem abdominal e mobilizaes passivas das extremidades, podem 
acompanhar esta massagem precordial.


Massagem dos olhos

      Dividimo-la em massagem dos anexos dos olhos e do globo ocular.
      As plpebras com glndulas, mucosa e msculos e ainda o aparelho lacrimal tm 
tratamento por massagem em caso de blefarite, quistos, terol, furuncolose repetida, etc. 
Antes da massagem, instalar umas gotas de cloridrato de cocana a 1%. Depois levantar 
o globo palpebral e comprimir por dentro, seguindo-se a aflorao por fora. Contra as 
afeces dos msculos, entre eles a paralisia e a ptose palpebral, fazem-se, alm de 
afloramentos de baixo para cima, beliscamentos ligeiros. Podem ainda fazer-se frices 
circulares que so bem toleradas. Igual procedimento se pode fazer sobre o saco 
lacrimal.
      O globo ocular admite presses, em caso de conjuntivite, equimoses (pequenas 
hemorragias) e afeces crnicas da crnea. Em todas as outras doenas do globo 
ocular, as frices devem ser feitas por fora e em vrias direces oblquas (raios de um 
crculo), mas, nas parsias musculares, em sentido longitudinal, a partir do centro para a 
periferia. Contra-indicao: glaucoma (presso intra-ocular aumentada) e deslocamento 
da retina.


Massagem esttica

      Ser aplicada sobretudo s senhoras. No entanto, h tambm cavalheiros um tanto 
vaidosos que se sentem desgostosos com as rugas da cara.
      A massagem esttica tem em vista a pele e os msculos da cara, do pescoo e 
tambm da nuca; a regio dos peitos e as pernas (varizes). No captulo da massagem 
mdica encontraremos a tcnica da massagem esttica.
      No entanto, damos alguns conselhos:
      Toda a massagem tem por finalidade combater as rugas, tonificar a pele relaxada e 
os msculos flcidos, assim como dar  pele da face uma frescura juvenil. Qualquer 
manobra bem e diariamente exercida vale dezenas de vezes mais do que os mais caros 
produtos de beleza vendidos para uma eficiente maquillage.
      Como tcnica principal recomendamos em primeiro lugar a compresso das 
terminaes nervosas (aurculo temporal, mental, supra-erbitrio e zigomtico 
temporal).
      Seguem-se afloramentos com as polpas digitais. O sentido  centrifugal, quer dizer 
do centro da testa para os temporais, sobre o osso para fora, do lbio superior para as 
orelhas e do queixo para o ngulo do maxilar inferior. Depois frices pequenas e 
circulares no mesmo trajecto. Continuamos com beliscamentos em pina e com rotao 
tambm sobre a pele do pescoo, ondulando-a. Mais manipulaes em volta dos 
msculos redondos dos olhos e da boca e sobre o nariz. Quando quisermos tornar o 
nariz mais fino, procedemos com presses da ponta para cima e quando o paciente 
insiste num nariz mais pronunciado, as presses entre polegar e indicador sero feitas no 
sentido contrrio.
      A massagem dos seios depende do desejo de desenvolv-los ou enrij-los. 
Comeamos com a massagem indirecta sobre a parte anterior, superior e exterior do 
trax onde se manipula com afloramentos e frices. Os peitorais so amassados e 
beliscados a partir do bordo externo do seio at  axila, tendo a paciente o brao elevado 
por cima do tronco. Na frico directa, as polpas dos dedos abraam o seio, descrevendo 
raios, como que de uma roda, sempre para o mamilo. Assim o peito se tornar rijo e 
maior. No querendo desenvolv-lo em tamanho, a massagista a plica as mos dos lados 
e por baixo dos sovacos, apertando bem para a frente, actuando com presso sobre a 
gordura da espdua e regio lateral do seio. Segue-se com a massagem centrfuga desde 
o centro para a periferia, beliscando para comprimir mais gordura.
      Contra a calvcie, comeamos com afloramentos e mesmo frices por cima da 
cabea at  face e  nuca, tornando a subir com presses fortes e com beliscamentos 
em pina. Sobre todo o crnio, frices circulares e traces de vaivm, dedos contra 
dedos. Finalmente, percusses digitais.


. Massagem Mdica (Parcial)


      Evidentemente, j nos captulos anteriores estudmos bastantes pormenores que 
dizem respeito  massagem mdica. Em todo o caso completaremos agora a massagem 
geral com alguns dados especiais que o massagista deve observar, quando opera apenas 
sobre partes do corpo.
      A massagem parcial quase sempre  teraputica e curativa (Heilmassage dos 
alemes), embora  j o afirmmos  tambm a massagem esttica faa dela parte.


Cabea (calota craniana)

      O paciente est sentado e o massagista fica por trs dele. Para no puxar os cabelos, 
a mo deve ser colocada firme sobre a pele. A principal manobra consistir em frices 
circulares pouco extensas, deslocando bem a aponevrose, epicraniana contra a base 
ssea. Presses com as pontas dos dedos ajudam a desfazer geloses subcutneas e 
traces, com os dedos de uma mo contra os dedos da outra, puxando uma prega da 
pele, so frequentemente teis na cura de dores de cabea e enxaqueca. As 
manipulaes tambm so teis no tratamento da calvcie.  sempre conveniente 
trabalhar desde os temporais at ao meio do crnio ou a partir do occipital para o vrtice 
da cabea e para a espdua. A manobra chamada de cabeleireiro consiste em frices 
mais amplas, feitas com os dedos abertos e inclinados.
      Na massagem desportiva, trabalhamos sobre a cabea desde que haja contuses com 
hematoma. Aps aplicao de gelo, a compresso, ligeira percusso e vibrao so 
bastante eficazes.


Cara

      Esta massagem parcial faz parte essencial da massagem cosmtica. O paciente est 
sentado e o massagista  sua frente ou por trs. Este trabalha com uma mo e segura a 
testa do lado contrrio ou trabalha com ambas as mos, escolhendo a primeira 
modalidade, sempre que a pele frontal esteja muito flcida. Com o afrouxamento da 
pele, deslocada da base, esta fica mais elstica. As principais manobras consistem em 
afloramentos ou frices  mais enrgicas do que aqueles -, sempre digitais, a partir da 
raiz do nariz para os temporais; do nariz sobre o osso malar at s orelhas; com os 2. e 
3. dedos sobre o maxilar superior e os 3. e 4. dedos sobre o maxilar inferior, at s 
orelhas; sobre o maxilar inferior at  orelha; do meio da mandbula at ao queixo; do 
limite dos cabelos  plpebras e ao longo destas. Aps as frices horizontais e 
circulares, empregam-se as manobras do beliscar da pele apanhada entre polegar e 
indicador; a traco da pele com os dedos de uma mo contra os dedos da outra; ligeiras 
percusses e vibraes.


Pescoo

      Evitar presso sobre a laringe e o osso hiide. A cabea nunca deve cair para trs. 
Com as polpas dos polegares passar da zona retroauricular at s partes superiores das 
espduas. Evitar as clavculas! O esternocleidomastideo  apanhado em pina entre o 
polegar e o indicador e  amassado com ligeiras tores, no apanhando a veia jugular. 
No acabar antes de chegar ao esterno! Frices das costelas, debaixo da clavcula, 
seguem-se at ao acrmion. Depois fazer afloramentos em ziguezague e espirais dos 
maxilares at s clavculas, sem tocar nestas. Com os polegares por detrs das orelhas e 
os dedos nos maxilares, passar sobre as partes laterais do pescoo at ao bordo do 
msculo trapzio.
      A massagem do deltide  tratada no captulo Massagem do Brao (ombro).


Nuca

      O paciente apoia os cotovelos, descansando a cabea sobre os antebraos. O 
objectivo principal  a massagem do msculo trapzio e dos msculos profundos. O 
trapzio tem uma tripla direco das fibras. Friccionamos com as pontas digitais a partir 
do centro e da linha mediana do dorso at ao ombro (obliquamente); horizontalmente 
sobre o ombro; e da apfise mastidea por trs das orelhas at ao acrmion da espdua, 
voltando para cima com ligeiras rotaes. A seguir continua-se com malaxaes de 
apisoar e amassar. A frico da mo em pente, com os ns dos dedos, atinge muito bem 
a fscia profunda. As presses intermitentes apanham toda a musculatura, colocando-se 
a base do polegar dum lado e do outro os dedos. A massagem com os ns dos dedos 
atinge os msculos e a fscia profunda. Percusses em cutelo e palmadinhas fecham a 
massagem, no sem termos feito alguns afloramentos de cima para baixo.


Trax (costas)

      O paciente est deitado sobre o ventre, com os braos ao lado do corpo. Sob o peito 
e a testa colocamos uma almofada. O massagista pe-se sempre do lado contrrio  
regio a massajar para melhor tratar cada lado separadamente. Mas, geralmente, todo o 
dorso  massajado de uma vez e, por esta razo, usamos a seguinte tcnica: 
Comeamos, como sempre, com afloramentos, desta vez dos ombros at s cristas 
ilacas, (mais enrgicos so os afloramentos em ziguezague(. Quando as mos voltam 
para cima, viram-se e aplica-se a manobra a que os alemes chamam massagem de 
passar a ferro. Portanto, baixar as mos com afloramentos em ziguezague, voltar para 
cima com os dorsos das mos, fazendo isto 3 a 6 vezes. Seguem-se afloramentos ou 
frices em trs crculos, sobre as espduas, mais baixo sobre as costelas e mais baixo 
ainda, sobre a musculatura entre as costelas e a bacia. Chegando  crista ilaca, os dedos 
escorregam at aos lados laterais da bacia. Durante as rotaes usamos as pontas digitais 
simultaneamente com as bases das mos. Chegando s cristas ilacas, a frico 
horizontal at s espinhas ilacas pode ser feita com os 2. e 3. dedos para ento 
regressarmos com as costas das mos at aos ombros. Seguimos com afloramentos ou 
frices em espiral, sempre de cima para baixo, voltando da bacia para cima com a 
manobra do pente, mas em sentido oblquo para as partes laterais das costas. Ento 
continuamos com as malaxaes em todas as formas descritas no captulo das manobras 
da massagem. Amassamos e apisoamos sobretudo o msculo grande dorsal, a partir dos 
francos at aos bordos das axilas e depois o msculo trapzio. Mais afloramentos ou 
frices, desta vez horizontalmente sobre as costas, para dos lados at  coluna ou desta 
para fora tratarmos os msculos intercostais. Contudo, estes so melhor tratados ainda 
com pequenas frices circulares (comear pelos lados). Segue-se uma manipulao 
enrgica com a mo em pente, sobretudo aplicada sobre a fscia da nuca (cuja 
massagem geralmente est includa na das costas>). Durante esta operao, as mos que 
comeam em baixo vo afastando-se em leque uma da outra, para se voltarem a juntar 
em cima dos msculos rombides, entre as espduas. A mesma manobra  feita ao 
longo da coluna. Falta a musculatura das ndegas. Ela possui direco dupla de fibras. 
Por isso, proceder do grande trocnter do lado dorsal da coxa at ao sacro e da mesma 
origem para a crista ilaca (ver mais pormenores, na massagem da extremidade 
superior).
       massagem, digamos, vulgar das costas, gostamos de aliar a massagem indicada 
nas manipulaes das zonas reflexogneas. Por outras palavras, procurando os pontos 
maximais e pontos individuais dolorosos, Procedemos com frices circulares sobre 
os msculos das fossas, por cima e por baixo da crista ssea que divide a face posterior 
e da omoplata. Por cima dos rombides e por cima do msculo grande dorsal rolamos e 
modelamos com rotaes, assim como ao longo das apfises espinhosas de toda a 
coluna, procedendo a partir destas at s apfises transversas com pequenas rotaes no 
sentido contrrio aos ponteiros do relgio. Beliscando novamente o trapzio entre 
polegar e indicador,  preciso cuidado para no traumatizar o plexo nervoso braquial 
nem a clavcula. Com uma mo sobre a outra seguem-se presses sobre todos os 
msculos dorsais, seguindo-se traces dos dedos de uma mo contra os dedos da outra.
      Antes de findar, recorremos s percusses geralmente feitas com as pontas dos 
dedos flectidos ou com o lado cubital do dedo mnimo ou com o punho. As palmadinhas 
com as mos em concha tambm se empregam. H quem proceda ainda  agitao do 
trax, antes de fazer alguns afloramentos finais mo sobre mo e outros com as pontas 
digitais, conduzidas em espiral.
      Referir-nos-emos ainda  chamada massagem respiratria do trax. O paciente 
est com as costas para baixo. O massagista abraa o trax do paciente, na altura dos 
flancos, com os quatro ltimos dedos atrs e o polegar verticalmente para cima. O 
paciente tem expirado completamente.  medida que o massagista desliza com as mos 
para cima, o paciente inspira. Chegando s axilas, As mos passaro para as costas. 
Neste momento, o massagista levanta um pouco o dorso, ordenando ao paciente que 
deixe cair a cabea para trs. No fim da inspirao o ar  mantido durante um segundo. 
Enquanto o massagista faz presso sobre os msculos dorsais e laterais, regressando 
com as mos at ao abdmen, que finalmente comprimir, o paciente expira todo o ar. 
Repetir 10 vezes.


Trax (peito)

      H quem trabalhe no peito em conjunto com o dorso, isto , sobre o trax todo, 
ficando o paciente sentado e o massagista por trs dele. Alm dos msculos peitorais 
interessam sobretudo os intercostais. O peitoral estende-se em forma de leque. Por isso, 
comear com o esterno e proceder at s axilas, aflorar, friccionar, amassar. Durante a 
malaxao, em cheio ou beliscando, os tendes dos msculos peitorais no devem ser 
esquecidos, seguindo-os at  insero no mero.
      Cuidado com os peitos das senhoras! Para os levantar, trata-se apenas o msculo 
peitoral e faz-se ginstica.
      No final, depois das percusses, procedemos com vibraes contra o trax e s 
agitaes dos ombros, pegando o deltide com os dedos e o polegar. As massagens, 
portanto, so feitas do esterno para fora. Cuidado com as sacudidelas quando houver 
destruies de vrtebras ou inflamaes destas ou dentro da cavidade torcica.
      J falmos da massagem especial cardaca e das vibraes da regio cardaca que 
ajudam a baixar a frequncia do pulso. Neste sentido ainda podemos recorrer  frico 
circulatria dos msculos dos 3. e 4. espaos intercostais, as assim como  percusso 
das vrtebras respectivas.
      Acerca da massagem do deltide, ver Braos (ombro).


Ventre

      J dissemos que a massagem abdominal pode ser dirigida  superfcie (obesidade), 
profundamente (intestinos) ou a ambas as partes.
      O paciente est deitado com as costas para baixo e tem um rolo debaixo dos joelhos 
(a no ser que a musculatura abdominal esteja muito flcida). Deve respirar calmamente 
pela boca e no falar.
      Para tratar a chamada prensa abdominal, comeamos com afloramentos circulares 
ou, melhor, espirais, feitas com as palmas das mos, mo sobre mo. As espirais 
comeam em volta do umbigo e alargam para fora, no sentido dos ponteiros do relgio. 
Tambm h quem faa os crculos e espirais com ambas as mos, trabalhando cada mo 
em sentido contrrio e encontrando-se no centro do ventre. Muito vantajosa  a 
massagem do passar a ferro, isto , os dedos passam com a sua parte dorsal desde a 
regio do plexo solar, por cima do umbigo, at ao bordo costal e  musculatura lateral 
do ventre, regressando com a palma da mo ou continuando, com as costas ou palmas 
das mos, ao longo dos bordos da bacia at  regio pbica, onde as faces dorsais das 
mos friccionam o recto anterior do abdmen para cima. Depois seguem-se presses 
mo sobre mo, comeando sobre o clon direito e acabando sobre o clon esquerdo. 
No levantar as mos e no fazer presso para a profundidade. O msculo recto anterior 
e os msculos oblquos so amassados cuidadosamente conforme a tcnica indica no 
captulo das manobras da massagem.
      Por fim, fazer percusses com as mos em concha, em cutelo, palmadas e vibraes 
que tambm podem ser administradas com um aparelho elctrico.
      As manobras sobre o estmago devem fazer-se durante a fase expiratria. A zona 
melhor atingida  a pequena curvatura e, para obter maior raio de aco, os dedos 
debaixo do arco das costelas trabalham em forma de gancho. A massagem pode ser feita 
tambm com o estmago artificialmente cheio (soro fisiolgico ou cido clordrico  1 
grama por litro -, gua do mar, gua de Pedras, Vidago ou Vichy). Neste caso, o doente 
vira-se durante os actos da massagem para todos os lados. O massagista, do lado direito 
do paciente, actua com afloramentos e presses, cada vez mais profundos, circulares ou 
em forma de arcos de crculo. A polpa dos dedos excita; A base da mo acalma. De 
resto, so mais estimulantes as frices e malaxaes profundas e at as percusses e as 
vibraes.
      Para fazer massagem mais profunda do ventre, isto , para atingir os intestinos, 
comeamos com afloramentos. H quem aflore e friccione de cima para baixo, 
circularmente ou em ziguezague, primeiramente o clon descendente e depois o 
sigmideo; ns comeamos a massagem logo no sentido que vo tomar os alimentos, 
desde o cego e o clon ascendente, do lado direito do paciente, at ao ngulo heptico, 
isto , da transio at ao clon transverso, continuando sobre este at ao ngulo 
esplnico (bao), da transio para o clon descendente, e seguimos o trajecto deste, do 
lado esquerdo do paciente, at ao sigmideo a que se segue o recto e o esfncter anal.
      A maior parte dos massagistas colocam-se do lado direito do paciente que est em 
decbito dorsal; ns preferimos o lado esquerdo.
      Em certos casos, o doente tambm pode observar a posio de joelhos, como que 
quisesse rezar  maneira muulmana.
      Aps afloramentos e circulares espirais, do umbigo para fora, e aps o primeiro 
contacto que contribuir para o relaxe da musculatura do doente, continuamos com 
frices mo atrs mo e presses com as polpas dos dedos, com toda a mo ou apenas 
com a base das mos. Igualmente sero feitas as presses que ainda podem ser 
manipuladas com os ns dos dedos (em pente). No final de percusses de toda a 
espcie, fazem-se malaxaes ao longo do tracto intestinal e transversalmente ao ventre 
(deslizamento em bscula), belisces em pina e, finalmente, vibraes, at com 
aparelho.
      Seguimos ento com movimentos activos convidando o doente a deitar-se, a 
levantar as pernas estendidas um pouco acima do banco e a deix-las quietas, at sentir 
dor muscular; tambm podemos consider-lo a pedalar com as pernas um pouco acima 
do banco. Por fim, sentar-se ou deitar-se, sempre contra a nossa resistncia.
      Conforme o doente sofra de priso de ventre espasmdica (fezes em forma de bola) 
ou atnica (volumes grandes), a massagem  superficial e leve, no primeiro caso, no 
usando percusses, e mais profunda e enrgica, no segundo caso.
      Quando se trata de diarreia crnica, o afloramento deve ser calmante e convm 
trabalhar da esquerda para a direita. Trata-se do mesmo afloramento anestesiante que 
introduz qualquer massagem abdomino-intestinal. Para mais pormenores, ler o captulo 
da Massagem Parcial.
      Poucas massagens h que tanto precisem de actuaco psquica junto do doente 
como a massagem dirigida contra a priso de ventre crnica.

Massagem sobre a vescula biliar:

      A tcnica desta massagem que algumas vezes deve apanhar tambm o prprio 
fgado requer algumas atenes especiais.
      O paciente, em decbito dorsal, eleva um pouco a cabea e as espduas para 
diminuir a presso abdominal e mantm os joelhos flectidos e um pouco para fora. O 
massagista fica do lado direito e um pouco para o lado da cabea. Comea com 
afloramentos ao longo do bordo costal, depois com presses sob todas as formas, 
enquanto o paciente inspira profundamente. Tambm e apenas durante as fases 
inspiratrias procede a beliscamentos em pina (apisoar ou amassar). Deste modo, a 
massagem ser feita sobre a parede anterior. Para manipular sobre a parede posterior da 
vescula, o doente est sentado, com os joelhos ainda flectidos e com o tronco dobrado 
para a frente. Colocando alguns dedos abaixo do bordo costal, o massagista manobra 
com eles em gancho e deprimir o abdmen em sentido vertical. Depois far presses, 
igualmente s durante a fase inspiratria. Todas as manipulaes sero prolongadas at 
ao epigstrio. No final, o massagista far algumas leves percusses com as pontas dos 
dedos e joga com o rgo entre as duas mos, ficando a mo esquerda por trs.
      Na massagem da vescula biliar, indicada em todas as inflamaes crnicas 
(observar as contra-indicaes nomeadas no captulo especial)  preciso agir com muito 
cuidado e ligeireza. Ver para isso o captulo da tcnica da Massagem deste rgo.

Hemorridas

      Comear a massagem com afloramentos sobre o ventre. O indicador  depois 
introduzido no nus, estando o doente em posio sobre o peito e joelhos. Fazem-se 
ligeiras frices de baixo para cima dentro do recto. A sesso dura de 3 a 8 minutos, 
aumentando gradualmente.

Membro superior

      Para tratar o antebrao, evidentemente este deve ser levantado. Para manipular no 
mero, aquele pode servir de apoio. Exemplifiquemos no brao direito: O brao 
esquerdo do massagista pega ligeiramente a mo direita do paciente. A direita do 
massagista comea a partir da articulao da mo com afloramentos sobre os flexores 
do antebrao, conduzindo o polegar entre longo supinador e flexores, sobre a face 
palmar. Polegar e dedos, seguindo o cbito encontram-se na epitrclea (interna). 
Continuar sobre o bicpede at  axila. Segue o afloramento dos extensores, podendo ser 
trabalhados pela esquerda do massagista. O polegar segue o cbito e os dedos entre o 
longo supinador e flexores. Chegando ao cotovelo, o polegar e os dedos apanham o 
tricpede at  axila. Enquanto o polegar segue no bordo posterior do deltide, os dedos 
circundam, abertos, este msculo e afloram-no at ao acrmion.
      A seguir,  tratada a face dorsal da mo direita (mo esquerda do massagista), com 
pontas digitais para cima. Ento, procedemos a pequenas frices espirais sobre os 
dedos, continuando at  articulao metacarpo-falngica. A articulao da mo  
tratada com frices paralelas umas sobre as outras, como em posio de tijolos. 
Tambm se fazem presses. O mesmo procedimento vale a respeito das articulaes 
pequenas da mo, que  tratada tanto na sua face anterior como na posterior. Sobre a 
aponevrose palmar as presses sero mais enrgicas. Os msculos da base dos dedos 
sero beliscados de baixo para cima. Tambm se emprega a manobra da frico em 
pente. Segue-se o antebrao, flexores e extensores, com frices longitudinais, presses, 
apisoamento, amassamento e afloramentos (mo atrs mo) de vez em quando 
intercalados. Analogamente  articulao da mo ser tratado o cotovelo. Frices 
especiais no epicndilo e epitrclea. O brao  bastante musculoso e os msculos so 
trabalhados at  axila. Todas as manipulaes servem: afloramentos e frices de 
passar a ferro, traces, amassamentos com torso, em braadeira e ferradura, 
modelaes, frices de rolar e de pente, percusses em concha e vibraes. No final, 
rolar a musculatura entre ambas as mos e agitar o brao todo. Para relaxar 
convenientemente o deltide, desvia-se o brao lateralmente e deve procurar qualquer 
apoio. Visto que o msculo  dividido em duas partes, o polegar trabalha da ponta do 
deltide (no tero lateral superior do brao) at ao acrmion, ficando os outros dedos na 
margem anterior do msculo. A poro posterior  manipulada no meio pelo polegar 
esquerdo, ficando os outros dedos na margem exterior do deltide. Visto que 
frequentemente se encontram durezas neste msculo, tambm recorremos  manobra em 
gancho da massagem do tecido conjuntivo (ver este captulo).

Membro inferior

      Toda a extremidade pode ser tratada dos dois lados, com o paciente deitado de 
costas para baixo e a perna flectida, apoiando o p, com a planta no div. Ns 
preferimos, no entanto, duas posies  parte.
      O paciente est deitado sobre o ventre, elevando a perna por meio de uma almofada 
debaixo da canela. Comeamos com o lado plantar do p. As manobras mais 
importantes consistem na presso e frico em em pente sobre o calcanhar e a 
aponevrose de toda a planta do p, fazendo frices circulares a partir dos dedos at  
articulao do p. No devemos esquecer os bordos exterior e interior do p (belisces). 
Presses intermitentes com os polegares colocados sobre a planta do p e os dedos no 
dorso, desde o calcanhar at s bases dos dedos. A curva que se d ao p serve para 
tratar o p chato. As frices circulares em volta do tendo de Aquiles so feitas com 
a polpa do polegar. No final, damos palmadinhas na planta do p e sacudimo-lo, 
puxando-o pelos dedos.
      Continuamos com os flexores da perna e coxa, pores mediana e lateral. No meio 
dos msculos correm os vasos bem acessveis ao massagista. Os dois polegares 
friccionam bem ao lado do tendo de Aquiles, Continuando at  cavidade do joelho. 
Continuando para cima, sempre com os outros dedos para fora, acabamos no osso 
isquitico. Os primeiros passes sero de afloramento ou frico longitudinal, mo atrs 
mo. Depois o tendo de Aquiles  beliscado entre polegar e indicador. Aos 
amassamentos associamos uma ligeira torso e aplicamos todas as variedades da 
malaxao indicadas no respectivo captulo. Chegando  articulao do joelho que 
requer presso especial, no devemos esquecer a frico dos cndilos (manobra em 
pente sobre a aponevrose entre a rtula e a cabea do perneo).  muito eficaz o 
apisoamento de toda a musculatura da extremidade inferior, o rolamento dela entre as 
mos, a percusso em todas as formas e a agitao total, pegando no p. Visto que os 
polegares ficam por dentro, os outros dedos trabalham sempre do lado de fora, para o 
meio da perna e coxa; assim, evitam-se distorses das fibras. Simultaneament puxam-se 
os polegares um pouco para fora, como se ondulassem a musculatura. As percusses 
devem ser leves, porque o tono normal dos flexores vence o dos extensores.
      Na massagem das costas j falmos das manipulaes sobre as ndegas. Lembramos 
que os glteos so divididos numa parte superior e noutra inferior. Por isso 
manipulamos obliquamente do trocnter ao longo da crista ilaca at ao sacro 
directamente. Mas tambm h outra direco de fibras desde o trocnter 
perpendicularmente para cima, at  crista ilaca. Por isso, tambm manobramos neste 
sentido. Os glteos massajam-se muito bem com presses mo sobre mo, frices em 
pente, amassamentos em cheio com torso, percusses com os punhos e de concha e 
agitaes. Nas manobras em pente e passar a ferro, no devemos esquecer os tendes ao 
longo da regio sacrolombar. Passes especiais so conhecidos da massagem do tecido 
conjuntivo. Na massagem da face dos extensores, o paciente pira-se para as costas, 
deixando pender os calcanhares.
      Comeamos com a massagem do lado dorsal dos ps. As bases do polegar e da mo 
esto em cima, a outra mo age com contrapresso, na planta do p. Aflorar a partir dos 
dedos. Depois ficam os dedos no dorso do p e trabalham com presso at por cima da 
articulao do p. Neste lugar, fazem-se frices circulares e presses. No esquecer os 
tendes e os msculos do lado externo do pequeno dedo. Seguem-se frices circulares 
ao lado do tendo de Aquiles, isto , debaixo dos tornozelos. Os intersseos so 
manipulados com frices em serpentina, acabando sempre com afloramentos at  
articulao do p. Os bordos do p toleram ligeiras percusses em cutelo com o lado 
cubital do pequeno dedo (naturalmente, aps belisces com torses).
      Seguimos com a massagem da perna e coxa. Comeamos com afloramentos mo 
atrs mo e com presses intermitentes. Ligeiras frices espirais ou circulares nos 
msculos da regio anterior da tbia. Segue-se a frico e o beliscar do perneo. Outras 
manobras na regio anterior so de evitar. Segue o joelho: pressses, frices com as 
pontas dos polegares, belisces por cima e por baixo da rtula e dos epicndilos e ainda 
afloramentos sobre os tendes so as manipulaes da praxe. A operao mais 
importante sobre o quadricpede da coxa  o apisoamento. Tambm so praticveis a 
manobra em pente, o rolar, as percusses em todas as formas e as agitaes do msculo, 
pegando-se-lhe entre polegar e indicador. Para executar bom exerccio dos adutores, 
convm ter a coxa em ligeira abduo. Trabalhar at  regio inguinal e no esquecer a 
fenda entre quadricpede e adutores. Nos lados da articulao do joelho, o polegar entra 
profundamente sobre a fscia do tensor da coxa;  preciso continuar at  espinha 
superior e anterior da crista ilaca. No final, percusses vrias e agitao de toda a 
extremidade.

Articulaes

      A massagem sobre as articulaes  dirigida para as contraces musculares 
favorecendo a circulao da prpria sinvia na cpsula articular. Tambm os ligamentos 
e tendes sero beneficiados. Muitas vezes d-se uma reaco 6 a 8 horas aps a 
massagem de forma que melhor  faz-la sempre da parte da manh. Especialmente 
enrgica ser a massagem sobre as vrtebras quando a coluna sofre de espondiloartrose 
(Bechterew). Alm de frices circulares com as partes dos polegares e de pente, as 
presses so as manobras mais usadas. Tambm recorremos s manobras citadas no 
captulo da massagem das zonas reflexogneas, dedicando-nos especialmente  
massagem do peristeo, muito bem ao alcance na fenda articular. Sempr que seja 
possvel, fazer agitaes, pois as articulaes  se no forem mveis  so sacudidas. A 
s frices circulares e de rolar so particularmente dolorosas em volta do joelho 
(durezas sobre o cndilo interno). Os ombros toleram manobras mais fortes, sobretudo 
frices com as costas das mos. Podem ser tentadas vibraes cuidadosas em todas as 
articulaes, afrouxando sobretudo a rtula, quando aderente. Quando atacados, os 
discos vertebrais no toleram vibraes.
      Na articulao da anca trabalhamos sobre o grande trocnter, que  mais acessvel. 
No joelho, alcanamos bem a regio das fendas onde esto situados os meniscos. 
Quando h doena na articulao do joelho, o msculo quadricpede encontra-se 
frequentemente atrofiado.
      Para espremer resduos inflamatrios da articulao, removveis para cima com a 
corrente linftica, a mo fricciona sobre a rtula e  colocada ngreme, fazendo 
compresso com polegar e indicador. Aps o espremer da cpsula, a mo continua at 
 regio inguinal. A articulao do ombro alcanamo-la por 4 stios da parte superior da 
cpsula, indo com o polegar para  profundidade (o paciente deixa o brao encostado ao 
trax).  preciso ter cuidado com a bolsa sinovial. Quando o paciente mantm o brao 
para trs, o massagista  por trs do paciente  fricciona a parte anterior da cpsula. O 
doente coloca o brao enfermo sobre o ombro do massagista. Assim este pode trabalhar 
sobre a parte posterior da cpsula. O polegar continua com frices, agora sobre a parte 
inferior da cpsula, quando o doente coloca o brao a tratar sobre o ombro do 
massagista a seu lado.
      Uma afeco frequente  a periartrite escapulumeral devido  qual o doente no 
pode levantar o brao, a no ser com grandes dores. Nesta doena, a massagem do 
tecido conjuntivo est indicada, entrando o dedo profundamente at  cpsula (ver este 
captulo). 
      Qualquer massagem articular ser sempre feita em meia flexo (anca e espdua em 
abduo) e seguida de mobilizao passiva para estender bem os ligamentos, tendes e 
cpsula. Os movimentos sero acompanhados de resistncia feita pelo massagista. 
Finalmente, comprimir a articulao por uma ligadura seca ou hmida (derrame 
sinovial). Proteger os vasos na fossa popltea.
      Nunca se deve praticar massagem articular sobre articulaes inflamadas e muito 
menos para efeito de drenagem (modelar e comprimir). cContudo, estas manobras 
podem ser feitas com ligeireza quando houver congestes e inchaos articulares ou 
mesmo edema inflamatrio dos tecidos periarticulares. Neste caso, o afloramento, a 
presso e a vibrao no indicados para descongestionar e reabsorver.


VIII. Mobilizao passiva


      Esta forma de quinesioterapia  geralmente aplicada aos msculos em contraco 
patolgica. As causas podem estar na articulao, nos ligamentos ou na cpsula 
(contractura desmognea) ou nos msculos e na fscia (contractura miognea). Nesta, 
d-se em geral uma fraqueza, devido  hiperextenso dos msculos antagnicos. 
Quanso pretendemos a extenso de um msculo contrado, precisamos conhecer a sua 
ordem e insero, pelo que temos de colocar a articulao ou as articulaes respectivas 
na devida posio e fixao.
      Devido aos movimentos articulares alcanamos a traco de um grupo muscular e o 
encurtamento de outro grupo. Por exemplo, quando flectimos a articulao do p para 
cima, d-se um encurtamento dos extensores e uma forte traco nos flexores da barriga 
da perna. Deste modo, aplicaremos movimentos passivos tambm na musculatura 
encurtada. Os antagonistas sero to fortificados, que conservam bem a extenso 
passivamente alcanada, dos flexores. Quando se trata de contracturas dificilmente 
removveis, temos de recorrer  traco permanente ou, pelo menos, nocturna com 
pesos, sacos de areia, etc.
      Na mobilizao, uma mo movimenta e a outra fixa. Os exerccios devem fazer-se 
com elasticidade e com ritmo crescente e decrescente. Movimentos sbitos s esto 
indicados, quando se pretende fortificar tendes e ligamentos.
      Sempre  melhor a mobilizao passiva do que a pondoterapia, pois a extenso com 
pesos deforma as fibras musculares, fatiga-as e esclerosa-as.

Membros inferiores

P:

      Flexo, extenso, rotao e abrir dos dedos:

      Os dedos de uma das mos fixam dorsalmente os ossos pequenos do p. A outra 
mo faz os moviments acima indicados. Convm que ambas as mos operem em 
conjunto. Os dedos so afastados uns dos outros, pegando-lhes entre o polegar e o 
indicador. Igualmente procedemos na rotao digital.

Tratamento do arco do p:

      Ambas as mos colocam os dedos no dorso do p, ficando o polegar na planta. As 
mo puxam para baixo. O polegar e os outros dedos fazem presso em sentido 
contrrio. Proceder para o centro e para cada lado do p. As presses so intermitentes.

Articulao bsica do p:

      Manobramos na articulao tibio-tarsiana, fazendo flexo dorsal e plantar; depois 
pronamos e supinamos o p (virar para dentro e fora). A mo colocada posteriormente 
segura por cima do tendo de Aquiles. Sem levantar os bordos dos ps, continuamos 
com rotao para dentro e fora e com rotaes completas.

Joelho:

      Flexo:

      O paciente est em decbito dorsal. O massagista fixa a coxa por dentro. A outra 
mo pega a perna por cima do tendo de Aquiles. O paciente est deitado sobre o 
ventre. Flexo.

      Extenso:

      Faz-se com o paciente deitado de costas ou sentado; ou ento com o doente deitado 
sobre o abdmen e com as pernas fora do banco de massagem.

      Rotao para dentro e fora:

       muito limitada.

Patela (rtula):

      O paciente mantm a perna estendida e relaxada. Refrouxamos com os dedos, 
pegando em todos os lados.
      Quando houver contractura em flexo, actuamos com presses intermitentes, 
colocando uma mo por cima e a outra por baixo do joelho.

Anca:

       preciso fixar bem a bacia, podendo recorrer a outra pessoa. Tambm podemos 
usar cintas. Todos os movimentos so feitos a partir do fmur.

      Doente em decbito dorsal:

      Flexo com joelho flectido e joelho estendido. Rotao e aduo em diversas 
alturas, com joelho flectido e estendido. Rotao igualmente com joelho flectido e 
estendido. Agitao final de toda a perna.

      Doente em decbito ventral:

      Extenso com o joelho flectido e estendido. Abduo, aduo e rotao, como na 
posio acima das costas.

      Doente deitado sobre o lado so:

      O massagista fica por detrs e faz todos os movimentos indicados.
      Mais complicado se torna o trabalho quando o massagista fixa simultaneamente a 
bacia, ficando do lado do joelho a tratar.

Membro superior

Dedos:

      Flexo e extenso em todas as articulaes. A mo do massagista fixa os pequenos 
ossos do carpo. Abduo e aduo, rotao dos dedos na articulao metacrpica. 
Oposio do polegar aos restantes dedos. Afrouxar os ossos pequenos da mo, 
movendo, como nos dedos dos ps, dois ossos juntos, fazendo presso alternante e em 
sentido contrrio com polegar e dedos.

Mo:

      Fixando o antebrao, flectir e estender a articulao da mo; proceder  pronao e 
supinao (torcer para dentro e fora); flexo para o lado do rdio e do cbito; 
finalmente, rotao para os dois lados, com pronao e supinao.

Cotovelo:

      Flexo e extenso, fixando com uma das mos o mero e segurando o antebrao 
pela articulao da mo, previamente posto em supinao e depois em pronao. 
Proceder  supinao e pronao com brao estendido e flectido. Rotao.

Ombro:

      Fixar o mero. S quando se consegue ir para alm da horizontal, o ngulo da 
espdua pode acompanhar os movimentos.
      Abduo lateral at  horizontal, uma das mos do massagista fixa o ombro e o 
doente  encostado s costas da cadeira. Com o outro antebrao o massagista d a 
presso principal no mero do doente.
      Abduo acima da horizontal, com o dorso da mo para cima. O massagista pega na 
articulao da mo do paciente. Repetir os exerccios com as mos, virando a palma 
para cima. Conduzir o brao da frente para trs, com o antebrao flectido ou estendido. 
Com rotao para fora, elevar o brao (melhor os braos) at  cabea. O massagista 
fixa sempre o ombro doente. Tambm pode colocar o joelho contra o dorso do paciente. 
Com rotao do brao para dentro, elev-lo de baixo para trs. Com o brao estendido 
horizontalmente, combinar rotao para cima e fora. Fixar tambm o cotovelo do 
doente. Repetir com o brao flectido. Sacudir o brao todo.

Nuca e pescoo

      O massagista fica por trs do paciente. Os polegares esto atrs das orelhas e os 
dedos debaixo do maxilar inferior. Fzem-se os seguintes exerccios: flexo para a frente 
e trs e para os lados; viragem e rotao.

Articulaes vertebrais

      O doente pode estar deitado de costas no cho. O massagista fica com as pernas 
abertas por cima dele, pegando-lhe numa ou em ambas as mos. Flexo do tronco para a 
frente. Repetir com torso e com rotao. Puxando o paciente para um lado, 
conseguimos uma flexo lateral.
      Deitado sobre o ventre, alcanamos uma flexo do tronco para trs, flexo lateral, 
torso do tronco e rotao.
      Com o doente sentado, fixando os ps do doente por trs dos ps da cadeira, o 
massagista por trs dele repete os movimentos antecedentes.
      H uma ginstica especial chamada quiro-ginstica. Dedica-se s doenas da coluna 
vertebral, particularmente a deslocaes e discopatias. Os principais exerccios so:

Movimento com as pernas:

1) Paciente deitado sobre as costas, com os braos cruzados no peito. Dobra 
a perna, procurando tocar com o joelho no peito. O massagista empurra o 
joelho do paciente em pequenos movimentos elsticos, ajudando assim a 
flexo perfeita. A outra perna deve conservar-se bem horizontal,
      Cada membro inferior deve fazer este movimento trs vezes 
alternadamente, em qualquer dos exerccios seguintes. Contrair o abdmen 
sempre para dentro e apoiar a regio lombar no cho.
2) Braos estendidos. Dobrar as duas pernas bem unidas, puxando 
juntamente os joelhos para o peito. A funo do massagista  ajudar a 
conseguir que a flexo seja ampla, sem que a bacia do paciente deixe de 
estar assente. Os joelhos devem chegar a tocar o peito.
      Enquanto com a mo direita do massagista se fora o apoio dos joelhos 
no peito, com a esquerda ajudar a levantar um pouco a bacia. Deve repetir 3 
vezes. Este movimento  particularmente difcil de conseguir com pessoas 
obesas, sendo de aconselhar no forar nos primeiros dias o movimento 
completo das coxas.
3) A mesma posio, joelho ao peito. Estender uma das pernas que desta 
maneira forma um ngulo obtuso com a outra horizontal. O massagista 
colabora, colocando a mo direita na curva atrs do joelho para que a 
extenso da perna seja completa, enquanto a mo esquerda obriga a outra 
perna a manter-se horizontal, visto que o paciente tem tendncia para a 
erguer.
4) Ambos os joelhos puxados ao peito. Extenso das pernas de forma a 
fazer um ngulo agudo com o corpo. O massagista vela para que os 
joelhos no fiquem afastados nem ligeiramente flectidos.
5) A mesma posio do movimento anterior. O massagista  cabeceira do 
doente segura-lhe os ps, procurando conseguir em pequenos 
movimentos e sem forar, nem provocar dor, que as pernas formem um 
ngulo agudo com o corpo. Em cada sesso o ngulo ser mais fechado 
at conseguir-se que os ps do paciente toquem o espao para l da 
cabea. Vigiar para que as pernas no se dobrem.
6) O massagista de lado. O paciente dobra os joelhos procurando encost-
los bem ao peito. Mant-los bem juntos e inclin-los o mais possvel para 
a esquerda e direita do corpo, alternadamente. O trabalho do massagista 
consiste no seguinte: com a direita segura o ombro direito do paciente 
obrigando-o a manter contacto com a superfcie em cima da qual est 
deitado, enquanto com a mo esquerda empurra os joelhos o mais 
possvel para o lado esquerdo de maneira que toquem a superfcie da 
cama. Deste modo, enquando as costas se mantm apoiadas 
horizontalmente, a partir da bacia d-se um movimento de rotao para o 
lado direito ou esquerdo alternadamente, sem o qual os joelhos no 
podem conseguir a inclinao exigida. Como sempre, repetir 3 a 4 vezes 
o mesmo exerccio.
7) Massagista sentado, com as pernas abertas, aos ps do paciente. Este, 
deitado em decbito dorsal, dobra uma perna, com o joelho quase ao 
peito. Nesta posio deixa cair a perna dobrada para o lado, de modo que 
o p fique ao nvel do joelho da outra perna. O massagista segura com a 
mo direita o ombro do lado oposto  perna que faz o movimento, ao 
mesmo tempo que com a esquerda empurra em pequenos movimentos 
verticais o joelho dobrado. Assim esta chega a assentar completamente 
na superfcie do banco da massagem. A perna que faz o movimento deve 
formar ngulo agudo com a perna que permanece horizontal.
8) A mesma posio, uma perna estendida e a outra flectida. O massagista 
obriga o joelho dobrado a cruzar por cima da outra perna, de modo que, 
devido  inclinao da bacia, o p toque na curva do joelho do membro 
estendido. Metade da bacia, portanto, deve levantar. O joelho flectido 
deve chegar a tocar na superfcie da mesa, tendo feito rotao de 180 
graus.
9) Posio deitada dorsalmente, braos cruzados ao peito. Pernas erguidas 
vertticalmente estendidas e bem juntas. O massagista apoia com a mo 
direita a bacia, enquanto a esquerda obriga as pernas a uma inclinao 
lateral perfeita, formando ngulo recto com o corpo.
10) A mesma posio dorsal, com os braos cruzados ao peito. Uma perna 
permanece horizontal, enquanto a outra se levanta bem direita na 
vertical. O massagista obriga a perna levantada a cruzar por cima da 
outra, permanecendo bem erecta, de forma que perfaa um ngulo recto 
lateralmente ao corpo. Quer dizer, se  a perna direita que est levantada, 
deve cair lateralmente para o lado esquerdo do corpo. O massagista 
segura a bacia com a mo ou com o joelho, desde que esteja de p, ao 
lado da perna mvel.
11) Paciente deitado com o ventre para cima. Mos cruzadas no peito, pernas 
horizontais. O massagista de p, aos ps do paciente, segura-lhe uma 
perna estendida e bem levantada, de maneira que a bacia deixa de estar 
em contacto com a cama, enquanto a outra perna dobra com o joelho no 
peito.
12) A mesma posio anterior. Enquanto o massagista segura a perna deitada 
estendida no ar, sendo levantada a bacia do paciente, este flecte a perna 
estendida em conjunto com uma rotao da bacia para a direita. Cruza-a 
ento para a direita, isto , lateralmente, de modo que o p esquerdo 
toque na cavidade do joelho direito.

Movimento com os braos:

1) Doente deitado horizontalmente, com pernas e braos estendidos. Massagista 
sentado  cabeceira, enquanto segura o ombro com uma das mos, obrigando a 
cabea a inclinar-se para o lado oposto. Assim a orelha chega a tocar o ombro, 
sem, no entanto, virar a cabea. Alternadamente para um e outro lado.
2) A posio acima citada e o mesmo movimento, apenas com a diferena de que o 
massagista segura a cabea com ambas as mos e a cabea vira, ficando o 
queixo no alinhamento do ombro. Alternadamente para cada lado. Ao fim de 
algumas sesses, o queixo deve tocar o ombro.
3) A mesma posio. O doente cruza as mos na nuca, cotovelos bem puxados para 
a frente. O massagista coloca as mos nos cotovelos do paciente e, empurrando-
os para a frente e para baixo, faz com que a nuca e a coluna lombar se levantem 
da mesa. O queixo do paciente toca quase o peito.
4) Com o paciente deitado e as mos cruzadas na nuca, as duas pernas dobradas e 
os joelhos na direco do peito. O massagista sentado  cabeceira do doente 
ajuda para que este se levante, ao mesmo tempo que vai estendendo as pernas. O 
movimento deve ser sincronizado, para que simultaneamente o paciente se 
levante e as pernas baixem. Quando o paciente atinge a posio de sentado, as 
pernas esto totalmente estendidas, ao mesmo tempo que, mantendo as mos 
cruzadas na nuca, tente tocar os joelhos com a testa.
5) Com o paciente sentado e as pernas estendidas e paralelas, mos cruzadas na 
nuca e cotovelos tocando os joelhos. O massagista, atrs do paciente, segura os 
cotovelos e puxa-os para si, quer dizer, para trs. As mos cruzadas do paciente 
empurram a nuca para a frente.
6) Com o paciente em decbito dorsal e as pernas estendidas e juntas, o massagista, 
sentado  cabeceira, ergue-lhe os braos verticalmente e bem erectos. Depois 
deixa-os cair para os lados, em cruz, de modo que os braos desam mais at 
que os msculos peitorais fiquem em extenso completa.
7) Paciente em posio horizontal, com pernas e braos estendidos. O terapeuta, 
sentado  cabeceira, apoia com as duas mos a nuca do paciente e levanta-lhe 
lentamente a cabea.
8) Paciente na mesma posio do anterior. O massagista segura-lhe os braos 
estendidos na vertical, estando o rosto daquele virado para o lado direito. A 
seguir, o massagista puxa-lhe os braos para trs e lateralmente. O paciente volta 
 posio dos braos verticais, virando ento o rosto para o lado esquerdo. 
Segue-se a mesma manobra dos braos para trs e na lateral.
9) O paciente fica deitado sobre o ventre e de pernas estendidas. O massagista em 
p, do lado direito do doente, segura no brao esquerdo e faz um movimento 
pendular. Quando o brao vai  frente, a cabea vira para a esquerda, quando o 
brao  puxado para trs, a cabea vira para a direita. O massagista segura com a 
mo direita o pulso do paciente para imprimir o movimento de pndulo, 
enquanto com a esquerda segura o ombro do brao a movimentar.
      10( Paciente em decbito dorsal, com as pernas estendidas. Massagista do lado 
esquerdo. Levanta-lhe o brao direito ao mesmo tempo que lhe segura o ombro. 
Enquanto o brao est estendido, o paciente vira a cabea o mais possvel para os 
dois lados.
      Os exerccios da coluna lombar e cervical podem ser feitos tambm em 
conjunto, coordenando-se os movimentos das pernas com os dos braos e ainda da 
cabea. Todos os exerccios feitos s com uma perna podem ser acompanhados do 
levantamento do brao oposto  perna que se movimenta. O brao ento est 
estendido lateralmente ao lado da cabea do paciente. Os exerccios feitos com as 
duas pernas podem ser acompanhados de levantamento lateral dos braos  cabea. 
Com os movimentos do crnio, pode seguir-se o mesmo critrio: a cabea deve virar 
sempre para o lado oposto quele do membro que se movimenta.


Anexo

Ginstica subaqutica

      No captulo seguinte da hidroterapia referimo-nos ao efeito de massagem 
proporcionado pelo duche subaqutico. Quando se procede a exerccios de ginstica 
no banho aquecido, aproveita-se o efeito relaxante e a presso hidrosttica favorvel 
da gua quente (reduo do peso do corpo em um dcimo, correspondendo a presso 
hidrosttica  altura da coluna da gua sobre o corpo, diminuindo ainda o tono 
muscular devido  elevao da temperatura ambiente). Os movimentos  
independentes da situao do centro de gravidade do membro tratado  so 
facilitados devido  diminuio da frico, tornando-se a resistncia a esta maior 
com o acrscimo da velocidade do movimento e o tamanho da superfcie movida.

IX. Ginstica (Activa com Resistncia)

       Falamos de ginstica com movimentos activos em que o paciente colabora com 
a aco da vontade. Enquanto na mobilizao passiva a articulao  movida 
directamente e a musculatura s indirectamente, acontece o contrrio na ginstica 
activa. Nos exerccios, o doentecontrai e descontrai a musculatura. Falamos de 
trabalho muscular isomtrico. Por exemplo, na perna, o doente, com o p em flexo 
dorsal, faz fora com o joelho para baixo. Na extremidade superior, o paciente 
estende todo o brao sobre a mesa e faz fora com os dedos ligeiramente flectidos e 
relaxados (no fechar o punho); no tronco, com o dorso firmemente sobre a mesa, 
faz fora com as espduas para baixo.
      Este treino de msculos antagonistas pode ser aliado  resistncia, quando o 
paciente mantm o msculo em contraco e o massagista ope fora, sem, porm, 
movimentar o msculo. O antagonista fica portanto descontrado.
      Quando, com igual tenso muscular, origem e insero se aproximam, falamos 
em movimento isotnico. Difere do movimento isomtrico em que, sem movimento, 
a tenso muscular aumenta.
      No mbito deste livro masoteraputico no vamos alargar-nos sobre os 
movimentos da ginstica activa, os quais encontramos em qualquer livro dessa 
especialidade quinesiterpica.
      No entanto, vamos pormenorizar a ginstica activa feita com resistncia, feita 
ora pelo massagista, ora pelo paciente. Tambm so aplicados pesos e sacos de areia 
e at a prpria gravidade do aluno.
      Diga-se desde j que um dos factores mais importantes da ginstica de 
resistncia  a dosagem que depende muito da arte e do saber do masssagista. 
Distinguimos exerccios activos-passivos de concentrao, de outros passivos-
activos ou excntricos. Naqueles, o passiente deve contrair o msculo e o 
massagista ope-se com resistncia (movimento activo contrariado). Nestes, o 
paciente segura o msculo encurtado pela contraco e o massagista procura 
estend-lo, contra a resistncia do paciente (movimento passivo contrariado). O 
exerccio excntrico  mais difcil e faz-se geralmente dias aps o de concentrao.
      Devemos saber que, de maneira geral o tono dos flexores e adutores  mais forte, 
de forma que temos de prestar a nossa principal ateno para os extensores e 
abdutores que, em qualquer limitao da funo, respondem com fraqueza dinmica 
e atrofia consequentemente,  excepo dos flexores dos dedos dos ps 
sobreestendidos geralmente  sobrecarga esttica.

Coxa

      Para tratar os extensores (grande glteo), o doente est sobre o ventre. a) 
exerccio concntrico: a perna  elevada bem estendida; o massagista faz resistncia. 
b) exerccio excntrico: o doente mantm a perna estendida para cima e o 
massagista faz fora para baixo.
      Para tratar os abdutores e adutores (mdio e pequeno glteo), procedemos 
analogamente como nos exerccios acima indicados, ora fazendo o massagista 
resistncia, ora o paciente.

Quadricpede crural

      O paciente mantm a coxa e a perna flectidas. Exerccio concntrico: uma mo 
do massagista segura o fmur, a outra ope resistncia  tentativa da extenso do 
joelho. Para influenciar o jogo da rtula, a perna est relaxada. O massagista pe os 
dedos na margem superior da rtula e faz nesta resistncia para baixo, no deixando 
subir a rtula, quando o paciente faz fora para baixo para estender o joelho. Ou, 
excentricamente, o paciente mantm a perna estendida e resiste contra a tentativa de 
flexo da parte do massagista.
      Fazendo a rotao do fmur para fora e para dentro, podemos fortificar a parte 
mediata ou lateral do quadricpede.

P e perna

      Para treinar os extensores concentricamente, o paciente promove a flexo plantar 
e dorsal, enquanto o massagista ope resistncia no dorso do p. Excentricamente, o 
paciente segura o p em flexo dorsal, enquanto o massagista puxa o p em flexo 
plantar. Para influenciar os flexores, procede-se do mesmo modo, mas em sentido 
contrrio.

Membro superior

      O tricpede (extensor do mero)  tratado com o brao em supinao. O 
massagista segura-o no rdio. Concentricamente, o brao flectido  estendido, 
enquanto o massagista ope resistncia. Excentricamente, o paciente segura o brao 
ligeiramente estendido e o massagista puxa-o para a flexo.
      Com os flexores, trabalha-se logicamente ao contrrio.
      Para operar no deltide (elevador do brao), o massagista coloca a esquerda 
sobre o ombro so do paciente. A outra mo fica acima do antebrao cujo msculo 
est enfermo. Exerccio concntrico: O brao  elevado at  horizontal e o 
massagista ope resistncia. Exerccio excntrico: O paciente segura o brao 
elevado horizontalmente e o massagista fora o brao contra o tronco.

Ventre

      O doente est deitado de costas. Exerccios com movimento do tronco: 
Concentricamente, o doente ergue-se para se sentar, enquanto o massagista faz 
resistncia no esterno. Excentricamente, opaciente segura, sentado, o corpo (pernas 
estendidas), o massagista faz fora com o tronco do doente para trs.
      Exerccios com movimento das pernas: deitado, flecte a anca, tendo as pernas 
estendidas e elevadas. O massagista ope resistncia nos joelhos. Excentricamente, 
o doente mantm as pernas flectidas nas ancas e o massagista estende as pernas com 
fora contra a mesa.
      Para os msculos laterais do abdmen, o paciente deita-se tranversalmente sobre 
o banco e sobre o lado direito ou esquerdo. A perna que fica por baixo  flectida na 
anca e no joelho. Enquanto o massagista segura a perna estendida, o paciente 
levanta o tronco com os braos na nuca.

Dorso

      O doente est em decbito ventral. Exerccio concntrico: O paciente estende o 
tronco para trs, enquanto o massagista ope resistncia com a mo entre as 
espduas. Exerccio excntrico: O tronco  estendido para trs, enquanto o 
massagista faz presso para baixo.
      O paciente cruza as mos na nuca. O massagista faz de cima presso sobre os 
cotovelos flectidos. Contra esta resistncia, os braos so conduzidos para trs, 
aproximando a espdua da coluna vertebral.

Pescoo (nuca)

      O doente est deitado sobre as costas. A cabea fica por alm da cabea da 
mesa. Os braos esto pendurados sobre os bordos. O massagista fixa a cabea do 
paciente, enquanto este move o crnio para cada lado oposto, ora inclinando-o, ora 
virando-o. Depois, o massagista segura o occipital do paciente, cruzando as mos 
neste stio; o paciente inclina a cabea para trs e para a frente.

Anexo

      Em qualquer casa pode colocar-se um espaldar que serve optimamente para 
fortificar a musculatura e corrigir posies viciadas das articulaes e vrtebras. O 
prprio peso do doente serve de resistncia. H muitos exerccios afins que no 
cabem dentro do mbito deste livro e para cujo estudo existem bastantes publicaes 
especiais.
      Uma forma muito moderna de ginstica com resistncia  proporcionada pela 
nova tcnica americana e inglesa chamada ginsticapor movimentos complexos, 
que  baseada nos reflexos de relaxamento e posio, fisiolgicos e patolgicos, 
reconhecendo-se ainda o efeito do influxo dos impulsos reflexos propriocpticos e 
as possibilidades da utilizao de  determinada combinaes de movimentos 
profundamente fixadas filogeneticamente. Fazem-se exerccios diagonal-espirais, 
estendendo-se por toda a extremidade os reflexos de extenso e relaxao.. Portanto, 
ttrata-se de movimentos activos contra resistncia. O massagista opera com presso 
mnima sobre o membro paralisado do doente, opondo este resistncia conforme a 
direco da presso. Assim so influenciadas todas as articulaes, a rotao 
externa, a flexo-rotao interna, a abduo e extenso.
      Ainda dentro do campo da ginstica aliada ao relaxamento, Kohlrausch e 
Teirich-Leube completaram a mecanoterapia por ginstica feita com vibrao do 
corpo encostado e relaxado, acompanhando o ritmo respiratrio. O valor psicofsico 
deste mtodo observa-se no tratamento dos problemas anmicos do paciente e nos 
transtornos graves do sono.

IX-A) Conselhos para os Doentes da Coluna Vertebral

      Deitado:

      No dormir em cima de molas ou de arame. Colocar por baixo deste cinco 
tbuas transversais, com pequeno espao entre estas. Ou usar enxergo alto e rolos 
no macios nem duros demais para apoiar a nuca, a regio lombar e sob os joelhos. 
Quando se deita, permanecer o mais tempo possvel de costas. Enquanto no se 
modificar a cama,  prefervel pr o colcho no cho. Tendo dores, pode, segundo 
cada indivduo, colocar compressas frias (com argila) ou calor, melhor seco 
(almofada elctrica na regio lombar ou dorsal, saco de areia ou saco de gua, muito 
bem embrulhado). Nunca se sentar na cama com o tronco elevado, desfazendo a 
curvatura fisiolgica convexa para a frente da coluna lombar (colocar um rolo).

      Sentado:

      Nunca cruzar as pernas. Sentar-se sempre com o tronco bem direito. Nunca 
espreguiar-se em maples, cadeiras de lona, etc., sem apoiar bem a regio lombar 
(que nunca deve cair para trs). Quando se levanta da cadeira (e tambm da cama), 
esticar logo o tronco, sem torc-lo, rodar bem as pernas para fora, apoiar os ps no 
cho e erguer-se depressa, bem direito. Evite bases hmidas e frias (pedras, 
mosaicos).

      Andar de p:

      Evitar o andar demasiado sobre asfalto e de brao dado. Andar devagar, nunca 
escorregando e bastante sobre relva, cho de mata e na areia molhada. Nunca 
permanecer de p durante muito tempo! Usar sola de cabedal e saltos altos e largos e 
elevando a sola, desde que haja uma perna curta.

      Andar de carro:

      Evitar veculos trepidantes, balanos e travagens sbitas. Guiar bem direito, 
sentado sobre tbua envolvida ou coberta por almofada e com apoio na regio 
lombar. Sair e esticar-se (e dar passos) em cada perodo de 50 a 100 quilmetros.
      Nunca saltar de veculos em andamento!

      Trabalhar:

      Sempre sentado ou de p com o tronco esticado. De vez em quando esticar-se, 
como, alis, faz logo ao acordar de manh. Nunca se dobrar durante o trabalho, nem 
ao calar sapatos, pr meias e cuecas, ao levantar objectos, ao cozinhar, pintar, 
limpar o cho e a casa, servir  mesa, etc. Quando escreve  mquina, manter-se a 
uma secretria alta, no dobrando as costas e ter a mquina sobre um feltro. Ao 
trabalhar, mexer a anca e a coluna lombar s depois da contraco da musculatura 
dorsal. Ao levantar objectos, deixar o tronco direito, flectir os joelhos e levantar 
possivelmente com ambos os braos.

      Transporte de objectos:

      No transportar objectos leves ou pesados. Caso no possa evitar, faa-o com os 
dois braos, ou alternando-os e flectindo-os, sempre com o tronco direito. Os fardos, 
 melhor transport-los  cabea.

      Desportos:

      Evitar exerccios unilaterais (remo, tnis, esgrima, badmington, etc.), saltos e 
torses. Convm natao, sobretudo em piscinas aquecidas. Fazer dinstica diria.

      Regras gerais:

      Tratar os ps chatos. Exerccios: levantar lapiseiras e panos, curvando a sola 
dos ps. Rolar garrafas. Andar descalo sobre areia hmida. Massagem dos ps. 
Vrias vezes ao dia, deitar-se relaxado num plano inclinado!


IX-B) Ginstica dos Olhos


      Muito recomendvel, tambm  o chamado Ioga dos olhos. Serve para afastar 
a fadiga, habituando a vista aos contrastes da luz.
1) Enfiar um fio numa agulha colocada perante os olhos. Concentrar-se e 
divagar os olhos, alternadamente. Com os dedos, puxar as sobrancelhas 
quanto mais possvel para cima e abrir e fechar alternadamente as plpebras.
2) Pestanejar o mais possvel, as plpebras. tapando um olho, fazer este 
movimento com o outro olho.
3) Cruzar ambas as mos ante os olhos, no deixando entrar luz. Fazer isto de 
duas em duas horas, durante dois minutos cada vez.
4) Apoiar a cabea sobre as mos, encerrando os olhos. Desenhar com as 
pupilas a figura de oito deitado. No mexer a cabea.
5) Banhar os olhos ao sol, colocando-se na sombra. Cobrir um olho com a mo 
e olhar com o outro rapidamente para o sol e para o solo, alternadamente. 
Repetir o mesmo com o outro.


X. Tratamento Quinesiteraputico das Vrias Doenas


      Segundo Kohlrausch, a quinesiterapia  dividida em terapia de grupo e individual. 
Naquela, contamos sobretudo tambm com o efeito psquico, devido ao estmulo que 
provm da comparao do trabalho com os outros, o que faz aumentar a funo da 
reabilitao. E ao contrrio do que acontece na quinesiterapia individual, podem-se 
utilizar os jogos e exerccios de competio, encontrando a utilizao sistemtica do 
ritmo uma maior animao.
      Na quinesiterapia individual, o maior resultado  garantido pelas cargas mximas 
que exigem 60% da fora muscular total aplicada com curta durao.
      O efeito de carga mnima aumenta quando aplicada com frequncia. A coordenao 
pode ser favorecida com exerccios de presso ou outros chamados dirigidos, 
combinados com ritmo ou troca de impulsos ou movimentos de extrema oposio e o 
sentido do equilbrio pode ser favorecido por meio de deslocamento activo do peso do 
corpo (exerccios de p, marcha, salto e a chamada estabilizao, mtodo pelo qual o 
massagista tira o paciente da sua posio estvel que procura manter.

Acidentes desportivos

      Leses da pele:

      As leses mais frequentes so: ferida, corte, escoriao, esfoladura, contuso, 
pisadura, hematoma, entalo, golpe. Ainda distinguimos as feridas em simples em 
complicadas, como rasgo, perfurao, esmagamento e dilacerao.
      Em qualquer leso da pele ou mucosa  preciso cortar a roupa que pode perturbar a 
cura, remover com cuidado qualquer corpo estranho e estagnar a hemorragia (ver 
adiante). Nunca fazer lavagens ou manobras de desinfeco e de maneira alguma mexer 
com os dedos. Aps um penso de compresso, almofadar o stio da leso e possibilitar 
descanso. No esquecer a injeco de soro antitetnico, quando as circunstncias o 
exigirem (feridas fundas, com terra, estilhaos de vidro, lascas de madeira, etc).

      Bolhas, galos, calosidades:

      As bolhas podem ser de gua (linfa) ou sangue. Com uma agulha desinfectada 
convenientemente (queimada, pois no basta lcool), picar a bolha dos dois lados e 
passar um fio, colocar gelo sob presso e dar repouso. Contra os calos dos ps, quando 
houver necessidade de interveno urgente, pode tentar-se a raspagem. De resto, 
calicidas e sapatos largos. Contra os calos das mos, serve muito bem o uso frequente 
de pedra-pomes. Quando h galos do crnio, actua-se com a face de uma faca. Fazer 
presso.

      Queimaduras:
      Quando so superficiais, serve farinha, fcula de batata, ch frio, talco, azeite, sabo 
ou gua fria. Nunca abrir as bolhas! Quando houver roupa em chamas, envolver a 
pessoa num cobertor ou rol-la no cho. Dar estimulantes e lquidos.

      Picadas e mordeduras:

      H vrios produtos comerciais que evitam a picada de insectos. Uma vez picado, o 
desportista aplica gua amoniacal ou leo de cravo ou limo contra a picada de 
mosquitos. No mais, compressas frias com gua ou lcool ou ento gelo. Havendo  
mo comprimidos anti-histamnicos, poder recorrer a eles. Picado por uma abelha, o 
desportista tira em primeiro lugar o ferro. No deve usar compresso e o melhor  
arranhar a pele com a unha. Desta forma sai bem o corpo estranho. Esfregar com salsa e 
aplicar compressas frias com gua, subacetato de alomnio ou lcool. Picadas na lngua 
melhoram, chupando gelo. Picadas na glote requerem tratamento com sprays 
anticongestivos ou mesmo traqueotomia. Aps a mordedura de uma cobra,  preciso 
laquear a extremidade por cima da ferida, que deve ser mais aberta por meio de um 
instrumento cortante passado pela chama. Sugar ento o sangue e cuspi-lo (ateno a 
feridas na boca de quem presta assistncia!) ou aplicar ventosas. O lugar da mordedura 
tambm deve ser queimado. Antes de vir o mdico (que dever munido do respectivo 
soro), o membro  amarrado. Mordeduras de gatos ou ces so tratadas com tintura de 
iodo (ateno a animais raivosos).

Msculos e tendes:

      Msculos doridos:

      Mexer os msculos dentro de um banho bem quente. S ento se fazem 
afloramentos ligeiros, frices e apisoamentos. Finalmente, sacudir as extremidades.

      Cibras:

      A perna em questo  flectida sobre a coxa, seguindo-se uma flexo dorsal forada 
do p e presses intermitentes. Depois o membro eleva-se e procede-se a afloramentos 
centrfugos calmantes, amassamentos e agitaes hiperemizantes. Compressas quentes.

      Contuso:

      Aplicar primeiro afloramentos e presses e depois gelo.

      O tratamento das mialgias com envolvimento de gelo pode ser substitudo pelo 
banho fresco (30 graus centgrados) sedativo, combinado com a influncia do anidrido 
carbnico, cujo efeito fsico-qumico se faz notar na dilatao dos capilares perifricos 
e na economia do trabalho cardaco.

      Distenso:

      Calor em primeiro lugar. Imobilizao. No primeiro dia, os afloramentos so bons 
para abrir o msculo distendido. No 2. ou 3. dia, fazem-se presses e, quando a 
tumefaco desaparecer, ligeiras vibraes e sacudidelas. Continuar com calor, ar 
quente, infravermelhos, etc. A partir do 5. dia, o msculo j tolera frices e 
amassamentos.
      Em caso de torcicolo,  preciso tratar as durezas que se encontram frequentemente 
no esternocleidomastideo pelo que  aplicada a manobra do gancho (frico), 
comeando sobre a coluna cervical, dum lado, e na clavcula, do lado anterior.
      O lumbago admite geralmente massagem mais enrgica logo desde o incio. Por 
isso, alm das traces segundo a escola de massagem do tecido conjuntivo, a manobra 
do pente pode ser tentada. As vrtebras tratam-se com vibraes e toda a regio com 
presses intermitentes, mo sobre mo.

      Ruptura e hematoma (msculos, tendes e fscia):

      Imobilizao imediata, ficando o msculo lesado em descontraco. Quer dizer, 
origem e insero devem ser aproximadas. Bandagem elstica, com presso e por cima 
um saco de gelo. Noutro dia, podem ser colocadas sanguessugas e feitas ligeiras 
passagens com pomadas  base das excrees desses animais. Ondas curtas, 
infravermelhos, ultra-som, ar quente, etc. Aps o desaparecimento do hematoma, o 
massagista manobra com frices dos dois lados contra o stio da ruptura e s 3 semanas 
depois a massagem pode ser feita sobre o msculo.
      Uma massagem imediata aps a ruptura s pode ser permitida, quando o desportista 
tem de continuar em prova. Mas isso nunca  conveniente.

Articulaes (ligamentos, meniscos):

      Contuses:

      Aplicar gua fria e tintura de arnica diluda. Quando o desportista tem de continuar, 
forosamente, em prova, fazem-se logo afloramentos, presses e frices circulares em 
cima da articulao. Noutros casos, aplicar calor sob todas as formas, ligadura elstica e 
repouso.

      Distorses:

      Na entorse h sempre um derrame na articulao e tanto os msculos como os 
tendes sofrem e podem romper-se (entorse complicado). Como primeira medida, 
recorre-se  gua fria ou ao  gelo. Aps um dia de repouso, podem ser administrados 
tratamentos fisiotrpicos (ondas curtas, ultra-som, etc.) e serem feitos afloramentos, 
frices centrpetais, presses e vibraes. O repouso  sempre conveniente (previnem-
se logo as contraces das entorses!). Quando persistir a hidartrose (derrame intra-
articular), no  assunto mesotrpico, mas requere puno ou interveno cirrgica.
      A massagem da entorse precoce diminui a dor e o hematoma, reduz a possibilidade 
de atrofia, encurta o perodo de convalescena, afasta os danos da atrofia cutnea e 
conserva a maleabilidade das articulaes.

      Sinovite:

      A massagem da sinvia articular requer frices revulsivas e compresses profundas 
com o polegar, aplicadas em redor da articulao. Tambm esto indicadas ligeiras 
vibraes.

      Leses dos meniscos:

      Examine, com o fmur fixado e o joelho estendido, se h movimento anormal da 
perna. Em primeiro lugar,  preciso imobilizao. Com ligeiras afeces, basta gelo e 
mais tarde calor e tratamentos fisioterpicos. Ligeiras massagens podem ser permitidas. 
Mas, desde que haja deslocao ou ruptura, a operao est indicada para no perturbar 
a disponibilidade futura do desportista.

      Luxao:
      Faz-se logo uma massagem calmante e descongestionante no sentido centrfugo. 
Depois, reposio imediata, tala e cuidadoso tratamento. Cinco dias aps a reduo 
previnem-se as contracturas por meio de presses intermitentes, vibraes e 
mobilizaes cautelosas.

Ossos:

      Contuso:

      Nos primeiros momentos, gelo e frices revulsivas sobre o peristeo. Mais tarde, 
calor e fisioterapia.

      Fractura:

      Tirar vestidos e roupa que incomodam. Quando houver fractura complicada, aberta, 
exposta, aplicar os tratamentos indicados nas leses da pele e nas hemorragias. Quando 
se coloca uma tala (qualquer coisa servir), faz-se traco e contraco dos fragmentos e 
dedica-se especial ateno s esqurolas para que no perfurem a pele.

Hemorragias:

      O deixar sangrar significa uma autodefesa, desde que a hemorragia fique em limites 
aceitveis. Quando a perda de sangue  superficial, basta um peso compressivo (no 
com o dedo). Temos de distinguir entre a hemorragia arterial (sangue vermelho claro, 
saindo com jacto rpido) e hemorragia venosa (sangue escuro) e hemorragia capilar 
(derramamento lento). D-se ao acidentado posio horizontal, com a cabea baixa. Na 
hemorragia arterial, o membro  elevado e laqueado por meio de um torniquete (no 
usar cordas) acima do vaso cortado. Convm afroxar de 15 em 15 minutos.
      Na coxa, pode fazer-se presso sobre a artria na regio inguinal; ou no meio do 
fmur, a uma hemorragia de uma variz. No pescoo, a presso  exercida sobre o bordo 
interno do msculo esternocleidomastideo; no brao, sobre o pulso radial ou no 
cotovelo e no espao entre flexores e extensores do antebrao. Os braos so elevados 
at o pulso radial desaparecer. Podem tambm exercer-se presses na axila, na cavidade 
acima da clavcula e sobre as cartilagens do nariz, quando houver hemorragia nasal, 
ajudando, neste caso, ainda a inclinao para trs da cabea. Na hemorragia venosa, a 
laqueao  feita distalmente da ferida.

Corpos estranhos:

      No olho: No esfregar. Aproveite as lgrimas e tire o objecto com um pouco de 
gaze. Previamente poder virar uma  ou ambas as plpebras.
      No nariz e no ouvido: Algumas gotas de azeite movero o corpo estranho.
      Nos brnquios: Quando se trata de crianas, devem ser voltadas de cabea para 
baixo. Bater nas costas. De resto, posio sobre um dos lados, com a bacia elevada e a 
cara virada para o cho. Respirao artifical at  chegada do mdico. Para obter 
sucesso, inclinar a cabea em extenso mxima, segurar o maxilar inferior contra os 
maxilares superiores e insuflar ar na boca ou no nariz (20 vezes por minuto) e deixar o 
sinistrado expirar automaticamente. A respirao pode ser acompanhada de ginstica 
precardaca, isto , percusses ou presses rtmicas contra o corao (dobro do ritmo da 
respirao boca-boca).

Desmaios, colapsos, choques:

      Abrir os vestidos e dar amonaco a cheirar. Quando a cara estiver plida,, colocar a 
cabea direita ou para trs e elevar as pernas; se estiver congestionada, elevar a cabea. 
Borrifar o tronco e a face com gua fria, fazer ccegas nos ps, proporcionar ar fresco e 
oxignio. No dar bebidas! Respirao artificial, se for necessria (ver Corpos 
estranhos).

Choques elctricos:

      No tocar no sinistrado! Desligar a corrente e afastar o acidentado. No conseguindo 
a interrupo da energia elctrica, tirar a pessoa por meio de cabos de madeira, 
borracha, papis de jornais e outros isolantes. tratar as queimaduras (ver Leses da 
pele) e aplicar respirao artificial e massagem cardaca.

Asfixia:

      Afastar a roupa e corpos estranhos da garganta. Puxar a lngua e fix-la para fora, 
em ltimo caso por meio de um alfinete de dama, atravessado. Bater nas costas, dar 
amonaco a cheirar, fazer ccegas nos ps. Respirao artificial e massagem cardaca.

Afogamento:

      Tirar a roupa. Deitar o sinistrado de bruos para expulsar a gua do estmago. Tirar 
a lngua (ver Asfixia) e aplicar respirao boca a boca e massagem precordial (ver 
Corpos Estranhos).

Insolao:

      Tirar a roupa e colocar o acidentado na sombra. Dar caf ou usque, se o acidintado 
estiver consciente. Um jorro de gua fria por cima dele. Respirao artificial. Se ele 
acordar, dar gua salgada a beber.

Intoxicao:

      Fzer ccegas na faringe. Dar gua morna ou salgada a beber, pois o sinistrado 
vomitar. Neutralizar o veneno com leite, clara de ovo, cal, soda ou carvo diludo em 
gua. Quando se trata de alcalinos, fornecer cidos, como limo, por exemplo. Jorros 
com gua fria, oxignio, respirao artificial.

Congelao:

      Reaquecimento vagaroso (nunca em salas aquecidas). Friccionar com neve ou gelo. 
Cuidado para no danificar qualquer parte do corpo congelado. Estando melhor, 
proporcionar um banho quente.


Doenas cardacas e circulatrias

      Podems descarregar o ventrculo esquerdo e assim fazer afluir mais sangue  
periferia quando procedemos a afloramentos e frices capilarizantes sobre a periferia. 
Tambm agitaes das extremidades conduzem  mesma finalidade. Para favorecer o 
refluxo venoso, servem a elevao das pernas e deslisamentos sobre a pele, presses e 
movimentos passivos das extremidades. Na estenose da vlvula mitral, as manobras no 
devem feitas no sentido centrpeto. Nem convm uma ginstica respiratria profunda. 
Aps a massagem de braos e pernas, seguem-se compresses dos arcos costais durante 
a expirao e uma ligeira masagem abdominal, para combater o meteorismo (gases). 
No devemos esquexcer que o corao carece de sangue, quando a leso valvular for 
descompensada, ao passo que a pura insufificincia conduz ao aumento do volume 
sanguneo, devido  hiperfuno da parte venosa. No devemos deixar de recorrer  
massagem das zonas reflexogneas nas costas e s manobras sobre o peristeo do 
esterno, sobretudo na taquicardia (pulsao rpida). Sobre o prprio corao fazem-se 
percusses e vibraes assim como sobre as costas.
      Na neurose, alm da psicoterapia e da respirao diafragmtica, feita ainda segundo 
a tcnica dos ioguis, a massagem pode ser mais enrgica.
      Quando se trata de um doente obeso com leses do miocrdio, mas compensado 
(sem edemas, cianose, albumina, etc.), a massagem ser ento mais prolongada e 
violenta (malaxaes e percusses). Uma manobra interessante  a agitao do trax, de 
que j falmos. Tambm as vibraes sobre o esterno e entre as espduas so operaes 
a considerar.
      Na hipertonia (tenso arterial aumentada) preferimos frices superficiais em 
combinao com respirao profunda e relaxe, durante o intervalo respiratrio. Para a 
descontraco geral tambm servem as agitaes das extremidades. A hipertonia exige 
manobras de passar a ferro e de pente, apisoamentos, percusses e vibraes, 
manuais e mecnicas.
      Na insuficincia dos vasos coronrios, assim como na angina de peito, todas as 
medidas estimulantes do simpaticotono sero banidas e substitudas por manobras que 
afrouxem a musculatura. As presses sobre o abdmen combatem eficazmente a 
posio alta do diafragma.
      Nas doenas dos vasos perifricos e sobretudo nos espasmos das artrias das pernas 
(doena de Raynaud e Buerger, claudicatio intermitens, coxear intermitente), as 
medidas passivas so preferveis. Tambm a massagem dos segmentos favorece a 
melhoria. Comeamos sempre com frices de gancho sobre o sacro e os ilacos. Os 
exerccos activos de resistncia fazem-se sobretudo nos adutores. No devemos deixar 
de recorrer  hidroterapia (banhos alternantes, quentes e frios) e  estagnao venosa 
segundo Bier, feita durante 5 minutos e seguida de elevao das pernas durante 3 
minutos, manobras estas que devem ser feitas 5 vezes seguidas.
      Nas doenas das veias, sobretudo das varizes, comear com exerccios passivos, 
incluindo agitaes das pernas. Estas podem ser elevadas durante a masoterapia e 
acompanhadas de respiraes profundas, dos flancos e diafragmtico-abdominais. Entre 
os exerccios  preciso descansar para dar tempo ao efeito de presso e aspirao. 
Quando h ulceraes, comvm fazer afloramentos, primeiramente longe da lcera e 
depois sobre os bordos desta. Na massagem segmentar das doenas cardiovasculares 
interessam as seguintes zonas: Cervicais 3 e 4 e dorsais 2 a 6. Existem covas e 
tumefaces sobre a 7. vrtebra cervical, da espdua superior para baixo, debaixo da 
axila esquerda e entre o 5. e 8. espao intercostal da frente do trax. As artrias 
encontram as zonas na regio sagrada, sobre o trato ileotibial e sobre a barriga da perna.


Doenas do aparelho respiratrio

      Os principais tratamentos consistem na massagem dos msculos respiratrios, entre 
os quais no devemos esquexcer fazer frices sobre os intercostais e a ginstica 
respiratria. Esta ser diafragmtica-abdominal e ainda dos flancos. A respirao  feita 
pelo nariz e a expirao, durando o dobro ou triplo do tempo da inspirao, pode ser 
feita pela boca. Ainda pode ser acompanhada de presses e vibraes sobre o trax e de 
sons, como zunir e outros sinais acsticos. Aps a fase expiratria segue um intervalo 
durante o qual se pratica um relaxe psicofsico. A respirao pode ser acompanhada de 
massagem, aflorando cardialmente durante a inspirao e levando os ps para a flexo 
dorsal ou o joelho para o peito; durante a expirao, o trax  comprimido e os 
msculos so descontrados (tambm se faz agitao dos braos).
      Quando o trax  estreito, eliminamos a respirao abdominal, ligando o ventre. O 
paciente inspira com o ventre para dentro. A respirao pode ser forada, quando o 
massagist actua com resistncia no trax.
      Os pontos maximais das costas encontram-se nos segmentos cervicais 3-7 e dorsais 
3-8; nos ngulos, entre esterno e costelas e entre clavcula e esternocleidomastideo.


Doenas do aparelho digestivo

      A masoterapia, j o dissemos, tem em vista a fortificao da musculatura estriada da 
parede abdominal e da musculatura lisa dos intestinos. A cinta natural da prensa 
abdominal  importante na ptose dos rgos abdominais, na qual devem ser evitados os 
exerccios de saltar e correr. As manipulaes mais importantes para criar uma forte 
musculatura abdominal consistem em frices de passar a ferro, malaxaes sob todas 
as formas e em percusses enrgicas, at com os punhos.
      Na priso de ventre  preciso analisar se se trata de espasmos ou de atonia. Naquela, 
as manobras so mais superficiais e ligeiras, preferindo-se os afloramentos calmantes e 
frices circulares e espirais, as presses e vibraes digitais. Na priso de ventre 
atnica, sobretudo a malaxao profunda deslizante (de bscula transversal), a presso 
profunda contra a coluna vertebral, ainda a vibrao dos plexos celaco e esplncnico, 
situados no meio da linha entre umbigo e apfise xifide, respectivamente entre o 
umbigo e a snfise, e ainda a percusso so indicadas. Estas manobras so feitas durante 
forte expirao. Percutir tambm as brtebras lombares. A massagem estomacal 
beneficia sobretudo os disppticos, astnicos e neurastnicos. Na dilatao temos por 
objecto empurrar o contedo gstrico para o piloro, actuando a partir da esquerda. O 
rudo especial de gluglu ouvido no incio desaparece comn a continuao. Quando o 
motivo da dilatao no  a simples ptose, mas uma contraco espasmdica do piloro, 
a massagem intestinal  melhor, pois cria uma espcie de sifo. Nas dispepsias 
nervosas com anorexia (falta de apetite), a massagem  feita antes das refeies; nas 
crises de digesto pesada, longe aps a comida.
      Quando no h ectasia do estmago, as manobras fazem-se contra a grande 
curvatura.
      Nas lceras gstricas ou duodenal, as mos do massagista evitam a regio 
estomacal, mas actuam sobre todo o tracto intestinal, para combater a priso de ventre.
      Na simples gastrite crnica, todas as manipulaes sobre o estmago so feitas 
durante a expirao e preferimos as presses, vibraes e a massagem das zonas 
reflexogneas, alis tambm usadas na lcera.
      A enterite crnica  tratada com afloramentos circulares e espirais e ainda com a 
massagem sobre os pontos maximais do dorso (ver figuras).
      Em todas as clicas intestinais, os afloramentos, as vibraes, a presso e as frices 
sobre as zonas metamricas conduzem ao alvio do doente. O meteorismo crnico, 
desde que no seja motivado por causas orgnicas (estenose, etc.), admite bem presses 
e at malaxaes e vibraes. As percusses, porm, so de evitar.
      Debaixo da espinha da espdua esquerda existe um ponto maximal especfico das 
doenas gstricas, continuando o dedo do massagista at  poro posterior do deltide. 
Do lado ventral, os passes seguem o arco costal esquerdo, desde a apfise xifide at ao 
peito.
      Os segmentos para o intestino delgado encontram-se nos dorsais 10 a 12 e para o 
clon entre a 2. dorsal e a 3. lombar. Importante ainda  a regio entre a tuberosidade 
isquitica e o trocnter. A vescula biliar  tratada nos segmentos D 2 e 3 do lado 
direito.


Doenas dos rgos da pele

      J falmos da tcnica da massagem ginecolgica ou abdominovaginal.  excelente 
para combater aderncias, desvios uterinos e reabsorver exsudados inflamatrios. Para 
se obter o contacto das duas mos, a mo externa deve actuar com presso progressiva 
profunda, enquanto os dedos internos empurram o tero para cima. Em caso de 
salpingite fechada (inflamao das trompas), esta pode transformar-se em aberta, 
praticando algumas frices fortes. Assim, a drenagem est assegurada.
      Naturalmente, conforme o stio atingido dos anexos e a natureza da inflamao 
(salpingite direita ou esquerda, pelvipereritonite crnica, etc.), a tcnica da massagem 
muda, isto , a posio dos dedos altera-se, pois  preciso desfazer o exsudado. Para 
desfazer aderncias, usamos traces fortes com ambas as mos, de forma a 
encontrarem-se.
      Tambm a cura da dismenorreia (dores durante a menstruao), quando originada 
por obstruo ou estreitamento do canal cervical,  beneficiada. Quando se trata de 
virgens, o procedimento far-se com uma mo sobre o ventre e a outra, atravs do recto, 
sobre a parte posterior do colo uterino (massagem abdomino-rectal). Tambm na 
parametrite crnica no espao de Douglas e em todos os empastamentos residuais a 
massagem pode contribuir para a cura definitiva. Quando os ligamentos tero-sagrados 
se contraem e o tero se encontra em retroflexo, a massagem pode relax-los e 
estend-los.
      No esquecer que qualquer sesso deve ser seguida de um repouso de 24 horas. 
Previamente, a bexiga e o recto devem ser evacuados e os rgos sexuais externos 
lavados.
      Para influenciar a menstruao h dois sistemas: a prae-menses-massagem, que 
consiste em ligeiras frices sobre o lado direito da nuca e 2-3 centmetros do lado 
direito do espao intercostal dorsal 3 e 4 (rotaes leves da direita para a esquerda, 
durante 5 minutos); e a stop-massagem que, comeando a partir do 3. dia da 
menstruao,  feita sobre o mesmo ponto, justamente no bordo interno da omoplata 
direita.
      A bexiga alcana-se atravs da parede abdominal do recto. O doente (reteno de 
urinas, devido  hipertrofia da prstata, neurose vesical, incontinncia urinria nocturna, 
etc.) s dever urinar metade ou, quando a urina for infectada e turva, urinar tudo e 
levarar um enchimento de bexiga, atravs de uma alglia, com 350 centmetros cbicos 
de soluto de cido brico a 1%. Ento receber afloramentos sobre a regio hipogstrica 
e percusso com os dedos em gancho por cima e atrs da snfise.
      O recto introduzido no recto tambm sentir uma resistncia que corresponde ao 
colo vesical debaixo dos dois lobos da prstata (no homem). Afloramentos e vibraes 
so feitas neste stio.
      As doenas da bexiga so tratadas a partir das razes sagradas sobre a tuberosidade 
isquitica e o glteo mdio. Nas enfermidades renais h tenses aumentadas nas zonas 
segmentares dorsais 10-12 e lombares 1-3.
      A massagem dos rins  feita, tanto nas congestes crnicas geralmente provocadas, 
como na descompensao das leses cardacas, no rim pttico (rim cado) e rim mvel. 
O doente, de costas, inclina um pouco a cabea e espduas (elevadas) e flecte as pernas. 
O massagista pe-se do lado contrrio ao rim a tratar. Proceder sobre o trajecto do 
clon ascendente e e descendente correspondente ao rim subjacente. Depois actuar 
com presses na parte posterior dos flancos, ficando o rim perfeitamente entre as duas 
mos. A presso  feita no final de cada inspirao profunda do paciente.
      Para obter boa diurese, recorremos sempre  massagem geral, pois urinamos com 
todos os tecidos.


Doenas do aparelho muscular e sistema nervoso

      Tratamos msculos e nervos em conjunto, porque na massagem, dedicada sobretudo 
s paralisias, devem ser considerados inseparveis. No captulo da anatomia e fisiologia, 
o aluno, sabendo como funciona o sistema nervoso, j fez uma ideia do procedimento 
necessrio. Evidentemente, neste captulo no repetinmos o que j escrevemos acerca 
das leses (contuses, rupturas, distorses, etc.) de msculos e nervos. Vamos em 
primeiro lugar repetir os msculos principais, as suas funes e enervaes. Depois, 
teremos uma base para aprender como deve ser feita a massagem nas perturbaes dos 
nervos perifricos (nevralgia, neurite, paralisia) e dos nervos e centros cerebrais 
(paralisia espasmdica, hemiplegia, doenas cerebromedulares). Finalmente trataremos 
da massagem nas perturbaes gerais do sistema nervoso e psquico.

Msculos

Cabea:

      Flectida para frente: Grande e pequeno recto anterior.
      Flectida para trs: Trapzio (nervo espinhal), esplnio completo.
      Flectida para o lado: esternocleidomastideo, cutneo do pescoo, trapzio, 
esplnio, grande complexo,recto posterior.
      Rotao: Grande oblquo, esternocleidomastideo e grande complexo (rotao para 
o lado contrrio) e flexores.

Pescoo:

      Flexo: esternocleidomastideo, omo-hiideo, tireo-hiideo, escaleno e grande do 
colo (plexo cervical), rectos anteriores.
      Extenso para trs: trapzio, angular da omoplata, esplnio, transversal do colo, 
interespinhoso.
      Flexo lateral: Transverso do colo, escaleno, recto lateral do colo, 
esternocleidomastideo, flexores e extensores.
      Rotao: Esplnio, esterno-cl. Do outro lado, subespinhoso.

Omoplata:

      Levantado: Trapzio (parte sup.), angular da omoplata, rombide (nervo dorsal).
      Abaixado: Trapzio (parte inf.). pequeno peitoral.

Trax:

      Os peitorais (nervo toracal ant.), dentado ant., elevador das costelas, transverso das 
costelas, intercostais, recto abdominal.

Trax (costas):

      Trapzio, grande dorsal (nervo subescapular), rombides, elevador da escpula, 
dentados posteriores, esplnio, sacro-espinhal, longo dorsal, ileocostal, espinhais, semi-
espinhais, extensor comum do tronco (todos enervados por nervos medulares.

Coluna vertebral:

      A imobilidade  garantida pela aco antagnica de: grande dorsal, trapzio, 
peitorais, longo dorsal, sacrolombar, quadrpedes da coxa, gmeos.

Bacia:
      Flexo: Psoas-ilaco (nervo femural).
      Extensores: Semimembranoso (nervo isquitico).

      Rotao do mesmo lado: Grande oblquo, tensor da fscia lata, adutores e pectneo.
      Rotao para o lado oposto: grande dorsal, pequeno oblquo, costureiro, grande 
glteo, poro mdia do mdio e pequeno glteos, piramidal, obturador da pelve, 
quadricpedes, bicpedes e psoas-ilaco.

Tronco:

      Curvado para frente: Recto anterior do abdmen, piramidal, grande e pequeno 
oblquos e psoas-ilaco (com braos fixados), peitorais, grande dentado (com a bacia 
flectida), pectneo, adutores, costureiro.
      Rotao: Peitorais, grande dentado, intercostais, oblquos, trapzio (parte inferior) e 
grande dorsal, pequeno dentado e sacrolombar (todos do outro lado).

Membro superior:

      Brao:

      Abduo at  horizontal: Deltide (nervo axilar), subespinhoso.
      Abduo do brao elevado: Corabraquial (nervo musculocutneo).
      Elevao at  perpendicular: Grande dentado, trapzio.
      Abaixado at ao corpo: Grande peitoral, grande dorsal, subescapular, pequeno 
redondo, tricpides.
      Elevao para cima e frente: Deltide (poro anterior), grande peitoral, 
coracobraquial, bicpede.
      Rotao para dentro: Deltide (por. Ant.), subescapular, grande peitoral, grande 
dorsal, grande redondo (nervo subescapular), coracobraquial.
      Rotao para fora: Deltide (por. pst.), pequeno redondo (nervo axilar), supra e 
infra-espinhosos (nervo supra-escapular), subespinhoso.
      Extensores do antebrao: Tricpedes, ancneo (nervo radial).
      Flexores do antebrao: Braquial anterior, bicpede, coraco-umeral (nervo 
musculocutneo), supinador, pronador radial, palmares, cubital anterior, flexor comum.

      Antebrao:

      Os extensores da mo partem do epicndilo, formam o grupo posterior e so 
enervados pelo radial. Os flexores partem da epitclea, formam a face anterior e so 
enervados pelo nervo mediano e cubital.
      Flexores e pronadores (rotao para dentro): Flexores radial e cubital (nervos 
medianos e cubital), grande palmar e flexor digital (nervo mediano), pronador redondo e 
quadrado (nervo mediano).
      Extensores e supinadores (rotao para fora): Extensores radial e cubital e dos dedos 
(nervo radial), extensores do polegar e indicador e abdutor do polegar, bicpede (o mais 
forte supinador), braquiorradial (longo supinador) e supinador (todos enervados pelo 
nervo radial).

      Mo:

      Palma da mo (flexores dos dedos), enervados metade pelo nervo mediano e metade 
pelo nervo cubital; eminncia tnar (abdutor, adutor e oponente do polegar, enervados 
pelos nervos medianos, cubital e radial), eminncia hipotnar (abdutor, curto flexor e 
oponente do pequeno dedo, enervados pelo nervo cubital).
      Face dorsal da mo (extensores dos dedos, enervados pelo nervo radial; supinador, 
radial e cubital posterior pelo nervo radial. Msculos intersseos  enervados pelo nervo 
cubital).
      Repentino:
      Flexo da mo: Palmares, flexores comuns e do polegar, cubital anterior.
      Extenso da mo: Radial, cubital posterior, extensores dos dedos.
      Bduo: Radial e grande abdutor do polegar.
      Aduo: Cubital anterior e posterior.
      Pronao: Redondo e quadrado pronadores, cubital anterior, grande palmar, flexor 
comum.
      Supinao: Bicpede, curto supinador, grande abdutor do polegar.
      Dedos flectidos: Lombricides, intersseos, flexores.
      Dedos estendidos: Extensores, lombricides e intersseos (duas ltimas falanges).
      Dedos, abduo e aduo do mdio: Intersseos palmares ou dorsais.
      Analogamente so mexidos o polegar ou o pequeno dedo (flexores, extensores, 
abdutores, adutores, oponentes).

Membro inferior:

      Coxa:

      Temos de tratar 5 grupos: Quadricpedes e costureiros, enervados pelo nervo 
femural (curural); adutores, enervados pelos nervos curural, obturador e grande citico; 
tensor da fscia lata, enervado pelo nervo glteo; os glteos, enervados pelos nervos 
glteos e os msculos posteriores, enervados pelos nervos citico e obturador (o 
bicpede pelo nervo tibial e peroneal).
      Flexores: psoas-ilaco, pectneo, adutores.
      Extensores: Glteos, obturador, gmeos da pelve, quadrado, grande adutor, 
bicpede, semitendinoso e semimenbranoso.
      Aduo: Adutores, psoas-ilaco, pectneo, bicpede, semitendinoso e 
semimembranoso.
      Abduo: mdio e pequeno glteos, tensor da fscia, piramidal, costureiro, 
obturador interno, gmeos da pelve.
      Rotao para dentro: Mdio e pequeno glteos, semitendinoso e semimembranoso.
      Rotao para fora: Piramidal, obturadores, glteos, psoas-ilaco, pectneo, adutores, 
bicpede, tensor da fscia, gmeos da pelve, quadrado.

      Perna:

      Grupo anterior (tibial e extensores): Enervado pelo nervo tibial anterior. Grupo 
externo (os trs peroneais): enervado pelo nervo musculocutneo do citico poplteo.
      Grupo posterior (os gmeos externos e metade do solhar): enervados pelo nervo 
citico poplteo externo. Grupo posterior (tibial posterior, pequeno plantar e flexores do 
tricpede): enervado pelos nervos citico poplteo interno e tibial posterior.
      Flexores da perna: bicpede, semitendinoso e semimembranoso, gmeos, pequeno 
plantar, poplteo, costureiro.
      Extensores da perna: quadricpede crural, tensor da fscia larga.
      Rotao interna (aps flexo): Semitendinoso e semimembranoso, costureiro, 
poplteo, pequeno plantar.
      Rotao externa (aps flexo): bicpede, gmeos.

      P:

      Flexor (extenso dorsal): tibial anterior, extensores, peroneal anterior.
      Extensores (extenso plantar): gmeos, solhar, pequeno plantar, flexores, tibial 
posterior, grande e pequeno peroniais laterais.
      Rotao para dentro (p varo, supinao conforme escola alem: flexores dos dedos, 
tibiais.
      Rotao para fora: (p valgo, pronao, segundo a escola alem): os peroneais e os 
extensores dos dedos.
      Analogamente h flexores, extensores, adutores e abdutores do dedo mdio e dos 
dedos, entre os quais tm papel preponderante os lombricides e intersseos dorsais, e 
flexores, adutores, extensores e adutor do dedo grande. Os nervos peroneal profundo e 
os plantares enervam o p.
      Segundo a indicao mdica acerca da espcie de paralisia e do nome do nervo 
afectado, o massagista sabe do que se trata e onde deve manipular.
      Aninda a respeito de trs doenas musculares, no muito raras: j tratmos a 
massagem no torcicolo (ver Leses desspportivas) e tambm j descrevemos o 
tratamento do lumbago (ver Leses Desportivas).
      As cibras dos escrives podem ser causadas por motivos psquicos, pelo que 
necessitam de tratamento adequado, ou por motivos musculares, geralmente durezas. 
Alm de movimentos passivos de hiperextenso e hiperflexo, fazem-se massagens, 
duas por dia, com ligeiros afloramentos centrfugos (espasmos!).

Nervos

Nervos perifricos:

      Distinguimos entre nevralgia ou simples dor do nervo e neurite, isto , inflamao 
dos elementos constituintes do nervo. Seja qual for a causa, todo o trajecto deve ser 
tratado para mofificar a nutrio das clulas nervosas. Visto que a consequncia de uma 
neurite pode ser atrofia muscular, tambm o msculo respectivo ser tratado.
      Lembremo-nos apenas dos principais nervos perifricos:

Nervo musculocotneo que enerva o bicpede, o coracobraquial e o braquial;
Nervo mediano que enerva os flexores e os intersseos palmares;
Nervo cubital que enerva os msculos digitais profundos e o msculo cubital do carpo;
Nervo radial que enerva os extensores e intersseos dorsais;
Nervo femural que vai para os msculos extensores da coxa;
Nervo obtudarador que alimenta o pectneo e os adutores;
Nervo glteo;
Nervo isquitico, dividido em tibial e peronial, que estimula os flexores da coxa, os 
gmeos, o quadrado da coxa e os msculos posteriores da perna.

      As manipulaes mais importantes sobre os troncos nervosos consistem em 
vibraes e compresses. Por exemplo, dentro da axila encontramos  frente o nervo 
mediano, para dentro o cbito, para trs o radial e para fora o musculocutneo. Um 
formigueiro na mo ou nos dedos indicar-nos- que o nervo foi bem atingido. Estes 
nervos tambm podem ser tocados no brao ou antebrao. O mediano  atingido com o 
cotovelo um pouco flectido, debaixo da aponevrose do bicpede e entre os dois 
palmares. O nervo radial, na dobra do cotovelo entre o longo supinador e o braquial 
anterior. O nervo cubital, no fundo da fenda entre epitrclea e oleccrano.
      Para o membro inferior, encontramos o nervo femular (crural) sob a arcada de 
Fallopio, debaixo da grande arcada crural. O citico emerge da bacia entre o o osso 
isquitico e o grande trocnter e pode ser atingido tambm na cruz posterior do joelho, 
na face anterior da perna, onde se divide em musculocutneo e tibial anterior e ainda no 
meio da barriga da perna e por cima do lado interno do tornozelo.
      Facilmente comprimimos as terminaes nervosas na face, das quais j falmos.
      Devemos sempre lembrar-nos que, segundo a lei de Pflueger-Arndt, a compresso 
leve estimula e excita o nervo, a presso mdia diminui a sensibilidade e a compresso 
forte pode torn-lo insensvel. Alm do afloramento, da compresso e vibrao, ainda 
podemos deslocar o nervo transversalmente para romper com as aderncias que 
porventura o prendem entre a sua bainha e o tecido circunjacente. Os passes so feitos 
centripetalmente, quando se trata de nutrir o nervo e podem s vezes ser convenientes 
ligeiras malaxaes em pina ou mesmo percusses digitais. Quando h paralisias 
espasmdicas, devem ser tratados tambm os antagonistas (geralmente os extensores), 
com manipulaes mais enrgicas. Nas paralisias flcidas, evidentemente, operamos 
sobre estes msculos atnicos com energia e ligeiramente sobre os antagonistas que 
actuam em contra-aco, a qual muitas vezes leva  contraco articular. A melhor 
massagem  feita debaixo da gua, aproveitando a impulso da gua, pelo que diminui a 
gravidade prpria do  corpo.
      Nevralgia cervicofacial:
       preciso fazer afloramentos, centrfugos no estado agudo, centrpetos mais tarde, 
para melhor irrigar o nervo, acompanhados de frices e presses sobre os msculos em 
que se encontram durezas (trapzio, esternocleidomastrideo, esplnio, occipital, 
temporal, frontal, etc.). Na nevralgia do trigmeo, as compresses e vibraes so 
procedidas sobre a incisura supra-orbital, para o nervo frontal interno. Perante o conduto 
auditivo externo procedemos sobre o ramo auriculotemporal. Na nevralgia occipital no 
ngulo entre trapzio e esplnio e nas fibras superiores do trapzio, perto da linha 
mediana. Ainda na nuca, entre o bordo anterior do trapzio e a margem posterior do 
esternocleidomastideo podemos tratar o plexo cervical superficial. Uma manobra til 
pode ser a frico em pente. Tambm os msculos da mastigao podem estar atacados 
de ndulos duros pelo que merecem traces segundo Dicke-Leube. A cura depende 
muito das mos do massagista.
      Nevralgia intercostal:
      Quando se trata de nevralgia idioptica, tratamos o ponto vertebral no meio do 
espao intercostal, fora das apfises transversas e o ponto lateral onde os ramos laterais 
perfuram para o exterior e ainda o ponto mdio ao lado do esterno. O tratamento 
clssico consiste em frices circulares, presses digitais e ligeira percusso. 
Encontrando pontos maximais sobre as costelas, procede-se  massagem do peristeo. 
A massagem dos nervos intercostais  dolorosa.
      A citica que, tanto como a nevralgia cervical, necessita de tratamentos sobre 
provveis deslocaes das vrtebras  vertebroterapia, espondiloterapia, quiroprtica  
pode ser tratada com bom sucesso pela massagem. O massagista encontrar 
frequentemente endurecimentos nos msculos lombares e das coxas, pelo que trabalha 
com a massagem do tecido conjuntivo e com presses e frices durante todo o trajecto 
do do nervo, desde a coluna lombo-sagrada at  regio popltea e ao tornozelo, 
sobretudo do lado externo, junto ao calcneo. Os afloramentos na fase aguda so 
descendentes, assim como as vibraes digitais. Evitar percusses fortes sobre as 
cavidades dos joelhos! Fazemos sempre extenses da perna doente, dobrando-a sobre a 
bacia, at  perpendicular. Quando a nevrite  acompanhada por degenerescncia 
muscular,  preciso intervir com movimentos de resistncia. A tcnica da massagem do 
tecido conjuntivo trabalha ainda sobre pontos maximais nos segmentos lombares 2. e 
3. do lado so. Sobre a crista ilaca, entre a tuberosidade isquitica e o trocnter e sobre 
a fscia do tensor grande da coxa trabalhamos com a frico em pente. Nunca nos 
devemos esquecer de proceder a algumas presses sobre os intestinos.
      A coccigodinia, na qual encontramos tumefaces edematosas ao nvel do cccix e, 
na mulher, dores  apalpao sobre os ligamentos uterinos, requer, em posio sobre os 
joelhos e peito, presses e frices, com o indicador direito, introduzido no recto, 
procurando atingir bem a parede posterior em direco da coluna vertebral.
      A nevralgia do brao  atacada com os dedos em gancho directamente na fenda 
entre bicpede e tricpede, do lado externo do brao, sobre a insero do deltide. 
Tambm a frico em pente serve contra as durezas. No deixamos de actuar sobre as 
vrtebras dorsais e cervicais. Os nervos radial e mediano evidenciam pontos 
maximais entre o acrmion e a clavcula e nos segmentos cervicais 5-7 e ainda no 
ngulo entre a clavcula e o esternocleidomastideo. No se esquecer de actuar sobre a 
cpsula da articulao escapulumeral.

      Tratemos agora algumas paralisias perifricas, mais frequentes:
      Em primeiro lugar, ocupemo-nos de dois nervos cerebrais que comunicam com a 
periferia: o facial e o espinhal.
      O nervo facial evidencia-se por trs ramos, pelo que devemos aflor-los todos, 
comprimi-los e percuti-los sobre a testa, o maxilar superior e inferior. No devemos 
esquecer mandar fazer ginstica, quer dizer, enrugar a testa, cuja pele deve ser puxada 
para cima; abrir e fechar os olhos; assobiar e zunir, fixando o lado so com adesivo.
      Quando paralisa o nervo espinhal (acessrio = 11. nervo cerebral), atrofia o 
msculo trapzio. Quando falta a poro superior, o doente no consegue levantar a 
espdua. Geralmente as pores mediana e inferior sofrem, ficando a espdua em 
rotao e deslocada para baixo, aparecendo o ngulo inferior visvel debaixo da pele, 
pois tambm gira um pouco para cima, ao mesmo tempo que o ngulo superior da 
omoplata desvia para baixo e para o lado. Visto que o mesmo nervo enerva tambm o 
esternocleidomastideo, o queixo vira para o lado so e o occipital para o lado 
paralisado (perigo de contractura do lado so). Por isso, as nossas manipulaes 
tambm devem ser dirigidas para o lado no atacado, estendendo o msculo.
      Paralisando o nervo axilar, o brao perde a possibilidade de ser levantado para o 
lado, pois a funo do deltide est perturbada. De forma que, alm de massagem, 
sobretudo com malaxaes e percusses,  bom fazer exerccios activos com o brao 
levantado artificialmente e, aps o melhoramento, movimentos de resistncia e 
massagem de reforo  cpsula articular.
      A paralisia do nervo radial  tpica e faz com que a mo esteja cada.  preciso 
actuar com presso, frico e malaxao dos extensores e do tricpede, cuja falta de 
funo, no entanto, pode ser compensada pelo peso do brao. O antagonista bicpede 
deve ser estendido.
      Consultando a nota acima, fcil ser ao leitor calcular quais os msculos a tratar na 
paralisia do nervo mediano. Frequentemente falha a funo do oponente do polegar e 
que, no entanto, poder ser compensada, se insistirmos no reforo do adutor.
      Ao contrrio, faltando a funo do adutor, quando o nervo cubital for paralisado, 
prestamos toda a ateno ao seu substituto, o oponente.
      Na perna  frequente a paralisia do nervo femular (crural) fazendo com que a perna 
se atire para a frente durante o andamento. Ainda h o perigo de que o doente perca a 
possibilidade da boa extenso do joelho. Mas  preciso actuar sobre a cpsula da rtula 
cuja posio sofre devido  fraqueza do quadricpede da coxa. Quando um ventre 
deste msculo  conservado e os outros so paralisados, existe o perigo da luxao da 
rtula. Ento o massagista deve fortalecer as massas musculares paralisadas, poupando 
o ventre restante.
      Muitas vezes h paralisia do nervo peroneal fazendo com que o p se arraste com a 
ponta pendente. Por isso, quando o doente est deitado,  preciso actuar contra a flexo 
plantar e manter o p em flexo dorsal.  preciso fazer exerccios para estender a 
musculatura encurtada da barriga da perna. Para este efeito mandamos flectir as pernas 
com os calcanhares apoiados e unidos. Conforme as fibras dos peroneais acometidos de 
paralisia, pode resultar um p chato e valgo ou um p equino e varo.  lgico onde 
num ou noutro caso o massagista deve actuar (fazendo a corrente galvanofardica o 
resto). No p chato e valgo,  preciso actuar sobre o nervo tibial pelo que 
recomendamos a elevao dos calcanhares com ps paralelos e o peso do corpo mais 
sobre a perna s.

Paralisias do sistema nervoso  neurone central:

      J dissemos que a massagem do mesnquima  capaz de fazer diminuir a presso 
aumentada do lquido cefalorraquidiano. Nas paralisias centrais, a espasmocidade est  
vista, sendo sobretudo os flexores e adutores acometidos de contraces. Os 
afloramentos so feitos no sentido centrfugo, assim como presses intermitentes 
rtmicas, crescentes e decrescentes e vibraes digitais ou s com a polpa do dedo 
mnimo (o canto cubital pode ser demasiado forte). Portanto, o massagista deve saber 
fazer massagem! Por isso, tanto insistimos nos conhecimentos da anatomia fisiolgica. 
Mais tarde, quando a irritabilidade do msculo estiver diminuda, podemos actuar com 
agitaes laterais e beliscamentos, melhor com os dedos flectidos e juntos ao nmsculo 
do que com os dedos em pina, apisoando. Os movimentos sero passivos no incio e 
sempre cuidadosos para no aumentar o espasmo (reflexos tendinosos aumentados). 
Estender um msculo contrado pode durar 10 a 15 minutos. Estas manipulaes fazem-
se melhor no banho quente (hidroquinoterapia). Logicamente  preciso manipular sobre 
os antagonistas, podendo fazer ginstica activa de resistncia sobre os extensores.
      Esta tcnica  sobretudo usada na hemiplegia cerebral (congesto e embolia) 
comeando, cuidadosamente, na segunda semana da doena.  melhor trabalhar 3 vezes 
por dia durante 3 a 5 minutos do que cansar o doente com tratamentos prolongados. As 
percusses usadas na paralisia atnica, so completamente proibidas. A massagem 
geral, no entanto, dirigida contra a presso arterial aumentada  tanto conveniente como 
a massagem abdominal dirigida contra a priso de ventre concomitante. Nunca devemos 
esquecer as zonas segmentares do dorso.
      Anloga e logicamente, o massagista proceder na paralisia infantil de origem 
central (mais frequente  a poliomielite medular) na qual actuamos logo aps o 
desaparecimento da febre e mesmo que haja dores ainda. Muito satisfatoriamente 
respondem os doentes com esclerose em placas em que a massagem relaxante 
acompanha a psicoterapia. Na paralisia agitante pode ser permitido agitar os membros, 
tentando o massagista cobrir as sacudidelas patolgicas do enfermo pelos abanos 
teraputicos, rtmicos tambm. Esta tcnica requer uma grande concentrao do 
massagista.

Neurastenia, neurose, histerismo, fadiga, insnia, etc.:

      H quem prefira no fazer massagens nos neurticos. Em todo o caso, achamos 
exagerada tal opinio e, caso o massagista actue com tacto de mos e com tacto 
psquico, conseguir de certo um bom relaxe e uma boa tonificao do enfermo.  de 
considerar fazer a massagem da parte da manh. Alm disso, a maior parte dos 
neurticos queixam-se de qualquer sintoma funcional e orgnico, pelo que  por razes 
psquicas  convm cuidar deles. Uma contra-indicao, porm, existe: as paralisias 
histricas, nas quais a massagem facilmente fixa a paralisia. No esgotamento cerebral e 
nervoso e na depresso, a masoterapia pode trazer benefcios incalculveis.
      A insnia, sobretudo dos que sofrem de surmnage e da molstia chamada 
doena de manager, a massagem calmante, relaxante, feita antes de dormir, sobre todo 
o corpo, sempre em sentido centrfugo, garante um sono tranquilo. Nesta massagem, 
no nos devemos esquecer de actuar sobre a nuca e, portanto, sobre os vasos 
intracraniianos e o nervo simptico (sentido descendente das manobras).


Doenas cutneas

      Se bem que nas contra-indicaes da masoterapia incluamos as doenas da pele, 
mencionamos, no entanto, algumas molstias crnicas em que os massagistas exercem 
as suas manobras.
      Visto que no acne est perdido ou enfraquecido o tono das fibras elsticas e dos 
msculos lisos das glndulas, podem fazer-se vibraes, presses e beliscamentos para 
desobstruir os folculos que retm a matria sebcea.
      Outra afeco  a esclerodermia, cuja causa  o endurecimento dos tecidos 
subjacentes. Frices de passar a ferro e em pente so as principais manipulaes 
nesta pertinaz enfermidade.
      Pouco menos pertinente  a ictiose em que a pele toma aspecto de escamas de peixe. 
Os tratamentos so idnticos aos precedentes.
      Tambm se fazem frices circulares e traces dedos contra dedos, beliscamentos 
em pina e percusses em cutelo, quando um indivduo pretende livrar-se de cicatrizes.
      Enfim, no prurido a comicho pode abrandar com afloramentos centrfugos.


Doenas ortopdicas
(Coluna, ossos, articulaes)

      J falmos da cifo-escoliose, ou seja, costas curvadas em combinao com desvio 
lateral da coluna vertebral. O massagista deve emitar a Natureza, quer dizer, contribuir 
para que a escoliose de um lado seja compensada de desvio do outro lado, mantendo-se 
deste modo a esttica sem causar dores, deslocaes de vrtebras, desgastes, 
discopatias, desvios da bacia, citica, etc. Na cifose exagerada da coluna dorsal, a 
musculatura peitoral inclina-se para o encurtamento, caindo os ombros para a frente. O 
trax est em expiral. O terapeuta procura fortalecer a musculatura dorsal (relativamente 
fcil nas crianas) e lombar para que no se d aumento hipercompensativo da lordose 
da coluna lombar. Para que a bacia se possa erigir bem, tambm manipulamos sobre a 
musculatura abdominal e da coxa. No deixamos de fazer ginstica activa com 
resistncia sobre a musculatura do dorso, da nuca e da omoplata. Em todos os exerccios 
de extenso combatemos a hiperlordose da coluna lombar (convexidade aumentada para 
frente), fixando esta ou cifosando-a. Sobretudo na ginstica ortopdica segundo Klapp 
pela qual so imitados os movimentos das serpentes,  preciso evitar o demasiado apoio 
sobre as mos. Nunca levantar os ombros, mas, com a cabea na nuca, procurar baixar a 
omoplata e pux-la para trs. Ver se o doente no anda com as costas das mos para a 
frente. Fazer exerccios em p, os joelhos ligeiramente flectidos e o tronco inclinado 
para a frente. H uma tcnica especial de exerccios activos, passivos e com o espaldar. 
Especialistas, ajudantes de mdicos ortopedistas ocupam-se unicamente com a 
normalizao da coluna; assim, no vamosmais adiante com este tema. Apenas, ainda a 
respeito da hiperlordose da coluna lombar na qual a bacia est inclinada 
demasiadamente para frente e h um encurtamento do psoas-ilaco e do quadricpede, 
sendo hiperestendida a musculatura abdominal, procuramos fortalecer esta e os glteos, 
com extenso simultnea dos flexores.
      Quando os desvios patolgicos da coluna so causa ou consequncia de discopatia, 
aconselhamos o tratamento por suspenso e extenso aps massagem e tratamento 
calorfero. Neste caso, o aparelho e os pesos actuam sobre a musculatura dorsal ou sobre 
o ncleo polposo da parte posterior do disco intervertebral.
      Na chamada espondiloartrite ancilopotica ou doena de Bechterew em que se trata 
de uma rigidez crnica da coluna dorsal, o terapeuta procura conservar as curvaturas 
fisiolgicas da coluna e a lordose da coluna lombar, pois esta rapidamente tende  
cifose. Recomendamos o decbito dorsal com apoio nos rins alternando com decbito 
ventral (nunca sobre os lados). Aps bom aquecimento do dorso massajamo-lo 
fortemente com frices em pente e de passar a ferro e com vibraes. Sacudimos 
pernas e braos e estendemos todos os msculos contrados. Especial ateno prestamos 
 respirao costal, torcica e clavicular, mandando primeiramente inspirar contra 
resistncia. No devemos esquecer a mobilidade da coluna cervical e a sua extenso 
para a qual nos servimos do aparelho de Glisson. Exerccios no espaldar so de 
recomendar ainda.
      J mencionmos tambm outras deformaes ortopdicas, dos ps. O p equino-
valgo encontra-se em hiperextenso sobre a perna, apoiando s com os dedos no solo, e 
ainda e abduo (dedo grande para fora, posio chamada pronao pela escola alem); 
o doente apoia mais o bordo interno do p. O contrrio  o p plano-varo, em que se 
perdeu o arco normal do p, havendo contraco contnua dos msculos plantares, 
encurtamento dos peroneais e extensores dos dedos e ainda extenso dos antagonistas. 
Em conjunto d-se umadeslocao mtua dos pequenos ossos do p (parte posterior e 
mdia), entrando este em aduo (supinao na escola alem) e a parte anterior do p 
em abduo de que resulta uma torso de todo o p; ainda pode ser acompanhada de 
flexo dorsal e de p transverso-plano com um alargamento aprecivel da regio 
anterior do p, devido a queda  no s da abbada longitudinal -, mas tambm 
transversal. Os dedos pem-se em posio de garras, o dedo grande deforma para o 
chamado halux valgus e, devido ao desvio do p para dentro, o doente apoia este apenas 
sobre o bordo externo. No p talo ou calcneo, a flexo dorsal pode ser to acentuada, 
que o doente anda apenas em cima dos calcanhares. O p equino tambm pode entrar 
em combinao com o p varo. Tambm conhecemos o p cavo em que a posio  
contrria  do p plano.
      A respeito da masoterapia, precisamos de preocuparmo-nos em primeiro lugar com 
a pergunta se a doena, geralmente de nascena,  redutvel ou no. Quando isto  
possvel, quer dizer, quando no h deformaes sseas, encurtamento de tendes, 
ccatrizes, etc., logo que a criana possa andar, devemos comear com passagem e 
quinesioterapia. Tratando-se de regies articulares, a presso ser uma das principais 
manobras. Mas  preciso actuar com grande cuidado e alterar com ligeiras frices. A 
colaborao com o mdico ortopedista e cirurgio ser especialmente ntima. Quando a 
deformao est absolutamente fixada e sujeita a correco por aparelhos ou operaes, 
 dever do massagista evitar a atrofia muscular devida  imobilizao.
      Para findar este captulo, lembramos apenas alguns exerccios teis dirigidos contra 
o p plano ((chato): rolar os dedos debaixo da planta; apanhar pequenos objectos do 
cho, com os dedos flectidos; enrolar um plano com os dedos; segurar, sentado, um 
pauzinho com os dedos, enquanto uma corda com um peso faz resistncia para trs, 
subir o espaldar com os dedos apenas; andar descalo sobre areia junto do mar ou sobre 
relva molhada; andar de bicicleta, pedalando com os dedos dos ps.
      Ver tambm Massagem nas doenas dos nervos perifricos.
      Falta conversar sobre a massagem das doenas articulares. J tratmos da tcnica da 
massagem articular (ver os captulos Massagem Mdica Parcial, Mobilizao 
Passiva, Ginstica de Resistncia e Acidentes Desportivos).
      No reumatismo crnico primrio, o massagista manobra sobre os extensores e 
abdutores, fazendo malaxaes e percusses, ao passo que os flexores e adutores s 
aceitam afloramentos relaxantes. Logicamente, os flexores contrados so estendidos e 
os antagonistas exigem ginstica de resistncia. Como nas paralisias, a 
hidromasoterapia pode ser preferida (massagem subaqutica). Nas articulaes da parte 
mdia do p, procedemos com os exerccios, indicados acima, no p plano. Na 
articulao tbio-trsica treinamos sobretudo a flexo dorsal e plantar. Visto que o maior 
perigo na articulao do joelho  a contractura, procedemos com ligeiros afloramentos 
sobre os flexores e enrgica massagem e ainda ginstica reeducativa dos extensores. 
Durante a noite um saco de areia faz peso sobre a rtula e ser exercida traco no p. 
Tambm na articulao da anca existe o perigo da contractura dos flexores e adutores; 
por isso combatemos a posio sentada com joelhos flectidos e o tronco elevado. 
Durante a noite, tambm se faz traco nos ps. Nas articulaes da extrimidade 
superior, as dos dedos so frequentemente acometidas, encurtando-se a musculatura 
cubital. De forma que precisamos estender esta face do brao, incluindo os dedos que, 
durante a noite, sero fixados por uma tala, em extenso. Quando se torna impossvel 
fechar o punho, havendo fraqueza nas falanges terminais, temos que insistir no 
movimento destas, fixando a falange mdia.  necessrio tambm prestar ateno  
abduo do polegar. Durante a noit, o encerramento do punho ser forado por uma 
ligadura. A articulao da mo requer flexo e extenso. Na articulao do cotovelo 
facilmente se estabelecem contracturas: devemos fortalecer o tricpede e colocar uma 
venda nocturna em volta do brao estendido e junto ao corpo. Durante o dia  
conveniente trazer pastas pesadas. Naturalmente, se houver ainda contractura, quer dos 
pronadores, quer dos supinadores, devemos operar num ou noutro sentido.
      J pormenorizmos a tcnica empregada na articulao do ombro e, especialmente, 
na periatrite escapulumeral (ver Massagem Mdica Parcial  articulaes). Nesta 
doena, os exerccios passivos so to fundamentais como os activos de reforo do 
tricpede, supra-espinhoso, bicpede e deltide. Uma mo fixa a omoplata e a outra, no 
final das manobras sobretudo rotatrias, far vibraes e agitaes finais do brao. O 
espaldar  particularmente til nesta periartrite.
      Em qualquer doena reumtica, artrtica e artrtica, no nos devemos esquecer de 
manipular sobre as zonas segmentares, sempre cheias de dureza.


Doenas de nutrio

      Se o metabolismo for aumentado ou deminudo, o massagista actuar, ora com 
manobras calmantes e estimulantes (magreza), ora com operaes enrgicas 
(obesidade). J no incio dissemos que a massagem local no consegue mover massas 
gordurosas, mas influi na obesidade atravs do efeito indirecto. A oxidao geral  
atacada, a respirao aprofundada, a circulao acelerada e melhor distribuda. 
Sobretudo, h melhor drenagem dos tecidos e as durezas (celulites) so desfeitas. A 
massagem abdominal, expelindo gases e eliminando mais fezes, faz com que a 
circunferncia do ventre diminua o que proporciona boa influncia psquica aos 
corpulentos. Devido a melhor irrigao muscular, a clula do msculo produz melhor 
trabalho e a fibra torna-se nmais rija.
      Uma doena metablica em que a massagem est indicada  a diabete aucarada. 
Actuando sobre o vagotono, o acar no sangue baixa e diminui na urina, devido a 
maior diurese. Se no obeso a massagem geral est no primeiro plano, no diabtico o 
mais importante  a massagem abdominal que instiga a funo da glndula pancretica e 
a circulao da veia porta. Os passes sobre as pernas evitam a gangrena. No devemos 
esquecer as zonas reflexogneas nas costas (pncreas).
      Enfim, na doena de Basedow, no hipertiroidismo e no bcio exercemos ligeiros 
afloramentos, presses e beliscamentos no sentido vertical e horizontal. As palpitaes 
cessam quase imediatamente, pois actuamos sobre o nervo simptico cervical. De resto, 
praticamos frices em espirais sobre todo o corpo, decidindo-nos, conforme o estado 
nutritivo do doente, por manobras calmantes ou tonificantes ou ambas, efectuadas com 
hbil intercmbio.


XI. Conselhos alimentares Dados pelo Massagista
(Extrados do livro do autor Nutrio, Dietas e Cura Natural. Coleco Vida e 
Sade.

      O processo natural mais importante para termos sade  representado por tudo o 
que levamos  boca. Qualquer pessoa poder submeter-se aos tratamentos, preventivos 
ou curativos, que quiser; mas, no tendo cuidado com a sua alimentao, Nunca gozar 
perfeita sade. Basta uma nutrio sadia e vida emocional equilibrada, para que quase 
se possam suprir todos os restantes meios naturais. Que cegueira mental demonstram os 
indivduos que, aparentemente bem-dispostos, enchem os restaurantes, simples e de 
luxo, apreciando com gosto todas as gulozeimas da to apreciada arte culinria, no 
raciocinando que, no verdadeiro sentido da palavra, se matam gradualmente. No pode 
haver plulas, nem termas, nem meios alguns que consigam neutralizar ou aniquilar os 
efeitos provocados pelas refeies opulentas. O prprio Pantagruel morreu de uma 
cirrose.


A) Regras trofolgicas

      - Repousar alguns minutos antes e depois das refeies.
      - Lavar as mos e unhas antes das refeies, e os dentes aps elas. Se usa placa, 
deve traz-la bem ajustada.
      - No coma sem apetite, mesmo que tenha de alterar a hora da refeio ou tenha de 
suprir alguma.
      - No se exalte, no leia (quando muito literatura ligeira), no telefone, no discuta, 
nem se levante durante a refeio.
      - No beba gua, pelo menos 30 minutos antes, ou durante as refeies. Deve beb-
la s depois de ter feito a digesto  entre as refeies.
      - No coma  pressa. Coma pausadamente, mastigue devagar e poise no prato a 
colher ou o garfo, sempre que os leve  boca.
      - Evite comida abundante, a requentada que sobrou do outro dia ou de outras 
refeies e a demasiado quente ou gelada.
      - No se deve esquecer que o valor biolgico da alimentao depende mais da 
qualidade dos alimentos utilizados do que da sua quantidade.
      Evite o excesso de carne, caldos de carne, peixe e sal (apenas 3-5 gramas por dia), 
fritos, assados, torrados, fumados, salgados, panados, guisados, refogados, sobretudo de 
cebola, fricasss, enfim, todas as gorduras cozinhadas, legumes secos (no mais que 
uma vez por semana), pastelaria, doces, hortalias e vegetais brancos (aipo, rabanete, 
nabo, couve-flor, topinambo, couve-lombarda, espargos e repolho).
      Elimine o caf, cacau, ch preto e verde, vinho, gasosas, cerveja, licor e conhaque, 
pastilhas elsticas, gorduras endurecidas, fruta verde, enchidos, molhos refinados e 
salmouras, batata de polpa branca, condimentos e temperos fortes, conservas, 
gelatinados, arroz, po, massas e acar brancos (que no sejam integrais).
      Aos doentes do ventre aconselha-se a preparar toda a comida com gua de fonte, ou 
mineral, e a no levar as gorduras ao lume.
      As mquinas modernas para triturar fruta e hortalia e para fabricar sumos e sucos, 
devem ser reservadas para certos doentes do ventre, porque  antifisiolgico substituir o 
pur bucal pelo pur mecnico.
      Escolher bastantes alimentos (crus, frescos e integrais).
      A fervura dos alimentos deve ser evitada o mais possvel e sobretudo em pouca 
gua. O fogo representa um gasto intil de energia, desvitaliza as protenas, altera o 
colides das membranas, prejudica os alimentos acima mencionados e altera a tenso 
superficial e osmtica, assim como a viscosidade.
      As preparaes culinrias mais saudveis so:
      Cozidos (em gua ou, melhor, sobre vapor); grelhados; purs; preparaes na brasa 
e no espeto (sem gorduras); escaldados; estufados em pouca gua, isto , no prprio 
suco (com manteiga no corada); banho-maria; guisados sem refogados; aquecidos no 
forno.


B) Como usar racionalmente os alimentos

      O organismo necessita de uma quantidade diria de protenas, gorduras, hidratos de 
carbono, minerais, vitaminas, oligo-elementos e gua, preenchendo determinadas 
calorias. O organismo exige dos alimentos por dia 15% de protenas, 50% de hidratos 
de carbono e 35% de gorduras, ou seja, uns 60 gramas de protenas, das quais 30% 
devem ser de origem animal (carne ou peixe, para os carnvoros, ovos e lcteos para os 
restantes), 450 gramas de glcidos e 70 gramas de gorduras, para um indivduo de peso 
mdio.
      Em calorias, o corpo exige entre 2200 e 4500 por dia, conforme idade, sexo, altura, 
peso, profisso, actividade (sentado, em p, normal, exagerada e pesada, gravidez, etc.), 
clima, raa, temperatura (os habitantes da metade Norte do globo pedem mais gordura, 
os do Sul mais hidratos de carbono), as necessidades da sade, as capacidades 
econmicas, etc. A assimilao dos alimentos depende ento, do estado da sade, dos 
fermentos, por exemplo, de factores hereditrios, da adaptabilidade individual, de 
tradio e costumes.
      De uma maneira geral, todos ns comemos demais.  de aconselhar recorrermos a 
10-20% menos calorias das que, conforme as tabelas, esto indicadas no nosso caso. A 
falta de capacidade para trabalho, no  forosamente um sinal para aumentar as 
calorias, quando estas esto reduzidas, pois  subjectiva. H pessoas neurticas, 
aparentando muita sade e sem energia alguma. Um elemento mais indicativo  a baixa 
do peso, sempre que no haja outras razes para isso. Em todo o caso, o comer em 
muita quantidade e sobretudo com muita gordura  um erro. A gordura e o peso 
demasiado, duma maneira geral prejudicam mais do que a magreza.
      Para comear, aconselho a comer menos carne, nunca como alimento, mas apenas 
como acompanhamento excitante do paladar e do sangue. Simultaneamente  
conveniente substituir pouco a pouco 50% das refeies por alimentos crus.


XII. Mais Recomendaes da Vida Higinica
Extrado do livro do autor Nutrio, Dietas e Cura Natural. Coleco Vida e Sade.

Banhos de ar:

      O enrijamento do organismo: Para enrijar um corpo pouco treinado, devemos 
habituar a pele s diferentes influncias da temperatura. Logo ao sair da cama, despir 
depressa o pijama e esfregar o corpo ainda quente com uma toalha molhada em gua 
fria, praticando-se depois, durante uns minutos, uma escovagem seca de todo o corpo, 
de baixo para cima. Este procedimento serve j de banho de ar. Ao esfregar hmido 
pode-se juntar logo um banho vital (frices hmidas circulares do ventre no sentido 
dos ponteiros do relgio durante 5 minutos). Em vez de se enxugar por meio da frico 
seca alternadamente, pode-se envolver o corpo molhado numa toalha, deixando-se 
enxugar na cama.
      Ar puro e fresco  condio essencial para uma vida s.
      Nada  to saudvel como o ar puro do campo, das montanhas, ou da praia, saturado 
de iodo e ozono, importante para a absoro das radiaes ultravioletas. J que hoje no 
 possvel seguir uma vida absolutamente natural, devemos procurar viver o mais 
possvel de acordo com a Natureza. Se no podemos andar nus, pelo menos devemos 
expor o corpo ao ar o tempo que pudermos.
      Devemos viver em quartos bem arejados, dormir com janela aberta, mas sempre 
evitando as correntes de ar; cuidar tambm de boa ventilao em caso de doenas, 
especialmente infecciosas, tuberculosas, linfticas e broncopulmunares.
      Muito recomendvel  fazer de manh em completa nudez um banho de ar no 
quarto, com a janela aberta ou previamente arejado. Desintoxicando a respirao, o ar 
fresco fornece um sono calmo. Convm praticar ginstica simultaneamente. Nunca se 
devem sentir arrepios de frio, antes e durante o banho.

Marchas:

      Aps o jantar e aos domingos devemos fazer passeios, andando com passo de 
marcha, naturalmente, sem ser militar. Descansar de vez em quando, durante alguns 
minutos. Respirar sempre fundo, fazendo intervalos respiratrios aps a expirao 
prolongada. Muito recomendvel  cantar ou trautear. No h melhor exerccio para 
activar a circulao e a digesto, calmar os nervos e garantir bom apetite, bom sono e 
linha elegante. Logo que se aquea, tira-se o vesturio o mais possvel. Um passeio de 
manh cedo afasta a neurastesia.
      Durante o andar,  preciso ter cuidado para desenrolar e estender bem o p, ficando 
o mais possvel no solo com o calcanhar e pondo-se ento a seguir quase s nas pontas 
dos dedos. Leve-se tambm a coxa bem  frente e no se vire o p muito para fora. No 
abrir demasiadamente as pernas. Sempre que possvel, andar descalo sobre relva 
molhada e cho de mata ou tambm areia junto ao mar.
       especialmente recomendvel o passeio na montanha. O alpinismo acalma os 
contrados e estimula os fatigados. V-se aqui a ambivalncia da naturaterapia e do 
efeito do movimento: na hipertenso serve de sedativo e na hipotenso como 
estimulante (Weiss).
      A caa seria um ptimo treino muscular, se no ebrutecesse a moral humana.


C) Helioterapia

      A falta de dosagem sbia, assim como o excesso de banhos solares e ultravioletas 
traz consigo consequncias graves, desmineralizao forte e neurastenia dos nervos, 
alrgicos, hepticos, anmicos, cardacos e sobretudo hipertnicos. A esses doentes, j 
hiperexcitados, recomendamos os banhos de sombra, isto , aproveitando esta 
aquecida pelo sol.
      Tcnica do banho de sol:  prefervel tom-lo nu. Mas, existindo hipersensibilidade 
ou indicao para cuidados, pode ser tomado cobrindo-se com um pano branco ou 
folhas verdes. Cobertura de mantas conduz ao banho de sudao. A irradiao atravs 
de um pano molhado  recomendada nas lceras ptridas e na gangrena. Quem no 
tolera o sol directo, poder apliclo atravs de uma barraca de lona branca.
      O banho solar pode ser tomado de preferncia num lugar sem vento, nunca logo 
aps as refeies e no nas horas muito quentes, nem avanadas. A melhor hora  de 
manh cedo, no Vero das 8-11 e das 17-19. No entanto, prefervel  tomar o banho 
solar repartido por duas vezes durante o dia e sempre em movimento. Assim no cansa. 
Evitar pr a cabea, os olhos e o nariz ao sol. Quando se tem frio, friccionar a pele, 
andar, fazer ginstica ou jogar. O deitar-se, preguiosamente, ao sol, em procura de uma 
pele bem bronzeada, est bastante contra-indicado, pagando-se esta vaidade e 
ignorncia mais tarde. Sobretudo quem sofre de tenso arterial baixa, prejudica-se 
gravemente. Depois do banho de sol,  preciso resfriar-se na sombra e lavar-se com 
gua fria.
      Comear na Primavera, pelos ps, aumentando gradualmente a durao da 
exposio e a rea do corpo, deixando irradiar a frente e parte posterior do corpo.


D) Hidroterapia

A) Aplicaes que produzem calor

1) Banho completo ou parcial, de braos ou pernas, ascendente (deitando pouco a 
pouco mais gua quente) nos anmicos, fracos, cardacos e no comeo da febre.
2)       O banho ascendente, segundo os seus inventores Schweninger e Hauffe, tem 
efeito anti-espasmdico.
3)       2) Enfaixamento total de hora e meia comn lenol embebido em gua fria e 
espremido, outro seco em volta deste e ainda uma manta por fora, para fazer 
suar, na febre at 38,5 graus e na cura de Schooth.
4)       3) Vapor completo ou parcial, inalao.
5)       4) Aplicao local de calor (compressas), linhaa, flores de feno, etc.

B) Aplicaes que derivam e libertam de calor demasiado  na febre alta, na pletora 
e nos desarranjos vasomotores locais (por exemplo, derivao da cabea pelo 
aquecimento dos ps):

1) Banho frio e lavagem com gua fria.
2)       2) Enfaixamento total de 30-45 minutos, igual ao enfaixamento de A2, mas 
com lenol frio bem hmido. Indicado na febre acima de 38,5 graus centgrados.
3)       3) Banho quente parcial, de braos ou pernas, descendente, deitando 
gradualmente mais gua fria (metade do corpo, dos ps, dos braos, etc.).

C) Aplicaes tonificantes:

1) Banho frio e lavagem fria (juntando sal ou vinagre).
2)       2) Banho alternante quente-frio (nas molstias da circulao, frieiras, 
varizes, etc.). Quente durante 2 minutos, frio durante 20 segundos, repetindo 3-6 
vezes.
3)       3) Andar na gua e na relva (tratamento de Worrishofen).
4)       4) Duches de Kneipp e Kuehne.
5)       5) Duches a presso.

Notas

1) Depois de uma aplicao quente convm sempre uma reaco fria. Depois de 
aplicaes prolongadas  preciso repouso. Nunca empregar tela, pois no deixa 
passar o ar e impede a evaporao.
2)       2) Nunca empregar um enfaixamento duas vezes, sem ser lavado, pois deve 
estar cheio de sujidade absorvida da pele.
3)       3) Cuidado com a gua fria nos anmicos e neurastnicos! Enrij-los s 
gradualmente, comeando com banho de ar, escovagem a seco, lavagem com 
lcool e banho descendente. Nestes doentes, a fuso quente nas costas, por 
exemplo, no acaba com gua fria, como de costume, mas com gua quente.  
preciso individualizar!

D) Tcnica:

      Lavagens:

     Depois de sair da cama, e se estiver quente, lavar-se sempre de baixo para cima. No 
enxugar  til para enrijar e para eliminar. Q        uando o doente se enrola num lenol 
turco e se deita durante alguns minutos de novo na cama ou vestindo-se depressa, 
forma-se uma camada protectora de vapor em sima da superfcie do corpo, a qual evita 
dispndio de calor da pele hiperemiada e provoca uma boa eliminao pelos poros 
abertos. Podemos juntar  gua, vinagre, sal (30 gramas por litro), rosmaninho, arnica, 
hortel-pimenta, farinha de mostarda, etc.
      As lavagens denominadas em sries so feitas com gua fria de 30 a 30 minutos 
sobre todo o corpo, em caso de febres altas.

      Frices:

      Podemos acompanhar a lavagem pela frico com escova dura, luva de crina ou 
nylon, ou pano turco, recomendvel, sobretudo, aos gordos de fraco metabolismo. 
Depois da frico, fazer ginstica.

      Afuses e duches:

      As afuses fazem-se com mangueira, balde ou regador, durante 1-5 minutos. 
Respirar tranquilamente! Deitar a gua uniformemente e com calma.

      Afuso do joelho: Comear pelo lado externo do p, subir at  rtula, circular a, 
voltar at ao lado interno do p. O mesmo processo pela frente dos dedos at ao lado de 
trs do calcanhar. Descongestiona a cabea e o ventre; indicada na fraqueza da bexiga, 
himorridas, colite, doenas dos olhos, bronquite, dor de cabea, ps frios, etc.
      Afuso do fmur: Proceder como na afuso da rtula, mas at  anca (evitar a 
bexiga). Indicada em exsudados e inflamaes da pequena bacia, etc.
      Afuso na metade inferior do corpo: Tal como na afuso da coxa, mas at  cintura 
(arco costal). Indicada nas estagnaes, estados atnicos e espasmdicos dos intestinos, 
nas doenas do fgado, da vescula biliar, bao, no meteorismo e diabetes.
      Afuso dos braos: Comear pelo lado externo da mo, subir at ao ombro, circular 
e voltar; depois, da palma da mo at ao ombro, pelo lado interno do brao, e voltar. 
Descongestiona corao e pulmes, cabea e pescoo, sendo indicada na asma, na 
angina de peito, insnia, dores de cabea, tonturas, anemia, hipotonia, Basedow, etc.
      Afuso da parte superior do corpo: O corpo  flectido para a frente. Comear na mo 
direita, brao acima at aos ombros, sobre o dorso at ao outro ombro, e descer at  
outra mo. Quando nas costas, parar num ponto, do qual se deixa correr a gua 
uniformemente. Indicada para contrair os vasos da laringe e para estimular o nervo 
pneumogstrico que acalma o corao (taquicardia).
      Afuso das costas: Muito rpida e muito quente (segundo a terminologia alem 
Blitzguss = afuso relmpago), sobretudo aps uma massagem, intervm 
optimamente nas zonas reflexas de Head, especialmente nos doentes distnicos do seu 
sistema nervoso, vegetativo, assim como nas afeces das vrtebras e dos discos.
      Afuso do peito: Indicada na tuberculose pulmonar.
      Afuso da cabea e da cara: Dum ponto central para toda a cabea.
      Afuso dos olhos: Especialmente indicada na conjuntivite.
      Afuso do nariz: Logo aps o levantar, deitar gua fria sobre a raiz do nariz, as 
sobrancelhas e as cavidades maxilares.

      O duche: Mais ainda do que a afuso, o duche liga ao efeito trmico o mecnico. 
Evit-lo na cabea. Pode ser logo frio, ou quente-frio, com ou sem presso. Esst 
indicado como parte essencial da toilette matutina.
      O chamado duche esqueces,  distncia e a alta presso,  til na adiposidade, no 
metabolismo fraco, na espondilatrose, na ctica e lumbago, na circulao insuficiente, 
etc. Est contra-indicado na hipertonia, arteriosclerose, leso cardaca descompensada. 
Aps o duche frio, convm acabar por uma curta afuso quente aos ps.
      O duche subaqutico:  feito com uma mangueira a alta presso, de 1-4 atmosferas, 
apontando-a sobre os msculos e as articulaes dolorosas e, com certo cuidado, sobre o 
ventre. Tambm o duche escocs de que j falei, pertence aqui. 
      Quando o raio da gua incide perpendicularmente, alcanamos um efeito de presso 
mecnica em maior profundidade, sobretudo quando a presso  distribuda em crculos 
sobre a su+erfcie do corpo, obtendo-se uma mudana de presso e aspirao de sangue 
e linfa.
      As indicaes destes duches  presso sobre extensas partes musculares so as 
mialgias (dores musculares) com hipertono e espasmo (presso menor), o 
anquilosamento do aparelho locomotor e os transtornos trficos, sobretudo dos doentes 
de cama durante tempo excessivo.
      Alm disso quando a mo do massagista procura ao mesmo tempo influenciar 
selectivamente as zonas contradas, este economiza as suas foras.

      Banhos:

      Distinguimos banhos frios e quentes, ascendentes (frio-quent) e descendentes 
(quente-frio), totais e parciais, com ou sem adcionamentos, e banhos alternados.

      O banho frio: Total, s deve ser usado pelos que possuem uma boa circulao, e 
tom-lo apenas durante 30-60 segundos. Mais tolerados so o banho frio parcial, o 
semicpico, ou o banho de ascensoassento. O banho frio curto enrija e mantm a 
circulao jovem. Antes da sua aplicao,  preciso aquecer o corpo.
      O banho fresco  temperatura de 30 graus centgrados (o banho frio tem cerca de 20 
graus centgrados)  particularmente til aos psicovegetativos e convalescentes.
      O banho quente total:  geralmente dado  temperatura de 35 graus centgrados. 
Est indicado na neurastenia, insnia e nas lceras de decbito. Convm tambm nos 
catarros, no reumatismo e na espondilose. Contra-indicao: Hipertonia e 
descompensao circulatria. Depois do banho quente, no se esquecer de resfriar a 
gua ou lavar-se com gua fria.
      O banho ascendente total: Usa-se a gua quente, at ao umbigo, tapando a banheira. 
Atravs de uma pequena abertura eleva-se eleva-se muito lentamente a temperatura da 
gua, sem deixar subir o seu nvel. Logo que se comea a suar, o indivduo, sem ser 
enxuto,  embrulhado num pano seco e numa manta, deixando-o transpirar ainda na 
cama (pode-se dar limo quente, ch de tlia ou de sabugueiro). No final, lav-lo com 
gua fresca e mudar a roupa.
      O banho ascendente facilita a circulao e baixa a tenso arterial, aumenta a corrente 
linftica e melhora as condies defesa nos doentes com princpios de febre. Est 
indicado nos que necessitam de calor, tais como: anmicos e dbeis, cardacos, fracos de 
metabolismo e da circulao (varizes, hemorridas, etc.).
      O banho ascendente parcial: Nas pernas  feito at aos joelhos, nos braos at s 
axilas, com a temperatura at 45 graus centgrados, aumentando esta muito lentamente, 
durante uns 15 minutos. Est indicado nos hipertensos, nos asmticos, na angina de 
peito, nos cardacos, nos resfriamentos, na anemia, no reumatismo. Ao final, rpida 
aplicao de gua fria e descanso. A indicao principal consiste, nas perturbaes de 
irrigao arterial, nas lceras, varizes e nas fstulas.
      Com o chamado Reibesitobad dos alemes, isto , frices dentro do banho 
alcana-se temperatura de 43 graus centgrados e tirada a estagnao, uma hipermia to 
benvola que pode estacar melanosarcomas e carcinomas das extremidades. Esta 
tcnica, feita sob anestesia total, foi desenvolvida por Lampert.
      Uma modalidade  o semicpio, que  tomado de forma que a gua chegue at  
metade do corpo ou ao umbigo. Quando as pernas ficam fora da tina, fala-se de banho 
de assento. Quando  tomado frio, demora 30-60 segundos e est indicado na insnia, 
priso de ventre, nas hemorridas, na falta da menstruao e na neurastenia. Quando  
tomado quente, deve acabar em frio. O semicpio quente est indicado nos sofrimentos 
do ventre, na prostatite, na falta recente da menstruao. Pode tirar o sono, quando for 
feito de noite. Pode-se-lhe juntar palha de aveia, cavalinha, camomila, etc.
      Uma modalidade  o banho vital. Toma-se sentado no bordo dum bid ou balde, ou 
sentado num banco dentro de uma tina. O ventre  esfregado com um pano bem 
molhado em gua fria. A frico  circular, no sentido dos ponteiros do relgio. Este 
procedimento dura alguns 5-10 minutos. O banho vital  um dos melhores meios para 
derivar, enrijar, e estimular todas as foras de defesa, aumentando a funo dos sucos 
digestivos. Assim tambm contribui para aumentar o peso.
       Procede-se analogamente aos banhos ascendentes mas, a partir da gua quente, 
desce-se muito lentamente at  gua fria. Est indicado na hipotonia e para enrijar os 
fracos e anmicos.
      Banho dos olhos: Lavar os olhos debaixo de gua, a 18-25 graus centgrados, 
abrindo-os e fechando-os. Est indicado na conjuntivite, blefarite (inflamao das 
plpebras) e no terol. Pode-se juntar malva, funcho, Eufrsia, rosa e camomila.
      Banho da boca: Est indicado em catarros, angina, laringite.
      Banho dos ps:  tomado quente, como medida higinica, e particularmente quente 
para derivar dores de cabea, curar catarros, afastar dores reumticas e provocar 
menstruao. Est contra-indicado na hipertenso. Tomado frio, durante 2-3 minutos, 
est indicado na insnia, para enrijar os que sofrem de catarros crnicos e de 
resfriamentos, e para derivar hemorragias. Est contra-indicado na anemia cerebral, nas 
convulses, na cistite e nefrite. Uma modalidade  o andar na gua, na relva molhada de 
orvalho, na ribeira ou numa tina, com gua at aos tornozelos, chapinhando. Ainda se 
menciona o banho ascendente dos ps, indicado na hipertonia, na arteriosclerose, na 
fraqueza cardaca, na asma e nos ps frios.
      O banho frio das pernas durante meia hora, est indicado na elefantase e nas lceras 
varicosas com trombos antigos.
      Muito especial  o andar descalo na neve, o que faz aquecer e enrijar.
      Banhos alternados, totais ou parciais: So feitos aplicando gua quente durante 2 
minutos e, de chofre, gua fria durante meio minuto, repetindo-se esta aco algumas 
vezes. Servem de ptimo treino dos vasomotores, e so indicados sempre que haja m 
circulao (ps frios, frieiras, etc.), dores de cabea, insnia, neurastenia e nas 
perturbaes do climatrio.
      Banhos de vapor de gua: O vapor hiperemiza, absorve, purifica e tem efeito 
analgsico. O banho de vapor est indicado para melhorar a actividade do metabolismo 
(reumticos, gotosos, obesos, diabticos, etc.) e da pele (inflamaes, eczemas, 
exantemas, sflis, etc.). O banho de vapor tem desvantagem perante a sauna ou o 
banho de sudao elctrico, isto , de ar quente (ver Electroterapia). Por isso convm 
ter cuidado especial com os cardacos.
      O banho de vapor geral pode ser tomado na cama, pondo gua a evaporar em cima 
da fonte de calor colocada no cho debaixo do colcho de arame; tambm pode ser feito 
numa cadeira de palha com assento perfurado. O corpo  sempre embrulhado por 
mantas e a cabea leva panos hmidos.

      Distinguimos ainda os banhos de vapor parciais, das ndegas, do ventre, aos ps,  
cabea, etc. A inalao pode ser feita durante 15 minutos, mantendo a cabea sobre a 
panela com gua a evaporar e debaixo de uma toalha turca. Com vantagem, pode-lhe ser 
adicionado eucalipto e benjoim. A inalao  ptima contra as constipaes, a sinusite e 
a bronquite.
      Menciono enfim o banho de hiperaquecimento de Shlenz. O corpo inteiro conjunto 
com a cabea, permanece debaixo de gua muito quente, ficando apenas o nariz de fora 
da superfci. Devido ao bloqueio total da eliminao do calorestagnado ,  alcanada 
uma autntica febre artificial, pois a banheira  coberta com uma tampa que mantm a 
temperatura de 40 graus centgrados. Trata-se de uma medida teraputica severa e de 
efeito superior ao banho de Sauna.

Compressas:

      Hiperemiam fortemente e tiram as dores, no s no lugar da aplicao, como 
tambm, reflexamente, nos rgos, postas em outras zonas da pele (zonas de Head). A 
compressa pode ser posta fria, dobrada 4-8 vezes. Emprega-se para acalmar dores 
inflamaes, para atenuar dores de contuses e as palpitaes do corao, na febre (no 
ventre), nas dores de cabea, hemorragias pelo nariz, nas feridas (na nuca).
      A compressa quente, tambm dobrada, deve ser bem torcida e embrulhada numa 
flanela, podendo  gua adicionar-se flores de feno, semente de linhaa, trigonela, feno-
grego, etc. Convm colocar por cima um saco de borracha com gua quente. Indicao: 
dores e clicas, falta de circulao, anemia, reumatismo, furnculos, abcessos, fstulas, 
etc.
      Ainda mencionamos a compressa alternada: quente-fria, indicada na falta de 
circulao (freiras, doena de Raynaud).


      Enfaixamentos e envolvimentos:

      Os enfaixamentos derivam e purificam. Conforme o tempo da sua aplicao, tiram 
calor demasiado (na febre alta, 30-40 minutos) ou do calor, mudando o efeito 
derivativo  estimulante  depois de 40 minutos, em aco calmante e sudorfera 
(enfaixamento de pelo menos, 1 hora e 30 minutos, na febre mais baixa).
      O enfaixamento de Priessnitz consiste num lenol molhado em gua fria (ou gua 
transnoitada), coberto por outro de linho e outro de flanela ou l que, portanto, fica para 
fora. No empregar tela (gutapercha, etc.) que, evitando a evaporao, produz um 
resfriamento indesejado; alm de provocar uma hipermia passiva, em vez de activa, a 
pele entra em tumefaco, podendo surgir eczemas.
       O enfaixamento derivante de 40 minutos  feito nos febris acima de 38,5 graus 
centgrados, com lenol pouco torcido, ao passo que o enfaixamento de 1 hora e meia  
feito nos febris at 38,5 graus centgrados, com lenol bem torcido (neste, o doente pode 
chegar  sudao). Preparar sempre as vrias camadas fora da cama e embrulhar o 
doente de uma s vez, em todas. Aquecer os ps. Nos enfaixamentos parciais, do ventre, 
do peito, do pescoo, das barrigas das pernas, etc., o pano de l deve ser mais largo do 
que o de linho, hmido, e bem apertado.
      Depois de qualquer enfaixamento, Lavar-se com gua fria. Nunca empregar duas 
vezes o mesmo pano sem o ter lavado. Quem no se sente bem nos enfaixamentos 
totais, liberte os braos.
      A gua fria, na febre representa um dos melhores meios teraputicos naturais. No 
se deve ter frio da gua fria na febre. No constipa nem provoca pneumenia.
      Indicaes: Enfaixamento total nos doentes febris, nos anmicos, fracos de fora e 
metabolismo, gordos, no climatrio e nos neurastnicos; enfaixamento parcial do 
pescoo, na angina, parotidite, laringite (convm aplicao atrs das orelhas e em cima 
da cabea); das barrigas das pernas para derivar, na febre, na insnia, na excitao e nos 
catarros e dores de cabea. Enfaixamento em forma de T, passando uma toalha fria 
sobre o ventre e outra sobre o perneo, indicado nas inflamaes e na hipertrofia da 
prstata, fstulas, hemorridas, transtornos da menstruao, etc.
      Simples  o processo de calar dois pares de meias de l, uma hmida e outra seca.
      Ainda se usa o enfaixamento do ventre, na priso de ventre, dispepsia, estagnao da 
veia porta; nas doenas do peito, nas bronquites e na asma, etc.
      Adicionamentos aos enfaixamentos  50 gramas de sal dissolvidos em 2 litros de 
gua, indicado no reumatismo articular, escrofulose, anemia, exantemas infecciosos; 
neste caso,  simples empregar uma camisa embebida em gua salgada e cobrir com 
uma manta. Ou colocar um lenol por baixo, bem molhado em leite quente e coberto 
por outro lenol e duas mantas de l. Passada uma hora e meia, est feita uma 
verdadeira terapia estimulante-parenteral. Indicado em todas as doenas exantemticas, 
para que a erupo rebente mais e no recolha (varola, sarampo, bexigas-doidas, 
escarlatina), febres spticas, afeces reumticas, siflticas, eczemas, acne, furunculose, 
erisipela, feridas de combusto, psicoses.


E) Psicoterapia


      O massagista, conversando com o paciente, com tacto e compaixo pode arrancar-
lhe confisses acerca da sua vida, aliviando-lhe a conscincia e proporcionando-lhe 
mais nimo, confiana e optimismo. Para obter este efeito, tambm se servir da 
sugesto, to poderosa arma na cura.
      Qualquer sugesto actua atravs da auto-sugesto. O pai desta maneira de cura foi o 
farmacutico Cou, que ensinava ao doente a nunca se preocupar com os sintomas, 
nunca dizer que no pode e no  capaz, nunca empregar mas eu sinto e outras 
semelhantes negaes, mas automtica, e monotonamente, sem empregar fora de 
vontade, mas apenas imaginao, afirmar como um papagaio ou um disco, vrias vezes 
ao dia a mesma frase: Estou sob todos os pontos de vista melhor. Recomendo juntar: 
tendo confiana em mim, f, esperana e optimismo e vou vencer em tudo, a mim 
mesmo e aos outros, pelo poder da f e do esprito.
      As palavras gravar-se-o no subconsciente, modificando pouco a pouco a maneira 
de ser e sentir e e o sentir-se doente.
       psicoterapia pertence o relaxe, que  recomendvel sempre, quando menos tempo 
se julga ter para ele. Vrias vezes durante o dia, sempre que o trabalho ou pessoas o 
apertam e oenervam, deite-se, durante escassos minutos, desaperte o vesturio, afaste o 
barulho e as moscas e fique, o pensamento excludo, completamente descontrado, com 
os olhos fechados e a respirao  vontade e ritmicamente sempre igual. Mas 
evidentemente, relaxe e sugesto tambm podem ser combinados.

Bibliografia

      ERICH THULCKE  Leherbuch der Massage (Walter de Gruyter).
      MAURICE BOIGEY  Manual de massaje (Toray- Masson).
      ERNEST SEDLACEK  Heilmassage (Karl F. Haug).
      Gladman  El Massaje en nel desport (Sintes).
      DE FRUMERIE  La pPratique du Massage (Vigot Frres).
      MAXIMO DEAR- PORTO  El Massaje aplicado al Naturismo (Sintes).
      HUMBERTO SILVA  Massagem e Pronto Socorro nos esportes (Cia Brasil).
      F. P. CARRO  Tratado de Massaje (Lugo).
      MAX BOHEM  Leitfaden der Massage (Ferdinand Enke).
      J BROUSSES  Manual Technique de Massage (Masson).
      HEDE TEIRICH-LEUBE  Bindegewebsmassage (Gustav Fischer).
      MAX KIBLER  Segment-Therapie (Hippokrates).
      J. VENDRELL  Massaje teraputico (Sintes).
      J. G. LUBINUS  Lehrbuch der Massage.
      WILHELM BAETZNER  Sportunfall und erste Hilfe.
      W. THOMSEN  Sportmassage.
      RAUL DOLIVEIRA FEIJO  Noes de Anatomia Humana (Progresso).
      VICTOR PERARD  Desenho e Anatomia (Ouro).
      CHRITIAN FEY  Die Aerztliche Massage (Franz EHRENWIRTH).
      JULIUS GROBER  Klinisches Lherbuch der Physikalischen Therapie (G. Fischer).
      BRAZ NOGUEIRA Manual do Massagista.
      RAUBER KOPSCH  Lehrbuch und Atlas der Anatomie (Georg Thieme).
      H. K. CORNING  Lehrbuch der Topographischen Anatomie (H. Bergmann).
      M. CAMPOS  Aprenda a Fazer Massagens (Ouro).
      JOACHIM V. PUTTKAMER  Massage und Schmerzproblem (Haug).
      JOACHIM V. PUTTKAMER  Organbeeinflussung durch Massage (Haug).
      DR. CORNELIUS  Nervenpunkte (Haug).
      D. GROS  Reflexzonenmassage (THerapie Keber das Nervensystem) 
(Hippokrates).
      J. E. RUFFIER  Trait Pratique de Massage (Dangles).
      WALTER LAABS  Atlas der Chiro-Gymanastik (Haug).
      BENGT AKERBLOM  Cairs and Sitting (H. L. Lewis).
      W. THOMSEN  Gesunde Fuesse (Umschau).

      Nota: De alguns destes livros foram aproveitadas gravuras deste tratado.
